Resenha: Beggar’s Opera – Act One


Por Diego Camargo

Nota:

Disco: Act One
Ano: 1970
Selo: Vertigo
Tipo: Estúdio

Faixas:
1. Poet And Pesant – 7’10
2. Passacaglia – 7’04
3. Memory – 3’57
4. Raymond’s Road – 11’49
5. Light Cavalry – 11’57

Formação:
Martin Griffiths – voz
Alan Park – órgão
Raymond Wilson – bateria
Ricky Gardiner – guitarra
Marshal Erksine – baixo

Resenha:
1. Poet And Pesant

Teclado percussivo, e muito ‘embalo’, uma espécie de trilha sonora de filme mudo de aventura. Impossível não se render. O vocal de Martin Griffiths é muito bom, ele tem um timbre muito legal, um tanto grave. O som por hora psicodélico, ora virtuoso, ora melódico é bastante incomum e interessante. O órgão de Alan Park é outro achado também, sempre muito bem tocado e totalmente essencial ao som da banda, dando um belo diferencial.

2. Passacaglia
Um tanto clássico de início, meio medieval. Os efeitos de voz junto com a melodia da guitarra ficaram perfeitos, uma das melodias mais legais que ouvi. No meio um pequeno e bem tocado solo de baixo, e na seqüência uma bela passagem instrumental de guitarra, e uma certa ‘pressa’ dos caras, quase uma música ‘atrasada’ (risos). Se na faixa de abertura do disco quem dava as cartas era o órgão por aqui quem manda é a guitarra de Ricky Gardiner. E depois da loucura toda voltamos ao sensacional tema da música. No fim o teclado volta a comandar, igreja total.

3. Memory
Memory (a mais curta do disco), em nem um pouco me lembra o que ‘deveria’ ser a canção comercial do disco, aquela que deveria ser tocada na rádio, pois o que temos aqui é um instrumental apurado, melodias rebuscadas, wha no órgão, passagens de vocal e pausas sensacionais. Eu diria um clássico se fosse descoberto. Uma guitarra quase acústica, e um baixo maravilhosamente bem tocado por Marshal Erksine, e é tolice falar mais uma vez de Alan Park.

4. Raymond’s Road
O lado 2 foi deixado pras duas maiores canções, Raymond’s Road já começa totalmente louca, instrumental ‘trem’ passando sem ver pra onde vai, com urgência de chegar ao destino. Mas que eu tenho certeza que a melodia principal eu já ouvi em algum lugar, só não consigo me lembrar de onde, se alguém ouvir e souber se é algum trecho conhecido de algum outro lugar por favor me avisem. Na verdade eu acho que é um ‘best of’ de muitas melodias sensacionais em cima de uma base ainda mais sensacional. A bateria marcial de Raymond Wilson trabalhando perfeitamente ao lado do baixo, e a guitarra sempre aparecendo sem dúvida do que deve ser feito. Uma bela de coletânea de psicodelia sem limites (a não ser os quase 12 minutos ao qual foi destinada, risos).

5. Light Cavalry
Essa daqui é meio Cavalaria mesmo (como o nome diz). E mais uma vez com uma série de melodias conhecidíssimas de todos. Tem uma série de bateria bem poderosa essa música e uma melodia vocal excelente! Muito empolgante essa faixa, com variações climáticas até o final, aliás como em praticamente todo o disco.

Esse disco do Beggars Opera ainda é um álbum quase-psicodélico-progressivo, o timbre dominante do órgão faz com que isso se torne ainda mais claro, mas não deixa de ser uma boa audição

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3 comentários em “Resenha: Beggar’s Opera – Act One”

  1. Olá Wagner, muito obrigado pelo comentário, e que bom que gostou fo texto, muitas outras resenhas ainda estão por vir 🙂

    Pra falar a verdade o único disco do Beaggar’s Opera que eu ouvi com a devida atenção foi o Pathfinder, que tb é um discaço!!

    Abraços

    Curtir

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