Resenha: Copernicus – Nothing Exists


Por Jefferson A. Nunes

Nota: 

Disco: Nothing Exists
Ano: 1985
Selo: Ski Records/Moonjune Records

Faixas:
1. I Wont Hurt You – 4’12
2. Blood – 5’31
3. I Know What I Think – 3’04
4. Quasimodo- 4’19
5. Let Me Rest – 11’11
6. Nagasaki – 5’07
7. Atomic Nevermore – 4’13

Integrantes:
Copernicus – voz
Pierce Turner – teclados e vocais
Larry Kirwan – guitarra, teclados e vocais
Thomas Hamlin – bateria
Jeffrey Ladd – flauta e teclados
Chris Katris – guitarra
Peter Collins – baixo
Steve Menasche – marimba e percussão
Fred Parcells – trombone modificado
Paddy Higgins – bodhran e floor toms
Andi Leahy – violino e vocais
Fionnghuala – flauta e vocais
Jimmy Zhivago – guitarra e piano
Fred Chalenor – baixo

Resenha:

1. I Wont Hurt You
Mais um “Poeta Jazz Malucão” do quilate de Frank Zappa. As semelhanças realmente são grandes, embora o som do Copernicus seja mais suave e menos desconexo, com uma ordem mais presente.
A música inicial começa suave e cadenciada, com uma voz grave que mais fala do que canta, acompanhada por um vocal calmo e levemente gritado que fica se repetindo numa melodia inebriante.

2. Blood
Profunda, louca e hipnótica, permanece calma e quase inexpressiva na maior parte, com linhas estranhas de teclado, vozes operísticas tranqüilas ao fundo e uma voz grave falando. Em 2:06 a bateria entra, e a voz principal torna-se mais gritada. Liras e outros instrumentos vão sendo adicionados, tornando a melodia ainda mais exótica. Cresce em intensidade até sumir lentamente.

3. I Know What I Think
Estranha, conta com um instrumental difuso, com vocais estranhos, que me lembraram bastante o mestre Frank Zappa. Segue nessa estrutura até o fim.

4. Quasimodo
Mais uma música estranha, com um violoncelo realizando um riff grave e com uma textura ao fundo, uma ambiência negra de teclado e a voz principal como sempre mais falada que cantada. É bem interessante, e vai crescendo em intensidade terminando abruptamente, deixando apenas uma nota de violoncelo sendo repetida de forma macabra.

5. Let Me Rest
Começa com uma ambiência profunda de teclado, e é acompanhada por uma voz mais macabra novamente falada. Vai crescendo até 4:48, quando entra a bateria, e um solo bem interessante de teclado distorcido é feito. Nova parte teclado/voz que segue até o final se inicia, com a incorporação de guitarras e outros instrumentos em alguns momentos.

6. Nagasaki
Mais tradicional (se é que é possível dizer isso do som do Copernicus…). Tem um tom embalado com ênfase para a guitarra, e para a bateria embalada. É caótica, lembrando a atmosfera nuclear de Nagasaki. Pára em 2:57, deixando apenas uma voz baixa falando coisas macabras, acompanhada por alguma ou outra nota tocada ao acaso pelos músicos.

7. Atomic Nevermore
Apenas um discurso no início, tendo várias linhas de teclado e de guitarra em alguns momentos tocados de forma estranha, e dando a ambiência característica do som do grupo. Na parte final entra a bateria. Eu classificaria esse disco como mediano, por que o som dele é de difícil assimilação, e requer atenção para não ser descartado na primeira audição.

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