Resenha: E. A. Poe – Generazioni (Storia Di Sempre) (1974)


Por Diego Camargo

Nota:

Disco: Generazioni (Storia Di Sempre)
Ano: 1975
Selo: Kansas

Faixas:
01. Prologo – 4’48
02. Considerazioni – 5’29
03. Per Un’anima – 2’37
04. Alla Ricerca Di Una Dimensioni – 4’23
05. Ad Un Vecchio – 6’53
06. La Batalla Del Cane Infelice – 4’54
07. Generazioni – 5’27

Integrantes:
Giorgio Foti – voz e teclados
Beppe Ronco – guitarra e mandolin
Lello Foti – bateria
Marco Maggi – baixo

Resenha:

01. Prologo
O progressivo italiano se inicial, logo os dircussos se iniciam. O italiano é uma língua linda mesmo. Os estranhos teclados ao fundo da fala são sensacionais, um eterno arpegio de piano e um ‘som’ do sintetizador, dando uma atmosfera tremendamente apocalíptica, enquanto o bumbo da bateria marca o compasso do coração. Quando a música em si começa o baixo quase acústico de Marco Maggi leva a banda, enquanto a guitarra jazz e limpa de Beppe Ronco sola quase sem parar. Praticamente um tema instrumental e muito bem arranjado.

02. Considerazioni
Baixo, entram os sons do sintetizador, a bateria de Lello Foti aos poucos se encaixa na música, a guitarra também aos poucos e discretamente vai aparecendo também. Aqui o domínio é do órgão Hammond de Giorgio Foti que também é responsável pelos vocais da banda. Várias mudanças bruscas na canção, riffs estranhos, mas perfeitos. Quando os vocais entram mais arpegios de piano, em seguida o estranho riff toma conta da canção novamente até que os vocais entrem novamente. Sensacional as pártes de teclado da sessão final, inclusive também o baixo duplicado logo após, são essas coisas, não muito comuns, que me deixam contente, ainda mais se tratanto de música.

03. Per Un’anima
‘Balada’ ao violão, daquelas sentimentais e de cortar o coração que somente o progressivo italiano sabia fazer. Infelizmente isso também se perdeu com o tempo. Os teclados ‘orquestrados’ ao fundo valorizam e muito a curta canção.

04. Alla Ricerca Di Una Dimensioni
Arrasando esta faixa já começa com força. O teclado domina, mas a guitarra wha fazendo a melodia junto é sensacional também. O vocal entra de maneira um tanto mística. No que seria a segunda parte da canção a coisa fica mais ‘contente’, com uma batida mais constante, uma bateria quase funk. Mas não se deixe enganr, logo o tema volta pra botar a casa abaixo. Que teclados são esses quase no fim? Fabuloso!

05. Ad Un Vecchio
Você imaginou um vídeo game quando essa faixa começou? Porque eu sim (risos). O ritmo puxado da bateria meio jazz quebrado, já deixa bem claro a intenção da canção um tanto improvisada. Os vocais entram debaixo de uma melodia quebrada e de melodia estranha. As partes melódicas são todas um tanto estranhas e cheias de quebras, de idas e voltas. O instrumental a seguir tem um riff digno do King Crimson. Na sequência mais teclados tirados diretamente dos jogos de vídeo game (risos, todos sabemos, que em 1974 isso ‘quase’ não existia, e que todas as trilhas sonoras de jogos acabaram saindo dos sintetizadores no começo de tudo).

06. La Batalla Del Cane Infelice
O mandolin aparece aqui pela primeira vez, fantástico! Ele fazendo a melodia e o violão dando base tanto para o solo quanto para o vocal (que ficou muito bonito), o baixo acompanha tudo ao longe e bem grave. Um folk sensacional, digno de estar no disco e também um dos destaques do mesmo!

07. Generazioni
Outra faixa mais acústica e também fantástica. O violão dando suporte ao solo de sintetizador. Uma sequêncio sombria com o vocal sussurado. Mas o que se segue é o mais puro e fantástico progressivo italiano, daquelas faixas que vem num crescendo, já arrisco a dizer que a melhor do álbum. É faixa que dá nome ao disco que é estampado por uma das capas mais legais que eu já vi. A segunda parte da faixa é sensacional, os vocais a flor da pele, os teclados ‘avisando’, e a banda inteiramente sensacional. Final mais que excelente!

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