Automat – Automat (Resenha Diego Camargo)


Resenha: Diego Camargo

Nota: 

Banda: Automat
Disco: Automat
Ano: 1978
Selo: EMI
Tipo: Estúdio

Faixas:
1. Automat – 16’44
a. (The) Rise
b. (The) Advance
c. (The) Genus
2. Droid – 5’23
3. Ultraviolet – 6’19
4. Mecadence – 4’30

Formação:
Romano Musmarra – sintetizadores
Claudio Gizzi – sintetizadores
Mario Maggi – programações

Resenha:
1. Automat
(The) Rise
(The) Advance
(The) Genus
Bom pra início de conversa eu sou um amante desse ‘prog-eletrônico’, gosto muito. E desde a primeira vez que levei o LP pra casa e ouvi, já gostei de primeira.
Tem aquele começo enigmático e cheio de mistério. Que é relevado alguns minutos para dar lugar a melodia que nesses casos é minimalistas, mas muito mais interessante que muitas notas tocadas por ai.
A melodia continua tendo os seus rompantes de enigma, com frases fortes no fim de cada compasso.
Uma coisa que deveria incomodar seria a programação de ritmo, o que não acontece, grande parte das novas produções eletrônicas é cansativa em suas batidas, já essa de longínquos (quase) 30 anos não! É o que eu digo, nem sempre a modernidade ajuda ou evolui.
Outra coisa interessante é que eu particularmente não gosto de discos instrumentais, mas a esse eu me rendo sem problema nenhum.
Pouco depois dos 8 minutos um sintetizador com som de ‘voz’ faz a melodia como se tivesse realmente cantando, acompanhado por uma batida que lembra o som de um baixo. As vezes até me esqueço do ano desse disco, dada a sonoridade interessante e cheia de detalhes.
A última parte tem linhas que são típicas de guitarristas rápidos (até imaginei um guitarrista tirando essa parte, risos) mas dura pouco, na verdade o tempo que deve durar.
Os timbres que aparecem aos 13 minutos e meio são ‘pirantes’, lembram levemente uma gaita (sanfona pra maioria) mas de uma outra maneira (difícil explicar).
Sei que os tons & timbres escolhidos são perfeitos, quase espacial em suas melodias e no fim me lembrou bastante o Kraftwerk. Essencial!

2. Droid
Absurdamente misterioso e enigmático em sua introdução, mas o tema é que absurdamente interessante e melodioso.
O tema é de um ‘grude’ fantástico, daqueles que entram na cabeça e dificilmente saem, o que é ótimo, Claudio Gizzi construiu um tema magnífico. Muitas bandas dariam o braço direito (e o esquerdo também) por essa faixa.

3. Ultraviolet
Eu adoro esse sons de ‘estrelas’ (me desculpem a expressão, mas é o que me lembra esse ‘trinados’ que se estendem pelo começo dessa música, acho que é porque é muito usado em trilhas de desenhos). Um daqueles temas que sempre parece que vai ir em uma direção mas acaba não indo, risos.
Do meio pra frente embarca em uma viagem quase que aos sentidos da pessoa, tamanha é introspectividade do tema, ele realmente te pega pelo calcanhar.
Quase no fim um estranho sintetizador entra em cena pra deixar a coisa toda ainda mais interessante. Vai caindo…

4. Mecadence
Essa é a diferença dos sintetizadores, a sonoridade que pode ser imprimida às canções é assustadora, se não tinha limites naquela época ao ponto de 3 pessoas poderem gravar um disco somente com teclados. É uma pena que nos dias de hoje ele seja pouco usado e lembrado. (Também com os preços atuais).
Eu sempre lembro do termo ‘apocalíptico’ quando ouço essas melodias, um ‘baixo’ marca, um sintetizador dá ‘voltas’ e um teclado emprega belas linhas de melodia.
Sinos anunciam o fim de tudo, inclusive desse disco que merecia ser lembrado, porque na minha humilde opinião é uma das coisas mais legais já gravadas.

Não saiu da minha vitrola (e agora do meu computador) por um bom tempo.

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