Pérolas Perdidas: Rush – Parte I


Por Diego Camargo

Bandas famosas e mais antigas eram de um tempo onde o ‘single’ era algo importante para fazer com que o disco vendesse. Em uma época em que o disco era o único local pra se ouvir música o rádio era um meio importante e fazia muito mais parte das nossas vidas (e da vida das bandas) do que hoje em dia. Os ‘singles’ acabaram por fazer parte da vida das bandas e principalmente das pessoas.

No entanto, todos nós, quando gostamos de uma banda/artista, vamos mais fundo em suas discografias e acabamos encontrando músicas que se tornam nossas favoritas e sempre achamos que essas faixas deveriam ter sido sucessos e elas não foram. Ou então que a banda deveria ter tocado ‘aquela música’ nos shows mais frequentemente e não tocou, etc.

Pensando nisso resolvi escrever uma nova coluna para o Progshine com esse tema: Músicas que ficaram esquecidas nos discos mas que todos deveriam conhecer.
Basicamente procurei pegar uma faixa que eu realmente gosto de cada disco da banda mas que ninguém conhece ou que ninguém fala nelas, com exceção dos fãs.

Segue a primeira parte da lista com a banda Canadense Rush:

“What You’re Doing” – Rush (1974)
O primeiro disco do Rush é mais direto e é basicamente um disco de Hard Rock no estilo do Led Zeppelin. “What You’re Doing” é uma daquelas músicas que sai um pouco de estilo mas ainda mantém o Hard Rock rolando. Uma faixa que ninguém fala sobre, mas que é uma pedrada!

“Beneath, Between & Behind” – Fly By Night (1975)
O segundo disco do Rush (e primeiro com Neil Peart) é o disco que muda a direção sonora da banda. E dá pra sentir isso ao ouvir cada faixa, mas o riff insistente e os vocais altíssimos fazem dessa faixa uma pequena pérola que merecia mais atenção.

“The Necromancer” – Caress Of Steel (1975)
‘Caress Of Steel’ foi um disco complicado para o Rush e até hoje é meio a ‘ovelha negra’ na primeira fase da banda. Nunca ouvi alguém dizer “esse é meu disco favorito da banda”, mas também nunca ouvi “esse é o pior disco da banda”. Quando se ouve algo a respeito desse disco é comum ouvirmos sobre a suíte “The Fountain Of Lamneth” ou “Bastille Day”, no entanto eu acho que “The Necromancer” é fabulosa.

“Something For Nothing” – 2112 (1976)
Sempre que se ouve falar de ‘2112’ é a longa faixa de abertura que ganha o holofote, e com razão. “A Passage To Bangkok” também esteve no repertório da banda ao vivo por anos até bem recentemente. No entanto é o Rock rápido e certeiro de “Something For Nothing” que termina o disco com faixa de ouro.

“Cinderella Man” – A Farewell To Kings (1977)
‘A Farewell To Kings’
é quase um clássico completo. Das 6 faixas do disco 4 delas estiveram no repertório ao vivo do Rush por décadas. Talvez por ter um nome estranho (Homem Cinderela), ou talvez por ser uma faixa mais direta ela nunca teve muito espaço. Eu acho que a mistura do Rock Prog pesado do Rush com os violões casa perfeitamente!

“Circumstances” – Hemispheres (1978)
Mais um disco que tem poucas faixas e que quase todas as 4 tiveram muito destaque. Mas das 4 faixas “Circumstances” é a faixa que poderia ser lembrada um pouco mais. Como sempre o trabalho no baixo de Geddy Lee é impecável! A pequena frase em francês no refrão da música também ajuda a diferenciá-la do resto das canções do grupo.

“Entre Nous” – Permanent Waves (1980)
‘Permanent Waves’
é o disco que elevou o patamar de banda cult à banda de médio porte (a explosão viria no disco seguinte), por isso faixas como “The Spirit Of Radio” e “Frewill” são clássicos do Rock. Uma das minhas faixas favoritas do Rush, no entanto, é “Entre Nous”.

“The Camera Eye” – Moving Pictures (1981)
‘Moving Pictures’ é o disco mais famoso do Rush, o que mais vendeu e o disco que levou a banda ao estrelato. Por esse motivo todas as faixas do disco foram tocadas ao vivo e a banda até fez turnê onde eles tocavam o disco na íntegra. “The Camera Eye” é a faixa mais Prog do disco e seus 11 minutos justificavam a entrada nessa lista!

“The Analog Kid” – Signals (1982)
O Rush poderia ter continuado o caminho do disco anterior tranquilamente e ainda ter tido alguns outros discos vendendo milhões de cópias. Ao invés disso a banda foi, lentamente, mudando seu som. “The Analog Kid” mostra isso bem, os dois lados do Rush em uma música.

“Between The Wheels” – Grace Under Pressure (1984)
‘Grace Under Pressure’ foi quando o Rush se envolveu fortemente com novos sons, especialmente com os sintetizadores. Os fãs se dividem quanto a essa fase da banda, alguns amam, alguns odeiam. Eu confesso que fico no meio. Nesse meio em que eu me encontro eu ouço “Between The Wheels” e vejo uma banda que acertou em cheio na faixa de encerramento deste disco.

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Concorda? Discorda? Deixe o seu comentário e vamos debater o tema!

A parte 2 dessa lista vai ser publicada na próxima semana. Até lá!

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Autor: Diego Camargo

Editor chefe do Progshine

Um comentário em “Pérolas Perdidas: Rush – Parte I”

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