Abraxas – 99 (Resenha Diego Camargo)


Resenha: Diego Camargo

Nota: 

Banda: Abraxas
Disco: 99
Ano: 1999
Selo: Metal Mind Productions
Tipo: Estúdio

Faixas:
1. 14.06.1999 – 2′58
2. Czekam – 1′42
3. Jezebel – 6′49
4. Szaleństwo Przyszło Nocą – 0′17
5. Spowiedź – 4′21
6. Anatema, Czyli Moje Obsesje – 7′30
7. Pętla Medialna – 3′37
8. Noel – 5′11
9. ‘37 – 1′16
10. Medalion – 6′10
11. Iris – 6′40
12. Oczyszczenie – 4′30
13. Moje Mantry – 3′08

Formação:
Adam Łassa – voz
Mikołaj Matyska – bateria
Rafał Ratajczak – baixo
Szymon Brzeziński – guitarras e teclados
Marcin Błaszczyk – teclados
Łukasz Święch – violão e vocais
Músicos convidados:
Anja Orthodox, Dorota Dzięcioł e Joanna Kalińska – vocais
Krzysztof Ścierański – baixo fretless

Resenha:
1. 14.06.1999
Introdução cheia de vozes, só que como a banda é polonesa, todos os vocais também o são, extremamente interessante.
O que segue é um instrumental apurado e com um certo peso.
A banda (como era de se esperar) bebe na fonte do Neo Prog, daquela que sempre tem teclados bem bacanas e timbres mais 80’s, mas aqui a coisa não é nem um pouco exagerada.
O vocal de Adam Łassa é muito bom, ora melódico ora rasgado, sempre acompanhado pelo peso da banda.

2. Czekam
Marcin Błaszczyk abre a faixa com um órgão, daquele que foi deixado de herança por Peter Banks (Genesis), escola de 9 entre 10 bandas Neo Progs. Seguido do teclados um constante ‘bip’ como o daquelas máquinas de hospital que mede o batimento cardíaco da pessoa até que ele marque apenas traço. E encerra-se com um discurso pequeno.

3. Jezebel
A bateria de Mikołaj Matyska toma forma e contorno nessa introdução da 3ª faixa, acompanhada de perto pelo baixo grave de Rafał Ratajczak mostrando ora ou outra até uma linhas de slap.
Vocal mais que bonito, a língua polonesa (não tenho certeza se é algum dialeto) por estranho que isso possa parecer deixa as coisas ainda mais bonitas.
Depois do meio é desfilado um solo de baixo fretless que se não me engano é do convidado Krzysztof Ścierañski que nada mais é do que um sensacional solo.
Depois disso um belo de um solo (duplicado) de guitarra de Szymon Brzeziński e um fim estranho.

4. Szaleństwo Przyszło Nocą
Apenas uma intersecção falada, mas que tem uma força.

5. Spowiedź
Riff de guitarra constante com uma melodia tensa e uma linha de bateria bem legal, simples e funcional.
Os vocais femininos são ouvidos pela primeira vez por aqui, como se contassem uma história no disco, e eu não tenho certeza absoluta se contam mesmo. Belos riffs de guitarra.

6. Anatema, Czyli Moje Obsesje
Essa introdução é totalmente Pink Floyd, guitarra e teclado perfeitamente parecidos, Wish You Were Here (1975) fez escola.
As guitarras cheias de harmônicos e de certa maneira bem pesadas.
Da metade pra frente a banda entra em uma melodiosa e bonita melodia cheia de detalhes de teclados e sintetizadores.

7. Pętla Medialna
Quase um som industrial, programações rítmicas e de sintetizadores, marcam toda a entrada da canção. Depois disso é como se fossem operários no trabalho, ou então reivindicando algo.
Além de riffs e dinâmica parecida com as do Dream Theater, no meio de tudo até sinos.

8. Noel
Depois de leves sons a faixa é tocada em um tempo quebrado, mas com melodia. Depois de uma série de versos segue uma parte mais pesada, mas que dura pouco.
Em seguida a bateria acelera mas o som em si não. Vocalizações e um teclado bacana no final.

9. ’37
’37 começa com os chiados de um antigo LP e uma orquestra, pra dar a impressão de um som antigo mesmo (vai ver que é isso a que o nome da canção se refere 1937).

10. Medalion
Uma percussão discreta abre o som, seguida de um arpejo bonito de teclado, o baixo sempre grave, guitarras ora aqui ora acolá, e os belos vocais.
A canção também tem muitas falas entre seus versos e instrumentais. E um belíssimo solo de guitarra, melodia e virtuose. E um estranho final.

11. Iris
Já colado no estranho final da faixa anterior um space louco, cheio de blips e blops de sintetizador, um riff sincopado e teclados pra quebrar a tensão. Achei um pouco de Marillion nessa faixa.
Depois de um breve verso… surpresa! O silêncio infernal dos grilos e uma canção de ninar.
E acaba a música com o que começou-a, a velha orquestra de guerra.

12. Oczyszczenie
Excelente linha de teclado, numa extensa melodia, só achei que podia ser feita uma loucura maior depois dela, mas essa é a linha da banda, instrumental tenso/triste, com inúmeros vocais falados.

13. Moje Mantry
A banda encerra o disco com melodias de guitarra daquelas normalmente usadas por David Gilmour (Pink Floyd) e com belos vocais femininos no fundo.

Essa desconhecida banda polonesa é uma grata surpresa, indo na linha do Neo Prog, no entanto com muita influência dos anos 70.

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