Resenha: Harmonium – Resenhas Si On Avait Besoin D’une Cinquième Saison


Por Diego Camargo

Nota:

Disco: Les Cinq Saisons
Ano: 1975
Selo: Celebration

Faixas:
01. Vert – 5’34
02. Dixie – 3’26
03. Depuis L’automne – 10’25
04. En Pleine Face – 4’51
05. Histoires Sans Paroles – 17’12

Formação:
Serge Fiori – voz/violão/flauta/harpa zither e percussão
Pierre Daigneault – flauta/piccolo/saxofone soprano e clarinete
Serge Locat – piano/mellotron e sintetizador
Michel Normandeau – violão/acordeon e vocais
Louis Valois – baixo/piano elétrico e vocais
Judy Richard – vocais na faixa 5

Resenha:

01. Vert
Flautas, muitas flautas, começa o arraso! E lá vem os violões que recheiam o disco todo nos dando o ar da graça, juntamente com um baixo palhetado e muito bem timbrado. E dá-lhe as harmonias vocais sofisticadas e duplicadas. Os vocais são um caso a parte e diga-se de passagem todos em francês, o que é sensacional, é muito bom ‘desacostumar os ouvidos’.

02. Dixie
Estou em um cabaré! Com certeza é isso que eu disse e senti quando ouvi essa música pela primeira vez, tem-se a nítida impressão de que estamos em um cabaré, dançarinas com vestidos vermelhos e azuis espalhafatosos, cowboys, e piano honky tonk comendo solto. (Bela introdução)!

03. Depuis L’automne
O destaque desta música com certeza é o vocal de Serge Fiori e as suas melodias que com certeza são um caso a parte na banda, o teclado maravilhoso logo em seguida, as vocalizações. E no meio começa uma viagem maravilhosa, com efeitos nos violões, teclado tipo ‘vento’ bem no estilo do Tony Banks (Genesis), e um sax fechando de contraponto. Voltam os violões, voltam as vocalizações, a música vem num crescendo e te envolve por completo, pra então voltarem os vocais. Absurdamente fantástico!

04. En Pleine Face
O então segundo lado do LP começa com um belo dedilhado e uma melodia vocal que me lembra de coisas boas (mesmo sem saber realmente o que está sendo cantado, mas não é essa a maravilha da música?). Acordeons entram e deixam o clima de França ainda mais sensacional e bucólico, uma paisagem estranha vem a cabeça. Vocais do tipo coral invadem os fones e as caixas de som, sem bateria (aliás, o disco todo) e sem percussão. E é necessário? Não com certeza não!

05. Histoires San Paroles
Barulhos do oceano abrem o épico do disco de 17’12, flauta e violão num casal apaixonante nos leva a pensar o porque de todo o ódio do mundo. E uma grande influência de Tony Banks do Genesis novamente nos teclados de Serge Locat. Em seguida melodias de violões tão bem trabalhadas se entrelaçando, mostrando que nem sempre virtuosismo é necessário e sim sentimento, logo seguimos com melodias que me lembram uma trilha sonora de um sonho, estranho e surreal. Surrealismo Folk! Vocalizações especiais de Judy Richard dão um toque progressivo a la Renaissance a canção. Sax e flautas fazem contraponto com baixo e violões, teclados fazem a ‘cama’ pra que deitemos e sonhemos com outras idéias e ideais. Uma espécie de circo vem a tona com destaque para o fraseado muito bem encaixado de baixo e piano, então eis que as flautas tomam conta e nos dizem que os ouvidos não serão mais como antes. Nunca mais!

Um disco que se não ficou conhecido façamos com que fique agora, porque merece! Com certeza.

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