Resenha: Greenslade – Bedside Manners Are Extra (1973)


Por Diego Camargo

Nota:

Disco: Bedside Manners Are Extra
Ano: 1973
Selo: Warner Bros.

 

Faixas:
01. Bedside Manners Are Extra – 6’16
02. Pilgrims Progress – 7’12
03. Time To Dream – 4’16
04. Drum Folk – 8’44
05. Sunkissed You’re Not – 6’27
06. Chalkhill – 5’24

Formação:
Dave Lawson – voz e teclados
Dave Greenslade – teclados
Andy McCulloch – bateria e percussão
Tony Reeves – baixo


Resenha:

01. Bedside Manners Are Extra
O início do disco é uma coisa bonita, uma música que fala a alma e que ao mesmo tempo é alegre e ‘pra cima’, emoção a flor
da pele numa vocalização muito bonita logo no início.
O vocal de Dave Lawson é um destaque da faixa, junto com os teclados de Dave Greenslade e o baixo lindíssimo de Tony Reeves.
Do meio pra frente a canção se torne alegre e ao mesmo tempo carregada de melancolia (se é que isso é possível!). ‘Please
write to me…’ canta Lawson num tom de angústia, e é seguido de um solo de teclados muito bacana. Segue um coro e um
final maravilha pra começar um disco.

02. Pilgrims Progress
O começo engana….. Segue-se um progressivo instrumental no melhor estilo Emerson, Lake & Palmer de Hoedown, e mais destaques para
os teclados, um progressivo ‘dançante’ na escola do Triunvirat (que por sua vez é da escloa do Emerson, Lake & Palmer). E é desen-
cadeado numa melodia agitada e alegre. Destaque para a linha de baixo final, simples e muito bem tocada.

03. Tune To A Dream
Começa no que eu com certeza chamaria de um ‘samba progressivo’ (claro que de um jeito Inglês!), e logo em seguida, muda
pra uma linha vocal muitíssimo bem trabalhada (o que com certeza é um ponto altíssimo da banda, os vocais de Dave Lawson
são maravilhosos), e dá-lhe solos de teclados inspirados e com timbres originais. Acabando num solo de teclado jazz/arábi-
co para encerrar o que seria o 1º lado do disco.

04. Drum Folk
Inebriante!
Já começa fazendo com que você fique assustado, e como o nome já presumia, destaque para a percussão de Andrew McCulloch
(com um solo muito interessante lá pelo meio da canção), e dá-lhe mais solos de teclados, com as já conhecidas e
trabalhadas melodias com que todo o tecladista progressivos que se preza deve ter total intimidade. Depois do solo se inicia uma
parte que nos leva a velha e conhecida ‘Terra Do Nunca’ (sabe aquelas melodias que nos lembram de terras distantes e
bonitas no estilo Senhor Dos Anéis?). E mais jazz solos de teclados! 8’53 de muitos solos e melodias.

05. Sunkissed You’re Not
Belo riff! E voltam os belos vocais, com um refrão muito cativante! Em resumo a melhor do disco na minha
opinião!

06. Chalkhill
Bela introdução de baixo! Seguida de uma levada perfeita da bateria e de solos bem casados de teclado. Dave Greenslade
soube muito bem como trabalhar os teclados deste disco. (Um fato curioso que nota-se nesse disco é que com certeza ele foi
gravado ao vivo em estúdio, já que algumas imperfeições aparecem no disco e não foram ‘maquiadas’, o que na minha opinião
é uma coisa ótima. Terminando num final apenas com piano arrepiante!Em resumo este disco é muito bom, um belo achado para os ouvidos acostumados a grandes nomes do Rock Progressivo, devemos sempre nos
lembrar que a música é feita de grandes discos de grandes compositores, e não apenas de grandes nomes já consagrados!

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