Resenha: Cheer-Accident – No Ifs, Ands Or Dogs


Por Rodrigo “Rroio” Carvalho

Nota: 

Disco: No Ifs, Ands Or Dogs
Ano: 2011
Selo: Cuneiform Records

Faixas:
1. Drag You Down – 4’32
2. Trial Of Error – 4’34
3. This Is The New That – 4’58
4. Pre-Somnia – 1’27
5. Sleep – 3’48
6. Barely Breathing – 3’18
7. Life In Pollyanna – 3’19
8. Death By Pollyanna – 3’21
9. Drug You Down – 0’44
10. Salad Dies – 4’08
11. Post-Somnia – 1’11
12. Cynical Girl – 2’12
13. Go Gaunt Green – 0’29
14. Empty Province – 4’41
15. Provincial Din – 5’12

Formação:
Thymme Jones – voz, bateria, moog, trompete, teclados, piano e órgão
Jeff Libersher – voz, guitarras, baixo, teclados e trompete
Alex Perkolup – baixo, guitarra e vocais
Carmen Armillas – vocais
Músicos convidados:
D. Bayne – órgão (1,3 & 13), trombone (7), piano (2) e teclados (14)
Andrea Faught – teclados (14) e vocais (15)
Lise Gilly – saxofone alto (12) e saxofone tenor (12)
Todd Rittmann – guitarra (3)
Erik Lavergne – guitarra slide (2)
Tony Young – baixo (6)
Noah Tabakin – saxofone barítono (5,10 & 14)
Teria Gartelos Stamatis – vocais (4)
Laura Boton – vocais (15)

Resenha:
Iniciado como um projeto de Thymme Jones em 1981, o Cheer-Accident sempre se propôs a reinventar seu som constantemente ao longo desses 30 anos em atividade praticamente ininterruptas.

Em 2011, eles chegam ao décimo sétimo álbum No Ifs, Ands or Dogs (2011), pela Cuneiform Records, continuando seus experimentos musicais e, de acordo com os próprios músicos, para trazer a sonoridade da banda para toda uma nova geração.

‘Drag You Down’ já mostra uma banda com sutis toques Pop mais aflorados, graças aos arranjos simples, uma batida praticamente reta e melodias vocais quase relaxantes, enquanto ‘Trial Of Error’ traz instrumentos eletrônicos completamente contrastantes com a atmosfera da abertura do álbum, com um pé fincado nos anos 90, uma versão bizarra do Nine Inch Nails. A instrumental ‘This Is The New That’, apesar das linhas mais clássicas, mantém os timbres um pouco mais artificiais (com destaque para o baixo, que dá um punch incrível no ritmo), dando uma roupagem nova à proposta, cujo resultado é mais eficiente no interlúdio ‘Pre-Somnia’ e na quase-alternativa ‘Sleep’, que mais parece saída do disco de alguma banda obscura de Garage Rock com influências de Prog setentista (muito boa, no fim das contas, aliás). Novamente apostando no lado um pouco mais Pop, ‘Barely Breathing’ é uma excelente composição (a mais memorável até esse ponto do trabalho), aonde a simplicidade instrumental entrou em acordo mais do que perfeito com as várias camadas vocais, o total oposto de ‘Life In Pollyanna’, que ao longo de seus pouco mais de três minutos passeia por Pop Punk, teclados anos 80 e o Yes dos anos 70, até chegar à segunda parte ‘Death By Pollyanna’, uma atmosfera que não esbarra no Metal por pouco.

Mais um interlúdio, ‘Drug You Down’ (espero que vocês estejam acompanhando a jogada de nomes no álbum) funciona na realidade como introdução para ‘Salad Dies’, mais uma instrumental totalmente influenciada pelo Prog setentista (sopros fortes de Emerson, Lake & Palmer?), que se encerra apenas com ‘Post-Somnia’. ‘Cynical Girl’ traz mais um momento bem Pop, e é praticamente impossível não lembrar da fase mais inocente dos Beatles ao ouvi-la, enquanto ‘Go Gaunt Green’ e ‘Empty Province’ apostam em climas mais soturnos, quase teatrais, e linhas de teclado completamente inesperadas. O disco fecha com a marcha épica (?) de ‘Provincial Din’, com direito a gritos de guerra e tudo mais. Pois é, o real sentido é meio complicado de definir.

No Ifs, Ands or Dogs (2011) é um álbum cheio de altos e baixos: o excesso de interlúdios quebram consideravelmente o ritmo da audição, e mesmo as composições não parecem completamente encaixadas em seus devidos lugares. E por incrível que pareça, as músicas que apostam no lado Pop e simplista da coisa são aquelas com resultados mais satisfatórios, enquanto que o experimentalismo de alguns momentos acabam soando um pouco exagerados. Evidentemente, não se pode esperar algo previsível de um disco como esse, e com certeza é algo muito subjetivo a imersão que ele traz, então cabe a cada um experimentá-lo e tirar suas próprias conclusões.

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