Resenha: Frank Zappa – Hot Rats (1969)


Por Diego Camargo

Nota: 

Disco: Hot Rats
Ano: 1969
Selo: Reprise

Faixas:
1. Peaches En Regalia – 3′37
2. Willie The Pimp – 9′16
3. Son Of Mr. Green Genes – 8′58
4. Little Umbrelllas – 3′04
5. The Gumbo Variations – 16′55
6. It Must Be A Camel – 5′15

Integrantes:
Frank Zappa – voz/octave bass (sintetizador) e percussão
Ian Underwood – teclados e sopros
Captain Beefheart – vocais
Sugar Cane Harris – violino
Jean-Luc Ponty – violino
John Guerin – bateria
Paul Humphrey – bateria
Ron Selico – bateria
Maz Bennett – baixo
Shuggy Otis – baixo

Resenha:
1. Peaches En Regalia
Jazz? Um pouco de tudo, mas uma coisa é certa, quem estava fazendo esse som em 69? Nem os Beatles a frente de tudo estavam, Zappa estava muito à frente do seu tempo mesmo. Uma melodia louca e sensacional invade os fones.
Muitos teclados, um clima James Bond no ar.

2. Willie The Pimp
Riff que só iriam fazer igual uns anos depois, que vocal doido! Violinos mais ensandecidos por todos os lados.
E sabem do que? Tem o Zappa arregaçando a guitarra, meu, como pode o homem tocar guitarra de maneira tão estranha e foda? O cara era o virtuoso antes disso existir. Mais não é só virtuose e sim melodias das mais loucas, e a banda que ele tinha PQP.
Extremamente Jazz, mas mesmo assim sem ser sacal.

3. Son Of Mr. Green Genes
Meu, de onde ele tirava esses sons em 1969? Esta pergunta vai me assombrar eternamente.
Os teclados, as ‘fugas sonoras’ tudo no som excede o experimentalismo, passa da barreira do puro e simples fator canção.
Zappa é rei na guitarra, seus riffs são desconcertantes.
Mas a música ao mesmo tempo é dançante e super interessante do ponto de vista musical mesmo.

4. Little Umbrelllas
Baixão acústico e tudo, mas o interessante são os contrastes, junto disso um sintetizador e violino, uma bateria rock ‘morta’ e um teclado perdido no fundo e claro xilofones.
E sopros, claro que deveriam ter sopros.

5. The Gumbo Variations
Take 2 anuncia Zappa, e que todos devem começar junto, dizem que Zappa era meio autoritário em estúdio, mas um homem que gravou mais de 50 discos em menos de 30 anos de carreira, provavelmente sabia o que fazia.
Nessa faixa além da percussão no fundo e de uma bela linha de baixo, temos um saxofone solando por todo lado.
Base pra loucura é o que não falta, gravada ao vivo, mostra a cara do Mothers e Zappa a improvisação a la Jazz. Mas nesse caso interessante, já que eu acho Jazz sacal.
Violino entra em cena e arremata ainda mais o som dos caras, a quantidade de virtuoses reunida aqui é gigante. Um groove infernal.
Até aqui (Já passam 11 minutos) Zappa é só o maestro, a guitarra aparece timidamente por aqui pela primeira vez. És então que ele finalmente dá o ar da graça.
Depois de um breve solo de bateria (acho que são 2), o baixo faz um acompanhamento bem legal, e dá-lhe violinos.
O fim é inesperado, cheio de detalhes e loucuras.

6. It Must Be A Camel
Cheia de percussões quebradas, um monte delas na verdade. Mas por trás de tudo tem música! E como.
A segunda parte tem os saxofones como principais veículos de comunicação.
Totalmente atonal, só não é cada um por si porque baixo e batera seguram a base (e mesmo assim saindo dela várias vezes).
Em alguns parcos momentos a guitarra aparece rasgada, mas são parcos mesmo.

Zappa! Esse cara era bom viu!

3 comentários em “Resenha: Frank Zappa – Hot Rats (1969)”

  1. Clássico absoluto deste que pode ser considerado um dos maiores gênios da música. Altamente recomendado para aqueles que apreciam o estilo inconfundível e o experimentalismos de Zappa. Até a capa é genial.

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