Resenha: Festa Mobile – Diario Di Viaggio Della Festa Mobile (1973)


Por Diego Camargo

Nota:

Disco: Diario Di Viaggio Della Festa Mobile
Ano: 1973
Selo: RCA

 

Faixas:
01. La Corte Di Hon – 4′57
02. Canto – 6′11
03. Aristea – 5′05
04. Ljalja – 6′53
05. Ritorno – 8′43

Integrantes:
Francesco Boccuzzi – teclados
Giovanni Boccuzzi – teclados e guitarras
Tonio Napolitano – baixo

+ 2 outros membros não mentcionados no álbum

Resenha:

01. La Corte Di Hon
Que piano infernal!
Acordes e dedilhados extremamente rápidos e loucos. Sonoridade muito interessante também.
Quando a bateria e baixo entram a música já tava ganha.
Vocais, característicos italianos, uma voz não muito comercial cantada sobre um riff de tempo absurdamente estranho.
Solo de guitarra, muda tudo, coisa mais maluca.

02. Canto
Já inicia complicada, meio Space, meio ‘escape’.
Em seguida um puta free-jazz, cheio de suingue e uma pegada de bateria muito interessante e ótimos solos de guitarra ‘perdidos’ pelo som.

03. Aristea
Puta som, grande linha de baixo, pianos e teclados atrevidos, melodia marcante.
Mais que sensacional a maneira com que a banda encaixa as mais variadas melodias, todas muito bem arranjadas e compostas.
Uma veia totalmente jazz da banda.

04. Ljalja
Com esse nome estranho a banda tem uma canção emocional com excelentes linhas complexas e melódicas de piano, os dois irmãos fazem a diferença com certeza.
No meio a banda toda toca o riff em convenção, enquanto sintetizadores ‘contrariados’ (parecem gravados ao contrário) dão um gosto todo 60’s.
Na seqüência um puta riff sensacional cheio de pegada e complexidade, aliás, redundância, porque o disco todo é complexo.

05. Ritorno
O piano é outra coisa mais que comum nas 5 faixas do disco, todos muito bem tocados e com melodias bonitas e emotivas.
O vocal por aqui é bem triste, num tom de reclamação, de insatisfação, sempre pontuado pelo piano.
Em seguida uma bela passagem cheia de percussões, um baixo de timbre diferente, e bateria. Muito emotivo e em parte triste, até o meio.
Mais na parte final um riff em tempo ímpar toma conta do recinto fazendo com que conheçamos (acho eu) um certo caos proposto.
No final da canção ainda mais loucura e nostalgia com as gravações dos Beatles e tudo invertido.

O disco é de extremo interesse no Rock Progressivo Italiano, muitíssimo bom gosto nos timbres e composições.

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