Resenha: Green Carnation – Light Of Day, Day Of Darkness (2001)


Por Diego Camargo

Nota: 

Disco: Light Of Day, Day Of Darkness
Ano: 2001
Selo: Prophecy Productions

Faixas:
01. Light Of Day, Day Of Darkness – 60’06

Integrantes:
Kjetil Nordhus – voz
Tchort – violão e guitarra
Bjorn H. – guitarra/guitarra slide e e-bow
Stein R. – baixo
A. Kobro – bateria

Músicos convidados:
Endre Kirkesola – B3/cítara/sintetizador/arranjos de cordas e vocais
Bernt A Moen – arranjos de cordas
Arvid Thorsen – saxofone
Synne Soprana – vocais femininos
Roger Rasmussen – vocais gritados
Damien Aleksander – voz de criança
Jan Kenneth T. – vocais masculinos

Childrens Choir apresentado por:
Randesund Barnekor
Marthe Larsen
Julie Pettersen
Mathias Pettersen
Kristoffer Knoff Aamot
Karoline Knoff Aamot
Ida Magrethe Karterud
Thomas karterud
Simen Ingebrethsen
Christian Albert
Even Albert
Stian Andre Rosenlov
(Elin Wikstol – condutor

Opera Choir apresentado por:
Kjetil Nordhus – tenor
Roald Andreas Sandoy – tenor
Katinka Sandoy – alto
Maren Stakkeland – alto
Elise Tverrli (alt)
Nina Tanggaard – soprano
Therese Fanebust – soprano
Endre Kirkesola – baixo

Cordas por:
Endre Kirkesola
Bernt A. Moen

Resenha:

01. Light Of Day, Day Of Darkness
O começo é o que eu chamaria de ‘ecológico’, aquele tipo de começo que tem sons de vento, chuva e que dá uma sensação bem interessante aos sentidos de quem ouve. Ainda mais quando junto disso tudo vozes, uma série delas, também invade o som.
A banda entra em tom calmo e delicado, e os vocais que me lembraram bastante os do Thom Yorke (Radiohead) em alguns momentos.
Perto dos 5 minutos a banda dispara um riff no melhor estilo metal, mas não exagerado. A calmaria volta ao tema depois do riff.
As vezes é difícil escutar temas longos nesse estilo, mas pra mim vai ser sempre um prazer.
O passado black da banda é relembrado aos 8 minutos e dura o estranho tempo de alguns segundos, voltam ao tema, e volta o doom. Na melhor linha Therion de ser a banda segue a risca a cartilha com guitarras pesadas, vocais operísticos e teclado fúnebre.
Os minutos vão passando e as melodias também, perto dos 12 minutos mais uma melodia nova, baseada inicialmente na bateria de A. Kobro, logo seguida da orquestra.
E dá-lhe vocais ‘épicos’ de Kjetil Nordhus sempre com a presença das guitarras de Tchort.
Praticamente sem solos a banda investe mais em melodias, orquestrações e bons riffs.
Aos 18 a banda investe numa cara deveras pesada e com vocais operísticos.
Quando adentram pelas portas os pouco mais de 22 minutos a banda investe em uma melodia em que a guitarra slide de Bjorn H. é herança direta da guitarra de David Gilmour (Pink Floyd). Melodias inebriantes e hipnóticas.
Normalmente quando ouvimos um disco desses em que uma única faixa compõe o álbum escutamos na verdade uma apanhado de canções unidas, não é o que parece aqui, todos os temas são muito bem amarrados de maneira que levam a crer que realmente foi composta inteira.
As coisas mudam de maneira drástica quando pouco depois de meia hora de faixa a banda encana em uma seção quase ‘espírita’ que levam os vocais em primeiríssimo plano, uma melodia que lembra o espírito árabe, mas de uma maneira que eu acredito ser mais livre.
As coisas seguem em um noir total até perto dos 40 minutos de música, quando os vocais ‘góticos’ voltam a dar o ar da graça e o instrumental seguem cadenciado, comandado em parte pela bateria de A. Kobro e pelo baixo de Stein R.
Se não me engano é a primeira vez que um solo de guitarra aparece, e isso aos 43 minutos. E é seguido de uma linha de violão hipnótica acompanhada de uma série de vocais ao fundo. Hipnótico, calmante, deveras interessante.
A banda segue com sua melodia gótica quase apocalíptica, cheia de vocalizações e climas, tendo ao fundo a guitarra sempre pesada, em termos.
Nos minutos finais a ‘canção’ (se é que podemos chamar um épico de 60 minutos de canção) entra em sua reta final acústica e deveras interessante em sua melodia. Mas é por pouco tempo, momento um par de minutos perdidos no meio do quase peso da banda, e aquele maldito teclado de churrascaria no fundo (risos).
O minuto final entra como uma das coisas mais legais nesses últimos meses que eu ouvi, uma caixinha de música encerra as atividades do disco de maneira mais que emocional e emocionante.

Um viva para as longas faixas épicas.

Anúncios

Um comentário em “Resenha: Green Carnation – Light Of Day, Day Of Darkness (2001)”

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s