Pérolas Perdidas: Rush – Parte II


Por Diego Camargo

Dando seguimento a lista que eu comecei na semana passada (você perdeu a parte 1? Não tem problema CLIQUE AQUI e leia a lista completa), aqui está a parte 2 das pérolas perdidas da banda Canadense Rush.

Essa segunda parte cobre a fase da banda que divide os fãs, muitos amam e muitos odeiam. De qualquer forma podemos encontrar boas músicas na discografia inteira do Rush.

Segue então a segunda fase da banda, e ao que tudo indica essa parte cobre toda a discografia deles:

“Grand Designs” – Power Windows (1985)
Se em ‘Grace Under Pressure’ a banda soa meio perdida, ainda tentando se encontrar nesse novo mundo sonoro em que eles estavam entrando, em ‘Power Windows’ a fórmula foi encontrada, e com sucesso! Uma das minhas faixas preferidas desse disco é a imponente “Grand Design”.

“Prime Mover” – Hold Your Fire (1987)
Se no disco anterior o Rush encontrou a fórmula para o seu som nos anos 80 em ‘Hold Your Fire’ a banda se perdeu outra vez. Nas palavras do próprio Alex Lifeson: “Hold Your Fire foi o disco em que nós fomos longe demais com o som dos teclados”. O disco no geral soa produzido demais e a força do trio se perdeu em camadas e camadas de teclados. Esse é o disco que eu menos ouço de toda a discografia da banda.
Porém nem tudo está perdido, temos algumas faixas interessantes nesse disco e “Prime Mover” é uma delas.

“War Paint” – Presto (1989)
No disco anterior a banda se perdeu em meio ao som dos anos 80. Em ‘Presto’ vemos uma banda tentando se reconstruir e deixar uma boa parte dos teclados de lado. Louvável atitude do trio, no entanto, depois de uma década experimentando com novos sons a banda novamente tentava se encontrar e isso acaba aparente ao ouvirmos o disco.
Considero ‘Presto’ um disco fraco, também. Mas nem por isso ficamos sem faixas com maior destaque.

“Face Up” – Roll The Bones (1991)
‘Roll The Bones’ foi o disco em que a banda se encontrou de novo e o disco que trouxe o Rush novamente para a audiência do Rock. A sonoridade do disco também ditaria o som que o Rush durante toda a década de 90. “Face Up” poderia ter sido uma música com maior destaque.

“Cut To The Chase” – Counterparts (1993)
Se ‘Roll The Bones’ foi o disco que fez com que os fãs antigos da banda tivessem um renovado interesse no Rush ‘Counterparts’ foi o disco que disse ao resto do mundo que eles estavam de volta e fazendo Rock! Depois de uma série de discos fracos onde foi até difícil escolher uma faixa para essa lista, nesse disco existem várias. No entanto fiquei com “Cut To The Chase” pela urgência que o riff da música tem. Trabalho de guitarra de Alex de primeira.

“Totem” – Test For Echo (1996)
O Rush nunca tinha ficado 3 anos sem lançar um disco antes, por isso muita expectativa foi formada em torno de ‘Test For Echo’ na época do seu lançamento. No final das contas ele seguia o mesmo caminho do disco anterior mas não com a mesma força. Os fatos que ocorreram com a família de Neil Peart no ano seguinte (1997) acabaram por enterrar o disco também, de certa forma.
“Totem” é uma faixa que eu considero uma das melhores do disco e que representa bem o Rush dos anos 90.

“Earthshine” – Vapor Trails (2002)
Depois de tudo o que aconteceu com Neil Peart (leia AQUI) a banda demorou muito tempo para voltar aos palcos e aos estúdios, existia até a possibilidade de que eles parariam de vez. ‘Vapor Trails’ dividiu opiniões quando foi lançado, o disco é forte em termos de composições mas a produção do disco e sua mixagem deixou muita gente sem entender o caminho que a banda estava tentando seguir. A própria banda acabou confessando o erro e em 2013 lançou uma nova versão do disco, com uma nova mixagem.
“Earthshine” não poderia deixar de estar nessa lista pelo simples fato de que ela foi responsável pela criação do nome Progshine. Taí um detalhe que poucos sabiam!

“Crossroads” – Feedback (2004)
Em 2004 o grupo decidiu celebrar os 30 anos de banda desde o lançamento do primeiro disco pagando tributo às bandas que os influenciaram no começo da carreira. Daí saiu um EP com 8 faixas só de covers. Desses 8 covers a faixa que mais me anima cada vez que eu a ouço é a ótima versão de “Crossroads”, composta por Robert Johnson, mas imortalizada (e é essa a versão que o Rush ‘coveriza’) pelo Cream.

“The Main Monkey Business” – Snakes & Arrows (2007)
‘Snakes & Arrows’ foi um disco que eu ouvi muito quando foi lançado, ainda hoje é um dos discos que eu mais gosto da banda. 5 anos haviam se passado desde o último discos de estúdio da banda e dessa vez eles não vacilaram na produção. Uma faixa que não foi muito executada no geral foi “The Main Monkey Business” com seus acordes orientais e com seus ares misteriosos. Mesmo sendo uma faixa instrumental, não se tem essa impressão.

“Seven Cities Of Gold” – Clockwork Angels (2012)

Outros 5 anos se passaram desde o último disco de estúdio da banda e ‘Clockwork Angels’ era esperado ansiosamente pelos fãs. A verdade é que o disco deixa a desejar em certos momentos e fica muito claro que Geddy Lee já não dava mais conta dos vocais tanto em estúdio quanto ao vivo (tem uma matéria minha falando de vocalistas na Consultoria do Rock, dá uma passada lá).
“Seven Cities Of Gold” mostra que os dias de ouro do vocalista haviam ficado pra trás, mas ainda sim a faixa é interessante e começa com uma ótima linha de baixo.
Ao que tudo indica esse também foi o último disco da banda!

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Concorda? Discorda? Deixe o seu comentário e vamos debater o tema!

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Autor: Diego Camargo

Editor chefe do Progshine

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