Resenha: Dialeto – Chromatic Freedom (2010)


Por Diego Camargo

Nota: 

Disco: Chromatic Freedom
Ano: 2010
Selo: Voiceprint

Faixas:
1. Enigma 5 – 4’07
2. We Got It All – 6’26
3. Dialeto – 3’50
4. Está No Ar – 4’43
5. As Pedras Voam – 3’29
6. This Is The World – 8’01
7. Chromatic Freedom – 6’26
8. Eu Me Lembro – 6’05
9. Falsa Valsa – 4’28
10. Rainha Perversa – 2’43
11. Train Of Destruction – 4’23
12. Divided By Zero – 3’09

Integrantes:
Nelson Coelho – voz e guitarras
Andrei Ivanovic – baixos
Miguel Angel – bateria e vocais

Resenha:
1. Enigma 5
O Dialeto lança seu disco Chromatic Freedom (2010) e como o nome sugere o álbum explora o cromatismo nas faixas, pra quem não é músico, o cromatismo usa a escala cromática que é composta pelos 12 semitons.
Em clima pesado começamos, a levada de ‘Enigma 5’, se não fosse Rock ‘n’ Roll, seria oriental.
O Dialeto é um grupo diferente dentro do cenário brasileiro, diferente até mesmo para o padrão ‘experimental’ ou ‘alternativo’.
A faixa de abertura é uma sonora estreia para Chromatic Freedom (2010), guitarras distorcidas e espaciais onde Nelson Coelho é a voz, sob uma levada grave e certeira.

2. We got It All
O riff é estranho, os vocais também. Letra simples, mas não simplista.
O baixo fretless de Andrei Ivanovic se faz notar, mesmo que o riff seja o mesmo da guitarra de Nelson.
A ‘bagunça’ sonora faz parte da cartilha do Dialeto, logo na primeira audição é difícil entender e até mesmo aproveitar, recomendo uma segunda audição, se o ouvinte o fizer tenho certeza que irá ouvir muitas outras vezes Chromatic Freedom (2010).

3. Dialeto
A música que dá nome ao grupo provavelmente é da mesma época em que ele foi criado, não se enganem, o Dialeto não é uma banda novata, data do fim dos anos 80, mas foi no final dos anos 00 que o grupo se ‘encontrou’.
‘Dialeto’ chega a ser mais complexa que ‘We Got It All’, inclua ai riffs fora do padrão e a boa base de Miguel Angel na bateria e vocês terão uma grata surpresa.

4. Está No Ar
Tem um bom riff em que o vocal o acompanha, a letra conta sobre as atrocidades do mundo moderno, aquelas que vemos todos os dias nos jornais e ficamos estarrecidos.
Conversas do cotidiano musicadas.

5. As Pedras Voam
Belo riff inicial, porém o começo não reflete o restante da música, do início empolgante segue-se uma letra interessante, porém entoada com a mesma sonoridade e melodia anterior, o que pode cansar.

6. This Is The World
A melodia do que seria a última faixa se fosse um LP é bem interessante, em sua maior parte por ‘culpa’ da boa letra de Nelson Coelho e da interessante harmonia do ‘refrão’.
Forte, um dos destaques do disco! Incluindo um final instrumental cheio de guitarras improvisadas.

7. Chromatic Freedom
Faixa lenta, sons ao fundo, climas. Próximo do segundo minuto a mudança, a música que dá nome ao disco vai crescendo e acelerando e se torna bem interessante.
Como o nome diz, liberdade cromática, essa é a ideia base por trás da música do Dialeto.

8. Eu Me Lembro
Passeando pelo inglês e português em suas letras o grupo tenta trazer ao público a ideia de não ter barreiras.
Em ‘Eu Me Lembro’ o baixo de Andrei não é apenas uma voz base, de acompanhamento, seu riff é a espinha dorsal dos versos.
A passagem instrumental depois do verso é ótima, grande momento.
Miguel nos engana no que seria uma falsa batida 4/4.

9. Falsa Valsa
Um campo preparatório que se entrelaça com a nona faixa do disco.
E bem como o nome indica é uma valsa falsa com direito a solo do baixo ‘sem trastes’ de Andrei.

10. Rainha Perversa
Ivanovic começa arrasador, seu riff conduz a música, mas a resposta de Nelson e sua guitarra não deixam a desejar.
Grande faixa do disco!

11. Train Of Destruction
Uma surpresa! Por trás do agora normal enigma sonoro do grupo, uma melodia pop, que não faria feio em um grupo de rock ‘normal’. Pra destoar do resto, o final é uma bagunça.

12. Divided By Zero
Bom nome pra uma música! Diria que é a faixa mais energética do álbum, a mais rápida também.
Um bom final, diferente do restante das faixas.

O Dialeto é uma banda diferente, ponto!
A música contida em Chromatic Freedom (2010) tem que ser ouvida diversas vezes pra ser entendida e ‘digerida’, mas é uma luz no mercado nacional, saindo da nossa mesmice sonora.

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