Resenha: Genesis – Spot The Pigeon (1977)


Por Diego Camargo

Nota: 

Disco: Spot The Pigeon
Ano: 1977
Selo: Charisma

Faixas:
1. Match Of The Day – 3’23
2. Pigeons – 3’13
3. Inside And Out – 6’44

Formação:
Phil Collins – voz/bateria e percussão
Tony Banks – órgão/mellotron/piano/piano elétrico/guitarra de 12 cordas e vocais
Steve Hackett – guitarras de 6 e 12
Mike Rutherford – baixo/bass pedals/guitarra de 12 cordas/cello e vocais

Resenha:
1. Match Of The Day

Eu gosto dessa fase do Genesis, pré … And Then There Were Three… (1978), o trabalho de bateria do Phil Collins é excelente nessa fase.
Se você for um daqueles xiitas chatos que acha que Rock Progressivo é a única salvação do mundo passe longe, agora, se você acha que música (e o Rock Progressivo principalmente) é uma música sem amarras e sem limites, seja bem-vindo.
O vocal do Phil Collins é excelente sempre, sem exceções. A linha de baixo de Mike é engraçada, me lembra uma banda muito ‘meia-boca’ nacional, mas eu não conto o que é (risos).
E como de costume a guitarra de Steve Hackett tem a sua hora, normalmente escondida entre os outros instrumentos, por aqui Tony Banks passa meio batido.

2. Pigeons
Pigeons além de ser uma faixa divertida tem uma melodia muito legal, muito legal mesmo. Eu acho muito boa essa faceta do Genesis em que eles encarnam gente como o Frank Sinatra e compõe boas canções, além do mais, isso é um EP! Vocês queriam um disco Prog? Tsc tsc tsc…
As duas na verdade se parecem em termos de guitarra e a (falta) de teclados.

3. Inside And Out
Essa faixa vem carregada com a leveza e melodia que só o Genesis em formato acústico conhece, como em ‘Ripples’, por exemplo, e a introdução é bem ‘Supper’s Ready’ (me lembra bastante).
O trabalho de violões de 12 cordas de Steve e Tony é divino, sem contar o cello de Mike perdido aqui e ali.
A bateria (junto com o baixo) só aparece depois dos 2 minutos e meio, num tom meio balada, mas a comoção que essa música causa é um caso a ser estudado, queria muito que pelo menos essa faixa tivesse sobrevivido ao tempo nos shows.
Mas é aos 4 minutos que o bicho pega e Tony mostra a que veio, se nas duas faixas anteriores ele se manteve quieto aqui ele mete bronca num solo cheio de sintetizadores. Isso pra não comentar muito do solo de guitarra de Steve logo a seguir.
E eu continuo dizendo que Phil Collins é um dos bateristas mais competentes que já pisaram em solo Progressivo. (Dêem uma escutada no primeiro disco do Brand X de 1976 e confiram vocês mesmos).

Conclusão:
Esse EP é raro, mesmo na era digital ele não está presente em sites de streaming), um tanto pop, mas vale a pena ouvir.

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