Area – 1978 Gli Dei Se Ne Vanno, Gli Arrabbiati Restano! (Resenha Diego Camargo)


Resenha: Diego Camargo

Nota: 

Banda: Area
Disco: 1978 Gli Dei Se Ne Vanno, Gli Arrabbiati Restano!
Ano: 1978
Selo: Ascolto
Tipo: Estúdio

Faixas:
1. Il Bandito Del Deserto – 3′13
2. Interno Con Figure E Luci – 4′07
3. Return From Workuta – 3′02
4. Guardati Dal Mese Vicino All’Aprile! – 5′12
5. Hommage À Violette Nozières – 3′18
6. Ici On Dance! – 3′27
7. Acrostico In Memoria Di Laio – 6′12
8. “FFF” (Festa, Farina E Forca) – 3′49
9. Vodka Cola – 7′27

Formação:
Demetrio Stratos – voz/órgão/pianos o ocarina
Ares Tavolazzi – baixos/violão/mandola/trombone/trompete e vocais
Patrizio Fariselli – pianos/órgão/teclados e sintetizadores
Giulio Capiozzo – bateria/vibrafone e percussão

Resenha:
1. Il Bandito Del Deserto
Excelente melodia, várias vezes duplicadas.
Vocal de Demetrio Stratos cantado em um tempo totalmente estranho quebrado e complexo, o vocal pra não ficar pra trás acompanha toda a estranheza.
A seguir uma parte total jazz/fusion com certa influência de Weather Report, principalmente no baixo de Ares Tavolazzi, inclusive com aquele famoso fretless..
Teclados, guitarras e bateria em plena fusão sonora (e mental para os músicos).

2. Interno Con Figure E Luci
Mais uma estranhíssima! Com um início quase alegre e infantil, o que é totalmente complementada com as vocalizações que seguem essa estranha parte (muito estranho as coisas por aqui).
Mas que baixo viu! Cada um dos riffs é mais infernal que o outro. Incluindo muitas passagens de teclados em destaque.

3. Return From Workuta
A voz de Demetrius é quase um instrumento de sopro adicional aqui. Surpreendente!
E que gravação de baixo estranha, é o som mais estranho que já ouvi num baixo, mas pra quem tem um vocalistas desse tá tudo ok (risos).

4. Guardati Dal Mese Vicino All’Aprile!
Esse piano é o cúmulo do fusion-jazz. E a bateria de Giulio Capiozzo sempre quebra tudo em performances mais que especiais.
E outra vez os vocais entram como um instrumento adicional.
As partes de piano de Patrizio Fariselli são insanas.

5. Hommage À Violette Nozières
Do começo ‘bonito’, passam vocais cheio de lirismo e uma instrumental bonito e calmo, mas cheio de complexidade em sua simplicidade.
O vocal é quase um ‘gago’!

6. Ici On Dance!
Ici On Dance! começa com vocalizações extremadas e um ótimo riff de sintetizador, um sinal supremo do baixo e vocais dessa vez ‘normais’ e por sinal muito bons.

7. Acrostico In Memoria Di Laio
Começou pegando fogo com o sintetizador e a linha de baixo ferrada, mais interessante é a bateria da música com um chimbau bem diferente.
Antes de começar mais uma parte vocal, que entra de forma macabra, mas condiz perfeitamente com o som. Sabe como é, meio ‘sem lar’!
Mas é muito interessante a forma interpretativa que Demetrius impunha à banda nos vocais.
Um som quase divertido, até palmas no fim.

8. “FFF” (Festa, Farina E Forca)
Espaço iniciado para o solo de bateria, mas em pouco tempo um piano arrasador e ferra com tudo, baixo também numa excelente linha de trabalho. Excelente também os solos de piano e uma salve também pra levada de bateria.

9. Vodka Cola
Vodka Cola, incia com um riff quase na velocidade da luz. Um som praticamente acústico apesar das vocalizações e dos mais variados ritmos e levadas/quebradas. Que som de maluco!

Esse disco é difícil de ‘digerir’, é um daqueles que tem que ter paciência pra ouvir os detalhes e prestar atenção.

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