Resenha: Formula 3 – Sognando E Risognando (1972)


Por Diego Camargo

Nota:

Disco: Sognando E Risognando
Ano: 1972
Selo: Numero Uno

Faixas:
Sognando E Risognando
01. Fermo Al Semaformo – 2′53
02. Sognando – 2′15
03. La Stalla Con I Buoi – 4′10
04. Risognando – 1′19
L’Ultima Foglia
05. L’Albero – 5′15
06. Non Mi Ritrovo – 4′21
07. Finale – 2′12
08. Storia Di Un UomoE Di Una Donna – 5′47
Aeternum
09. Tema – 2′32
10. Caccia – 1′42
11. Interludio – 5′56
12. Finale – 1′18

Formação:
Tony Cicco – bateria/percussão e vocais
Gabriele Lorenzi – teclados/baixo e vocais
Alberto Radius – guitarra/violão/baixo e vocais

Resenha:

Sognando E Risognando

01. Fermo Al Semaformo
Você bem sabe o que vai vir quando a música começa baixinha não? Normalmente o que vem a seguir é arrasador. E é o que temos por aqui.
A banda começa com uma guitarra esperta, e é claro, com teclados dos mais variados, fazendo todo aquele clima que só mesmo as bandas italianas conseguem. As guitarras de Alberto tem um timbre especial nessa primeira parte, quase percussiva, em certos momentos junto com a bateria.

02. Sognando
O riff inicial de teclado é um arraso, a bateria de Tony no começo toda ‘confusa’, a guitarra chega com um timbre um tanto pesado, mas sem exagerar. Vocalizações um tanto ‘estranhas’ aparecem entre os riffs dando uma impressão macabra de ‘missa-de-alguma-coisa’. O tecladista Gabriele tem que se desdobrar em muitos para encarar o papel de todos os teclados que decidiu colocar no som, nunca exitando.

03. La Stalla Con I Buoi
Aqui o vocal aparece pela primeira vez numa balada acústica e cheia de efeitos na voz (que por sinal é muito bonita) como se estivesse numa caverna. A seguir a guitarra inicia um riff matador para que toda a banda entre na roda. Essa faixa tem um refrão bem interessante, como todos os três fazendo dobras vocais no fim de cada verso. Um solo de bateria muito legal acaba danado a oportunidade da banda embalar num tema bem rock com direito a solo de guitarra vigoroso e tudo.

04. Risognando
Risognando acaba a primeira parte do disco (Sognando E Risognando) que estranhamente não está todas as partes em um única faixa como normalmente seria. Aqui a guitarra me parece em vários momentos como uma cuíca (risos).

L’Ultima Foglia

05. L’Albero
Bateria no comando, teclados vertiginosos e ‘cheios’, o Hammond faz milagres. Dessa vez quem comanda a faixa toda é a guitarra de Alberto, fazendo todas as melodias, enquanto o teclado faz a cama perfeita, só esperando a hora pra entrar em ação em um solo digno de respeito. A faixa é cheia de climas e viradas a toda hora.

06. Non Mi Ritrovo
Esse começo de bateria não é tão legal, não sei se intencional mas aqui o solo parece estar errado a todo instante (risos). O que vem a seguir sim, tem variações e climas bem bacanas, cheio de camadas de teclas e com uma guitarra fuzz bem interessante. Por aqui o que vai é um jazz-fusion bem interessante.

07. Finale
O final da segunda parte (L’Ultima Foglia) tem violões, o que deixa a mistura muito interessante, as várias ‘orquestrações’ pela faixa dão um contraste excelente.

08. Storia Di Un Uomo E Di Una Donna
A única faixa ‘solta’ tem até baixo de verdade (que eu não faço idéia de quem o toca), tem vocais bem interessantes, um tanto graves, com belas vocalizações de fundo e uma melodia bem bonita. É a mais ‘normal’ apesar dos vocais de fundo.

Aeternum

09. Tema
A última parte do álbum (Aeternum) se inicial num rock espacial dos infernos, sensacional, dessa vez os caras quebraram tudo e de uma maneira sem igual, instrumental apurado e muito bem composto. Mas é só uma introdução pirada para a parte vocal, com voz duplicada e violão em destaque. Mas o mais interessante são os vocais mesmo, daqueles que me lembram o PFM de Storia Di Un Minuto.

10. Caccia
Estranha parte de bateria, a canção teve a sua rotação alterada, o que a torna bem interessante.

11. Interludio
Esse piano inicial é sensacional, uma peça clássica digna dos grandes, lembrou-me Jürgen Fritz (Triunvirat), Keith Emerson (E,L&P) e Jhon Tout (Renaissance), só que bem radical na escolha das passagens. Quando a banda entra a bateria é encaixada de maneira muito estranha, aliás, durante todo o disco, alguns sintetizadores aparecem por aqui, a guitarra sola como se fossem duas, passeando pelas caixas de som da mesma maneira que Brian May fazia (Queen) só que de maneira mais modesta. E tem um riff bem legal. A parte final da canção é totalmente espacial e delirante. A não ser pelo piano final.

12. Finale
Pra encerrar o disco um tema curto apenas com órgão.

Este disco é na sua maioria instrumental, e na verdade tem 3 peças todas separadas em faixas, as 3 são 1-Sognando E Risognando, 2-L’Ultima Foglia, 3-Aeternun, e claro tem também Storia Di Un Uomo E Di Una Donna.

 

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