Resenha: Focus – 3 (1972)


Por Jefferson A. Nunes

Nota:  

Disco: 3
Ano: 1972
Selo: Sire

Faixas:
Disco 1
1. Round Goes The Gossip – 5’12
2. Love Remembered – 2’50
3. Sylvia – 3’31
4. Carnival Fugue – 6’09
5. Focus III – 6’05
6. Answers? Questions! Questions? Answers! – 14’03

Disco 2
1. Anonymous Two (Part 1) – 19’28
2. Anonymous Two (Conclusion) – 7’30
3. Elspeth Of Nottingham – 3’15
4. House Of The King – 2’23

Formação:
Thijs Van Leer – voz/órgão/piano e flautas
Jan Akkerman – guitarra e violão
Bert Ruiter – baixo
Pierre Van Der Linden – bateria

Resenha:
Disco 1
1. Round Goes The Gossip
Terceiro disco do Focus, traz um som mais maduro e complexo que o apresentado nos dois álbuns anteriores. Para iniciar, a única música do álbum com vocais, a mais Hard Rock, ‘Round Goes The Gossip’, embora não tenha a mesma pegada da clássica ‘Hocus Pocus’, do álbum anterior.

Um pequeno solo de bateria abre a faixa, com a entrada do restante do grupo logo em seguida. A melodia vocal, apesar de ser cativante é meio embaçada, e dificulta um pouco o entendimento das palavras. Em 1:30 o som cessa, deixando apenas um teclado fazendo a base, acompanhado por uma linha vocal calma e meio estranha. O restante da banda retorna em 2:32, repetindo a parte do início. Então, em 3:19 o ritmo acelera, e solos de guitarra e teclado tomam conta dos ouvidos, se intercalando de forma bem interessante.

2. Love Remembered
E viva o amor! Seguindo temas como ‘Le Clochard’ e ‘Janis’, do álbum anterior, traz uma melodia extremamente bonita e cativante, que “fala ao coração”. Possui ao fundo uma linha de violão clássico espetacular, enquanto uma flauta bem executada faz o tema principal da música. A bateria entra em 1:20, dando ao tema um tom mais épico daí em diante.

3. Sylvia
Começa com uma base de guitarra suingada, e a entrada dos demais instrumentos em seguida. Em 0:26 começa um solo de guitarra muito bonito, que irá dar o tom da faixa. Intercala bases interessantes com solos de guitarra sobre os moldes do primeiro. Realmente muito boa.

4. Carnival Fugue
Música excelente, que tem uma introdução com uma linha de piano lindíssima. É mais calma, e se torna dançante com a entrada da flauta em 3:31, com uma linha de guitarra muito boa ao fundo.

5. Focus III
Mais uma da série “Focus”, sendo essa, na minha opinião, melhor que as duas anteriores, com um clima mais épico e introspectivo. Inicia com uma ambientação de teclado muito boa, sendo acompanhada em seguida por um solo de guitarra que vai evoluindo até um “estouro” em 2:19, quando fica mais dançante. A partir daí tem nova parte mais plácida, e mais peso no final.

6. Answers Questions! Questions Answers!
É ligada à anterior, e começa com um riff de baixo e guitarra bem grave, com um lick F-A-N-T-Á-S-T-I-C-O em seguida. Tem muitas mudanças, com partes mais plácidas em contraste com outras mais pesadas. Tem solos de guitarras mais rápidos e que mostram toda a técnica de Jan Akkerman, sem deixar de lado, é claro, as partes mais introspectivas, como em 2:52, quando se inicia um solo de muita pegada, de gelar a espinha. É uma canção no mínimo incrível, sendo uma prova de por que o Focus é uma das minhas bandas favoritas.

Disco 2
1. Anonymus II
É a “continuação” da faixa ‘Anonymus’, presente no disco In And Out Of Focus (1969). Inicia com o mesmo tema da primeira, só que acelerado. Possui um clima de improviso surpreendente, com solos bastante extensos de todos os instrumentos, e muitas texturas em seus 26 minutos, passando por diversos estilos musicais, o que mostra a versatilidade dos músicos do grupo. Os solos de guitarra são um show à parte, com técnicas e frases exploradas de forma completa por Jan Akkerman, pra mim um dos melhores guitarristas do Universo Progressivo.

2. Elspeth Of Nottingham
Resume-se a uma linha de violão clássico de grande beleza, e que é cativante do início ao fim. Em 1:51 entra a flauta, dando um belo contraponto melódico ao violão preciso de Akkerman. Linda!

3. House Of The King
Música já presente no álbum In And Out Of Focus (1969), e que se encaixa perfeitamente ao tom do disco. Pra mim esse álbum bate muitos tidos como clássicos, e que na verdade apresentam sonoridade bem inferior a ele, mas é algo que talvez não haja como mudar…

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