Resenha: Focus – Moving Waves (1972)


Por Diego Camargo

 

Nota: 

Disco: Moving Waves
Ano: 1972
Selo: Sire

Faixas:
1. Hocus Pocus – 6′42
2. Le Clochard (Bread) – 2′01
3. Janis – 3′09
4. Moving Waves – 2′42
5. Focus II – 4′03
6. Eruption – 23′04
a) Orfeus, Answer, Orfeus
b) Answer, Pupilla, Tommy, Pupilla
c) Answer, The Bridge
d) Euridice, Dayglow, Endless Road
e) Answer, Orfeus, Euridice

Formação:
Thijs Van Leer – voz/órgão/piano e flautas
Jan Akkerman – guitarra/violão e baixo
Cyril Havermanns – baixo e vocais
Pierre Van Der Linden – bateria

Resenha:
1. Hocus Pocus
Se isso aqui não é um hino eu juro que eu não sei o que é. Riff perfeito, vocalizações ainda mais perfeitas. Nunca um tema quase instrumental foi tão reconhecido e importante dentro da música secular mundial, esse tema é o que chamo de assombroso e soberbo, de melodia extremamente diferente. Se intercalam milhares de temas dentro de um mesmo tema.
Os vocais de Thijs são um caso a parte, simplesmente geniais. As partes de guitarra de Jan Akkerman também são sempre muito bem tocadas, as flautas maravilhosas, o baixo de Cyril Havermanns e a bateria de Pierre van der Linden sempre marcando um tema constante porém sem ser intediante. Um hino!

2. Le Clochard
Tema principalmente de violão de jan, melodia divina, somente com o acompanhamento de um sintetizador emulando cordas. Soft, bonito e emotivo.

3. Janis
lautas, várias delas. Mais um tema comovente dos holandeses. As melodias emulam a alma a interagir mais e sonhar um pouco. Nesse tema o baixo grave de Cyril Havermanns tem destaque melódico.

4. Moving Waves
Atonal? Melodicamente errado? Isso existe? Isso é ‘Moving Waves’ ao piano e voz de Thijs Van Leer, temos aqui a peça mais sincera, bonita e sensacional já composta. Te desafio a escutar sem se arrepiar e sem prestar atenção total, e dependendo do caso até ficar triste com ela.

5. Focus II
Os ‘Focus’ são composições que acompanham a banda sempre, inclusive num disco solo que eu tenho do Thijs Van Leer onde ele só toca flauta (infelizmente só o tenho em Lp). Esse ‘Focus’ em questão é uma grata surpresa de melodia que é difícil de explicar, mas muito bela. As guitarras dão um show na faixa inteira. O segundo tema é ainda mais bonito, a melodia da guitarra alcança o coração, leva à alma e presencia o que seria o divino se eu chegasse a acreditar nele. Algumas vezes é somente disso que precisamos para curar os males do corpo e alma. Nada mais!

6. Eruption
a) Orfeus, Answer, Orfeus
b) Answer, Pupilla, Tommy, Pupilla
c) Answer, The Bridge
d) Euridice, Dayglow, Endless Road
e) Answer, Orfeus, Euridice
Esse tema é montruoso e fica difícil classificar exatamente quem é Orfeu, qual é a resposta e etc… O que eu posso dizer é que esse tema monstruoso (mais de 23 minutos) é sensacional e em nenhum momento cansa. Da abertura de guitarras orquestradas, o órgão de igreja, o hammond. Tudo aqui é extremamente bem amarrado e arranjado, em nenhum momento fica parecendo que são composições diferentes encaixadas e sim uma única peça sólida e sem buracos, um completo ‘Muro’.
Algumas vocalizações pra aumentar ainda mais o tom de conversar ao som. Tema sensacional de guitarra mais uma vez. Prazer em conhecê-lo Jan Akkerman. Uma parte de loucura, doidera geral no pessoal, mais rápido, mais louco, uns riffs de baixo e guitarra juntos, depois de teclado e guitarra. Pra que então entre o solo de guitarra em cima de uma base sensacional, o órgão hammond do Thijs é sempre um extra no som dos caras. Depois do solo o tema volta. Ai é a vez do teclado pegar pesado e a guitarra fazer a base mais legal que eu já vi. Banda introsadíssima. E só estamos na metade do tema. Belas intervenções de baixo e também de bateria.
A guitarra volta no tema de Hocus Pocus momentâneamente. Então uma linda parte de piano e guitarra toma conta do ambiente. Vocalizações típicas de mosteiros, que clima cara, que clima. Tá sem clima pra pensar? Sem crise! Convida os caras do Focus para um chá de hortelã. (risos) Bateria!!!!!!!!! O tema calmo e bonito volta ao topo na parte final da canção. Isso é épico, isso é perfeito! Isso é Focus. O que temos aqui? Um clássico. O Focus nem é tão conhecido, as pessoas conhecem mas não ouvem. Eis a chance de ouvir um clássico.

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