Ambrosia – Somewhere I’ve Never Travelled (Resenha Diego Camargo)


Resenha: Diego Camargo

Nota: 

Banda: Ambrosia
Disco: Somewhere I’ve Never Travelled
Ano: 1976
Selo: 20th Century Fox
Tipo: Estúdio

Faixas:
1. And… – 0’46
2. Somewhere I’ve Never Travelled – 4’12
3. Cowboy Star – 6’24
4. Runnin’ Away – 3’31
5. Harvey – 1’29
6. I Wanna Know – 6’02
7. The Brunt – 5’29
8. Danse With Me George (Chopin’s Please) – 7’51
9. Can’t Let A Woman – 4’24
10. We Need You Too – 5’33

Formação:
David Pack – voz/guitarras/cordas e Fender Rhodes na faixa 8
Joe Puerta – voz/baixo/Moog pedals e guitarra na faixa 5
Christopher North – teclados e vocais
Burleigh Drummond – bateria/percussão/basson e vocais

Resenha:
1. And…
Uma pequena introdução bonita com carrilhões, e vocais que me lembram muito Beach Boys, uma pequena amostra do que virá.

2. Somewhere I’ve Never Travelled
Os vocais da banda são um destaque importante, que infelizmente eu não consegui realmente encontrar quem canta em qual música, já que os créditos são um tanto genéricos. Joe Puerta no baixo é um encanto, se não me engano tocou no próprio The Alan Parsons Project durante anos. Em vários momentos nesta faixa (e no disco) a banda mistura o pop com psicodelia e o progressivo, um achado. Ainda mais pra uma banda americana, já que os EUA nunca tiveram tradição em bandas do gênero. Belos teclados no final da canção.

3. Cowboy Star
Esta já começa Space pra dar ênfase ao título, a narração do início dá um toque genial a canção que aos poucos vai aumentando e tomando vida pra entrar uma canção moderno-renascentista. Um luxo! Como em muitos discos prog pop do gênero a guitarra é um tanto relegada, mas se levarmos em consideração que ela não faz tanta falta enquanto ouvimos o disco, então está tudo bem! A segunda parte já começa orquestral e o que eu chamaria de banjo (???) nos remete com certeza a um desenho animado, lembra um pouco o comercial do Marlboro também (risos). Sem palavras. Venha para o mundo de Marlboro! (desculpa gente não resisti, e eu nem fumo risos). A volta é ainda mais emocionante.

4. Runnin’ Away
A introdução de violão é linda, e a canção também, é daquelas que emocionam, daquelas que você ouve de novo sem um motivo aparente. Os vocais do refrão em falsete são encantadores. As vocalizações da banda são sem sombra de dúvida sem igual, eu digo e repito, é disso que eu sinto falta. Os vocais das bandas 70’s.

5. Harvey
Os vários vocais da banda (pelo que eu pude perceber todos cantam) são sem sombra de dúvidas um achado. Harvey é encantadora, de voz e violão, com um Q de saudosismo, não sei porque razão me lembra de Forret Gump o filme (maravilhoso filme), uma música curta demais, o único porém.

6. I Wanna Know
Bateria a frente, guitarras orquestradas e ritmadas, baixo pulsante, quase um groove, até a entrada do violino, que dá um toque diferente para que então a orquestra venha a tona e a música fique pesada e pulsante. Lembra-me muito The Alan Parsons Project. Os metais dão um toque 60’s, meio soul. E pra variar o refrão é um encanto com o vocal sensacional, tanto em melodia quanto em timbre. Tem um belo solo de guitarra com um timbre inusitado.

7. The Brunt
Space total, Progressiva, já começa detonando, convenções de teclados, bateria e baixo. Vocais épicos com tom de cartoon (não a banda), e se não me engano um xilofone permeia a canção também. Novamente os metais dão um toque sem igual, e a orquestração a seguir mostra que a banda tinha que ser mais reconhecida, o que é os assobios orquestra, confusão e viagem? Sem igual. Logo em seguida percussões inusitadas e vocais como numa cerimônia, barulho de gente, reunião, feira, sei lá o que!? Essa canção é sensacional.

8. Danse With Me George (Chopin’s Plea)
Uma beleza de música, daquelas pra levantar, sacodir a poeira e dançar, se soltar. Uma loucura divertidíssima, com belos pianos e arranjos. Depois de uma bela doidera e vocalizações voltam calmarias e violinos, o disco em geral tem ótimas orquestrações. Sem igual as partes orquestradas.

9. Can’t Let A Woman
A mais’ Rock’ do disco, um riff legal pra embalar uma canção bacana. Com um solo bacana que eu acredito ser de teclado (risos), mas o destaque novamente vai pro baixo, que por todo o disco passeia numa quase versatilidade incrível.

10. We Need You Too
Piano na introdução, uma melodia vocal linda. Uns teclados muito fodas, orquestra comendo solto, os caras do Ambrosia e também o The Alan Parsons Project sabiam muito bem o que faziam.

Pelo que eu li a banda foi muito conhecida nos EUA no meio dos anos 70 até o começo dos 80 (fase em que esteve na ativa), mas é uma pena não sar mais conhecida, parece que há alguns anos voltaram a excursionar (como a maioria das bandas dos anos 70), mas não com a mesma formação.

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Um comentário em “Ambrosia – Somewhere I’ve Never Travelled (Resenha Diego Camargo)”

  1. Caro amigo! Tudo bem ? obs1: O Bxt Joe Puerta não tocou anos no Alan Parson; Ele e a banda só tocaram no 1º Disco ” Tales of Mystery and Immagination”. Qd a banda deu um tempo Ele tocou na banda THE RANGE do Pianista Bruce Hornsby(lembra do mega hit ‘The way it is’ ?) No Disco acima Ele com certeza cantou as músicas 5 e 10. Como não escuto disco faz um tempo; vou no próximo ctt te dizer quem canta o que. Obs2: Vc está coberto de razão o AMBROSIA é uma das bandas mais injustiçadas do planeta. Um grande abraço.

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