Entrevista: Sergey Kalugin (Orgia Pravednikov)


Por Mairon Machado
Originalmente publicado na Consultoria Do Rock

Nota do Editor: A partir de hoje reatamos a nossa longa parceria com o site Consultoria Do Rock e vamos repostar algumas entrevistas e matérias sobre o Rock Progressivo que já saíram por lá no passado recente. Começamos com a fabulosa entrevista com o vocalista da banda Russa Orgia Pravednikov. Não deixe de passar pelo sita da Consultoria também!

Entrevista Sergey Kalugin

A Consultoria hoje desembarca em Moscou, e das longínquas terras russas apresenta uma entrevista com o líder fundador, violonista e vocalista do grupo Orgia Pravednikov. Extremamente simpático e atencioso, Sergey bateu um longo bate-papo, onde conta sobre as gravações do último álbum da banda, For Those Who Dream Vol. 2, lançado ano passado, envolvendo um bem sucedido projeto de financiamento coletivo, passeia pela história da banda desde o seu primeiro álbum, conta sobre as mudanças sonoras que o grupo sofreu nesses quase 20 anos de carreira, fala sobre sua vida pessoal e muito mais. Agradeço imensamente ao Sergey por sua simpatia, e espero que apreciem mais uma entrevista exclusiva feita pelo nosso site.


1. Caro Sergey, antes de mais nada, obrigado por compartilhar conosco um pouco sobre você e a história do Orgia Pravednikov. Temos um ano do lançamento de For those who dream Vol. 2, o quinto disco do Orgia e o primeiro em quatro anos. Por que tanto tempo entre os lançamentos?

Primeiramente, perdoe-me pelo meu inglês, erros e afins. Espero que você me entenda. Então, são 4 anos. Por um lado estávamos cansados após o álbum e a turnê deShitrock (n. r. single com 4 faixas inéditas, lançado em 2012) precisávamos de um grande descanso. Decidimos não trabalhar e nem nos encontrarmos durante um ano. Parecia que o fim da banda estava próximo. Porém, as forças voltaram e começamos uma nova página.  Por outro lado, sentimos que não podíamos trancar passo, precisávamos de novas ideias, novas sonoridades, nova gana. É impossível encontrar essas coisas rapidamente. E não tínhamos contrato com nenhum selo (para falar a verdade, não temos nenhum selo aqui na Rússia, o rock não é um negócio interessante por aqui), ninguém nos incomodava gritando: “Precisamos de um álbum no próximo verão!”, e podemos trabalhar (como dizemos na Rússia) “pelo nosso próprio prazer”.

2. Ele é uma sequência de For those who dream. Vol. 1, lançado em 2010. A ideia desta sequência surgiu quando da gravação do Vol. 1? Em caso positivo, por que não lançaram originalmente como um álbum duplo, como aconteceu há pouco com a edição especial?

Somente por que em 2010 a maioria das canções que você ouve no Vol. 2 não estavam prontas. A ideia da sequência veio “do nada”, quando discutíamos sobre o nome do novo álbum. Lembrando melhor, depois que vi o nome percebi que necessitava algo mais após a última palavra. E então Vol. 1 surgiu imediatamente. Eu contei ao grupo, e os caras disseram que esta ideia era completamente inspiradora!!!

3. Como estão os shows de promoção de For those Who Dream. Vol. 2?

Como Zorg disse em “O Quinto Elemento”: “Tudo você deve fazer pelas próprias mãos”. Os shows estão ótimos, visitamos muitas cidades na Rússia e por fim tocamos em Kiev (Ucrânia). Não é muito o que queríamos, é claro, por conta da crise econômica em nosso país que é um problema, e então algumas cidades dizem “NÃO” no momento. Mas a turnê no geral foi uma vitória para nós e os fãs.

4. Vocês escreveram para esse álbum uma canção com o nome em espanhol, “Flores de Muertos”. Por que está homenagem? Isto está também associado com as roupas de caveiras mexicanas que vocês usam no encarte do disco e nos shows?

Sim, é claro. Veja, tudo que fazemos, fazemos como uma “árvore que cresce”. Quando trabalhávamos esta canção, surgiu a ideia de usar o charango (instrumento que nosso guitarrista comprou quando viajou para o Equador). Após ouvir o som disto lembrei do filme “Viva Mexico!”, de Sergey Eisenstein, que assisti quando tinha por volta de 12 anos. Encontrei ele no youtube e o assistimos, e então a última parte do filme (com “Day of Muertos”) era o filme pronto para a canção. Isto foi chocante. Após isto, a energia deste acontecimento cultural e místico veio até nós e começou a trabalhar com a gente, e finalmente tornou-se a ideia central do disco. Talvez para você isto pareça engraçado (geralmente damos risada quando alguém tenta brincar com a cultura russa, parece-me o mesmo … você entende, eu acho).

5. Sim, claro, totalmente compreensível. Voltando ao disco, ao ouvir For those who dream. Vol. 2, temos um uso maior das cordas e metais, assim como no Vol. 1. Como surgiu a ideia de adicionar esses instrumentos nas canções da banda?

Quando começamos nossa história sonhávamos como sonhar realmente “sinfônicos”, um grande som. E passo a passo nós estamos chegando nesse objetivo. Metais, violinos, coral… normalmente as bandas que os usam, fazem isto muito simples. Num momento você ouve uma orquestra, noutro a banda. Tentamos implantar os instrumentos “sinfônicos” no corpo do som do rock pesado para trazer o efeito “Rachmaninoff”. Somos grandes fãs do Muse, que faz as mesmas coisas.

6. Outra grande diferença neste disco em relação aos seus antecessores é a presença fundamental do vocal soprano de Elena Yurkina, os quais também estão presentes nos concertos da banda. Vocês estão adaptando também as canções antigas para inserir os vocais femininos nelas?

Oh, ótima ideia, obrigado!! Realmente. Especialmente se fizermos o projeto The Greatest Hits. Sonho com isto há muitos anos, por que muitas canções dos álbuns antigos podem soar mais modernas e interessantes!

AS MÁSCARAS MEXICANAS

7. Uma das principais formas que os grupos encontraram para promover seus materiais é o sistema de financiamento coletivo. Recentemente, o Orgia Pravednikov usou isto para financiar a gravação de For those Who Dream. Vol. 2. O sistema foi um dos mais bem sucedidos na história do financiamento coletivo. Conte-nos como ocorreu este processo, quantas pessoas participaram e se existe algumas possibilidades de novos projetos para os fãs darem novas colaborações.

Para nós isto realmente foi chocante e um presente. Não podíamos imaginar que as pessoas nos amavam tanto e esperavam ansiosos por um novo álbum. Esperávamos atingir a meta após 3 meses, mas isto aconteceu em apenas 2 dias! No final, tínhamos muito mais dinheiro do que havíamos solicitado – mais do que o dobro! Então, podemos dizer que o sistema funciona, e funciona muito bem! Isto abriu um novo caminho para nossos negócios. Mas, não é absolutamente um caminho para projetos desconhecidos. Primeiro você deve ser realmente interessante para as pessoas. Por outro lado, você não deve ser muito conhecido. Cerca de 1200 pessoas compraram nossos lotes, não é muito em uma primeira olhada, mas eles COMPRARAM. Muitas bandas, que são mais populares do que o Orgia não chegaram nessa soma.

8. O Orgia estará completando 20 anos de carreira em 2019. Existem algumas surpresas sendo preparadas, como um lançamento especial, uma turnê mundial ou outra novidade para celebrar essa gloriosa carreira?

Turnê mundial – enrole para presente, por favor, eu quero isto!!! Sem brincadeiras, é muito cedo para pensar sobre isto. Se você vive na Rússia, você não sabe o que pode acontecer amanhã (e por que não, ontem). Isto, a princípio, é a razão por que ninguém dos negócios quer investir em rock aqui. Arte significa “muito dinheiro”. Na situação onde as regras do jogo muda a cada três dias, as pessoas preferem o “dinheiro fácil”. Então, como dizemos aqui: “Viveremos e veremos”!

9. O Orgia é uma banda muito famosa na Rússia, país que para nós, fãs brasileiros, ainda tem muitas histórias desconhecidas. Como foi construir seu conhecimento musical e criar uma banda de rock progressivo em um país que não era muito aberto para a cultura ocidental?

Ohhhhhhhh……… Amor – isto é uma resposta. E algum tipo de fanatismo. Acredito que em seu país a situação não é muito diferente. Não somos parte do mundo WASP (n. r. países de língua britânica, basicamente Reino Unido e Estados Unidos) e todos os seus brinquedos não são para nós. Mas podemos dizer à eles “Muito obrigado pela inspiração!”. Podemos pegar a energia do rock e misturar com a nossa cultura – como o Sepultura começou a fazer no Roots (talvez no Chaos A. D.). Este é o caminho. Tudo o que sei é que  rock é a melhor das formas modernas de “alta cultura” para a arte real. Arte que possa ser próxima do padrão de Leonardo e Dante. Se olharmos o Doors, por exemplo, aquela música é absolutamente moderna, talvez eles gravassem suas músicas ontem, em estúdio, onde trabalham “Tito e Tarantula”. A arte real não tem idade. No mínimo é o caminho para encontrar um elixir da juventude. Como diz meu amigo, o grande músico Yuri Naumow: “No nosso tempo, as pessoas da nossa profissão parecem como São Paulo, mas elas ainda pensam que são como o Led Zeppelin”. Mas muito obrigado ao Led Zeppelin por ter nos levado a ser São Paulo. Isto é impossível de aprender na igreja.

10. Um colega de Consultoria do Rock afirmou certa vez que o rock progressivo na cortina de ferro tem características próprias dessa região, adicionando elementos de sua cultura que os diferenciam dos grupos ocidentais no mesmo estilo, sejam eles britânicos, italianos ou de outros países. Qual a sua opinião sobre isso e como está o rock progressivo, bem como o heavy metal e o rock na Rússia e outros países da antiga União Soviética no momento?

Acho que na realidade os grandes grupos ocidentais não são tão uniformes, e os pós-soviéticos não estão tão longe deles como isto parece. Se você estivesse aqui, iria ver que há milhares de bandas na Rússia tocando a mesma merda que os grupos do mainstream que você encontra em todo lugar. Eu não sei por que porra eles fazem isso. É um tipo de encenação, penso eu. O progressivo no mundo todo é uma seção musical separada, com suas próprias regras, e por isso eu nunca digo que tocamos progressivo. Nunca gostamos do jogo “quem parece como Dream Theater?” e tantos outros. Mas se você diz que o progressivo é um sinônimo de “a arte real”, eu digo, ok. Mas isto significará que as maiores bandas do progressivo não são Dream Theater ou Camel, e sim Metallica, Red Hot Chilli Peppers, Queen, Sepultura, Muse e Rammstein. Se você observar estas grandes bandas, perceberá que elas CONSISTEM DE suas culturas nacionais. Então, a única forma é tentar ser grande. E se você for grande sua cultura nacional começará a falar através da sua arte, queira você ou não.

SERGEI, COM A ROUPA DE ESQUELETO

11. Recentemente,  a canção “Nasha Rodina – SSSR” foi eleita a décima colocada das 500 melhores canções do rock russo pela estação de rádio Nashe. Conte-nos sobre esse importante prêmio para a banda.

Oh, isto não é algo realmente tão sério assim. Não mudou nossas vidas, não irá torná-lo “mais famoso”, a TV não irá convidá-lo para o programa matinal, chefes ricos não irão oferecer um contrato para assinar … Em um país sem a indústria do rock isto é uma representação. Somente posso agradecer ao autor da canção, Dmitriy Averyanov. Ele é o poeta genial da história, e muitíssimo obrigado por sua amizade. Sua música é fantástica, e … nosso trabalho juntos também, assim espero!

12. Aqui na Consultoria, escrevi um texto sobre uma canção do seu primeiro disco, “The Beginning of the Century” (aqui está o link), para uma antiga seção do site chamada Maravilhas do Mundo Prog. Particularmente, aprecio o trecho de trêmolo que você criou para essa canção. Conte-nos sobre a história dessa música, a qual acredito ser uma das obras primas gravadas pelo Orgia, bem como esse encontro da música clássica com o rock pesado dos tempos iniciais da banda.

Muito obrigado por essa inteligente e profunda redação (espero que em inglês e em português a palavra “deep” tenha o mesmo significado que em russo! Dizemos “deep” quando queremos dizer que alguém entendeu algo muito bem) Esta é uma composição antiga, do grupo Artel (nome da banda da qual fiz parte antes do Orgia). Nós achávamos ela tão boa, e então por que não usá-la. Eu apenas trouxe o arranjo da parte do violão clássico, o qual você gostou tanto. A música falava sobre o começo do século 20 e a história da Rússia. Ela consiste de 2 temas – paz e guerra (“Roll Over Tolstoy”). Paz, Primeira Guerra Mundial, Revolução, Guerra Civil … Tudo isso você pode ouvir nessa música (se você quiser, não é o mais importante).

13. No segundo disco, admiro muito o incrível “casamento” entre violão e flautas com guitarras pesadas, baixo e bateria, que é exaltado principalmente no terceiro álbum, como a belíssima faixa “Yellow River. Rain over the Great River”. Outgoing Sun é o álbum que consolidou o som do Orgia com os seus fãs?

Sim, muito de nossos fãs pensam isto, que foi nosso melhor álbum. Nós não pensamos, mas …

SOLTANDO A VOZ

14. Para quem não está acostumado com a música do Orgia, talvez a principal característica sejam as canções todas cantadas em sua língua Natal. Por que vocês optaram por não seguir os moldes tradicionais de partir para a língua inglesa em suas canções?

Por que eu sou um poeta russo!! Eu nunca poderia usar o inglês tão bem como minha própria língua. É impossível ganhar os Jogos Olímpicos com uma bicicleta com rodinhas de criança. Eu posso aprender inglês muito bem, mas isso não é o suficiente. Eu posso ver todos os filmes e desenhos que fazem parte da infância americana ou britânica, ler todos os livros, mas isto não irá levar a nada. Eu nunca sei o que está por detrás e sob as palavras em inglês! Mas o trabalho do poeta é brincar com estes córregos das conexões mentais. Cheiros, intonações, terra, ventos, sons… Este é o material para a poesia. Acho que a linguagem não pode ser o problema para a música. Ouvimos rock na Rússia sem entender os textos, mas a música nos diz tudo. Se você quer entender mais, seja bem-vindo ao dicionário. Mas a voz pode falar mais do que palavras. Ouço My Chemical Romance ou Serge Tankyan e penso “este cara sabe o que ele diz!”. Ok, depois eu olho o texto, mas agora eu quero somente ouvir. E absolutamente é bobagem que você deve cantar em inglês para ser interessante ao mundo. Olhe o Rammstein no México! Milhares de fãs mexicanos cantando em alemão com Til!

15. O Orgia também é notável perante aos fãs por disponibilizar gratuitamente todos os seus álbuns no seu site oficial. Quais as principais vantagens, comercialmente falando, de abrir as canções para os fãs de forma gratuita? Isso de alguma forma reflete no número de vendas dos álbuns?

No momento o álbum físico tornou-se apenas uma lembrança. As pessoas o compram não para ouvi-lo, e na Rússia você tem milhões de formas de encontrar música na internet sem pagar por isso. Então, quem quer pagar, paga, quem não … Pensamos que é melhor ele ouvir nossa música em qualidade normal do que roubar isto de um MP3 perigoso e com baixa taxa de bits.

16. Falando particularmente de sua formação, admiro e muito o seu trabalho com o violão clássico. Quais são as suas principais influências musicais para tocar e para compor?

Yuri Naumov. Ele toca de uma forma totalmente diferente da minha, mas sua música me mudou e me ensinou.

17. E sobre nomes como Andres Segovia, John Williams, Julian Bream e Kazuhito Yamashita, qual a sua opinião sobre a obra e a arte desses monstros do violão clássico?

São ótimos! Mas eles não sabem como tocar seus violões em uma banda de heavy metal!!

18. Você possui lançamentos solo. Você já pensou em lançar um disco apenas com violão clássico?

Todas as minhas músicas eu uso no trabalho do grupo, e para falar a verdade, não tenho certeza que seria interessante fazer isto sozinho. Existem milhões de guitarristas clássico no mundo, eu não quero ser o milionésimo primeiro.

ORGIA EM AÇÃO

19. Bandas como Scorpions, Black Sabbath, Iron Maiden entre outros apresentaram-se na Rússia nos últimos anos. Vocês já tiveram a oportunidade de abrir algum show para estas bandas, bem como tocar além das fronteiras da Rússia?

Em um filme de comédia russo bem conhecido por aqui, um dos heróis diz: “Eu tenho o desejo de comprar um carro, mas não tenho a possibilidade. Eu tenho a possibilidade de comprar um bode, mas eu não tenho o desejo”. No momento, nos podemos comprar o bode.

21. Ouvi o Orgia Pravednikov pela primeira vez em 2006, através de uma postagem do amigo Diego Camargo no site Progshine. Qual a sua opinião sobre sites como o do Diego, o Consultoria, e outros sem fins comerciais, os quais apenas existem para poder divulgar as paixões musicais de seus donos?

Nossa banda sobrevive por causa de pessoas como você e Diego, na Rússia ou no Brasil, fazendo este trabalho. Não sinta-se lisonjeado, é a pura verdade.

20. Como os fãs brasileiros que adoram buscar sons além dos tradicionais podem informar-se sobre novas bandas vindas da Rússia, e como é a imprensa musical russa no geral?

Recomendo acessarem os sites Kroogi e Zvuki.

21. Existe a possibilidade de podermos ver vocês apresentando-se aqui no Brasil ou na América do Sul?

Posso responder como falo para nossos fãs na Rússia, Ucrânia, Israel ou Alemanha: depende de vocês, amigos! Lembra do Zorg? Não podemos simplesmente comprar as passagens, sentar no avião e “Olá Brasil! Estamos aqui!”. Mas se alguém REALMENTE QUISER nos ver e mostrar-nos para os brasileiros, ele irá encontrar esse caminho. Estamos abertos para todas as ideias. E tocar um show na América do Sul é um sonho para nós.

DESPEDINDO-SE

23. Quais as expectativas da banda para o ano de 2017, bem como as suas?

Nada original para uma banda de rock com estúdio próprio: Trabalho! Trabalho! Trabalho!

24. Conte-nos uma história engraçada envolvendo uma apresentação, a gravação de um álbum ou algum momento especial sobre você ou a banda.

Em nosso site, orgia.ru, em breve estaremos disponibilizando um documentário sobre a gravação do último álbum. Isto irá ter alguns momentos “daqueles”, esperem um pouco.

25. Por favor, deixe um recado para os fãs do Orgia aqui no Brasil, e muito obrigado pela atenção

Caros fãs, não podemos acreditar que do outro lado do mundo existem pessoas que nos compreendem e curtem nossa música. Sejam bem-vindos ao nosso site no VK e à página do Facebook, estaremos muito felizes de vê-los e conversar com vocês! E talvez antes do fim do Universo estejamos no seu país! Mas se não, não fique triste. Eternidade é um local onde todos nos encontraremos um dia, nos aguarde!

Orgia Pravednikov links:
Site
Facebook
VK
Loja Online

Leia mais sobre o Orgia Pravednikov no Progshine

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s