Resenha: Dream Theater – Awake (1994)


Por Jefferson A. Nunes

Nota: 

Disco: Awake
Ano: 1994
Selo: MCA

Faixas:
1. 6:00 – 5’31
2. Caught In A Web – 5’28
3. Innocence Faded – 5’43
A Mind Beside Itself:
4. Erotomania – 6’45
5. Voices – 9’53
6. The Silent Man – 3’48
7. The Mirror – 6’45
8. Lie – 6’34
9. Lifting Shadows Off A Dream – 6’05
10. Scarred – 11’00
11. Space-Dye Vest – 7’29

Formação:
James LaBrie – voz
John Myung – baixo
John Petrucci – guitarras e vocais
Mike Portnoy – bateria/percussão e vocais
Kevin Moore – teclados

Resenha:
1. 6:00
O disco mais obscuro do Dream Theater? Possivelmente. Mas representou um belo salto criativo da banda, abrindo espaço para outras formas de composição. Para iniciar, 6:00, uma música que não fez muito sucesso, mas que representa bem essa nova fase. Inicia com uma linha de bateria bem interessante, que abre espaço para um riff estranho mas bem interessante, bastante pesado.
Em 0:46 vozes estranhas trazem uma linha melódica plácida, que logo volta a ficar pesada, e que traz James LaBrie cantando com sua voz única. Um solo de guitarra começa em 2:37, bom, mas não excelente. As linhas melódicas a seguir possuem várias mudanças entre leveza e peso, o que dá um belo contraste à composição.

2. Caught In A Web
Primeira música do Dream Theater com uma guitarra de 7 cordas, começa com um riff bem pesado, acompanhado por uma linha de teclado excelente. Em seguida, LaBrie entra cantando, realmente um belo exemplo de como ele faz diferença dentro do conceito da banda.
Tem um pré-refrão e refrão excelentes, daqueles chiclete. Tem riff’s muito pesados durante toda a composição, e um solo muito bom de Petrucci. Em 3:34, após o solo, a bateria precisa de Portnoy segura a música, abrindo espaço para linhas melódicas muito boas de teclado, e a volta de LaBrie arrebentando.

3. Innocence Faded
Uma das mais famosas do álbum, começa com um solo de guitarra muito bom, que logo se transforma em uma linha melódica mais plácida muito boa, que serve de base para um vocal impecável. Possui mais um daqueles refrões excelentes para serem cantados ao vivo. Tem um solo bem interessante de Petrucci, com vários momentos distintos.

A Mind Beside Itself:
4. Erotomania
A melhor música instrumental do Dream Theater? Muito provável. Traz um início feito no teclado que se tornou um grande clássico da banda. Tem riff’s lick’s pesados e com tempos quebrados, com bom gosto em cada nota tocada. Tem um equilíbrio perfeito entre partes mais plácidas e calmas com outras mais pesadas e dinâmicas.
Passa por vários momentos distintos, com partes belíssimas, como a que começa em 3:04, que abre espaço para um solo de guitarra muuuito bonito, realmente um dos melhores de John Petrucci. Na minha opinião merece destaque ainda a parte que se inicia em 4:42, com um solo de guitarra com extrema influência da música clássica, que realmente surpreende na primeira vez que ouvimos a música. Termina suavemente, com Myung fazendo um belo e preciso trabalho em seu baixo, e que abre espaço para a continuação, Voices.

5. Voices
Melhor música do álbum! Simplesmente fiquei de boca aberta  a primeira vez que a ouvi. Começa com um lick de baixo impressionante, que é seguido por um riff de guitarra extremamente pesado. O peso segue até 1: 08, quando a banda para e apenas uma bela e simples linha de piano serve de base para a voz de LaBrie, que canta de forma suave e muito bonita.
O peso volta em 2:43, com um refrão I-N-C-R-Í-V-E-L, que mostra toda a capacidade vocal de LaBrie. Mescla partes mais plácidas e outras pesadas, num crescendo musical que culmina com um solo I-N-C-R-Í-V-E-L de John Petrucci em 7: 23, e que na minha opinião faz até “as pedras chorarem”. A parte vocal final também é muito boa, que é concluída com um dedilhado clássico em 9:35.

6. The Silent Man
O encerramento da A Mind Beside Itself, é baseada num dueto violão/voz, muito bonito por sinal. Tem adição de teclado em algumas partes, e um solo pequeno de violão em 2:16.

7. The Mirror
Considerada hoje como o prelúdio da AA Suite de Portnoy, tem um clima obscuro, caracterizado por riff’s mais simples e extremamente pesados, e por tempos quebrados. Tem vocais mais graves, que chegam a beirar o macabro em certas partes. Tem dedilhados bonitos, mas que estão inseridos no conceito da música, ou seja: obscuridade.

8. Lie
É a continuação da anterior, e forma uma música mais ampla, embora sejam separadas (o que já aconteceu com a A Mind Beside Itself). É bastante pesada, mas traz um tom mais vibrante que a anterior. Tem um solo de guitarra bem interessante (o que reforça a idéia dessa ser a continuação da anterior (que não tinha solo). Em 5:07 o riff inicial de The Mirror volta, e é seguido por um solo de guitarra com muito wah-wah.

9. Lifting Shadows Off A Dream
Seguindo com o tom obscuro das anteriores, começa com uma linha de baixo muito boa, acompanhada em seguida pelos teclados de Moore. A linha melódica de guitarra do refrão me lembrou bastante o da música Bad, do U2. Tem um clima lento, mas muito bom.

10. Scarred
Que BAITA introdução! Tem um clima mais lento (como as anteriores), mas com um tom épico impressionante, com partes mais “alegres” a partir de 2:10. Possui uma linha vocal excelente, além de um instrumental caprichado, com solos impressionantes de Petrucci e Moore. Tem vários momentos distintos, com dedilhados e linhas mais plácidas nas estrofes e partes mais pesadas nos refrões.

11. Space-Die Vest
Composta exclusivamente pelo tecladista Kevin Moore, tem uma linha bastante obscura, sendo na maior parte da composição um dueto de piano/voz. Tem uma melodia muito bonita, com a entrada do resto da banda em 4:31, com uma guitarra de boa qualidade, e bateria mais plácida no início, e que se destaca mais na parte final. Finalmente, em 6:55, a linha de piano de Moore volta a monopolizar a composição, dando um belo final para esse álbum obscuro.

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