I Gigantti – Resenhas Terra In Bocca ‘Poesia Di Un Delitto’


Por Diego Camargo

Nota: 

Disco: Terra In Bocca ‘Poesia Di Un Delitto’
Ano: 1971
Selo: Ri-Fi

 

Faixas:
01.Prima Parte – 23′38
I-Largo Iniziale
II-Molto Largo
III-Avanti
IV-Avanti Tutto – Brutto Momento – Plim Plim
V-Plim Plim Al Parossismo – Delicato Andant
VI-Rumori – Fine Incombente
02.Seconda Parte – 23′03
I-Fine Lontana – Allegro Per Niente
II-Tanto Va La Gatta Al Largo – Su E Giu
III-Larghissimo – Dentro Tutto
IV-Alba Di Note – Rimbalzello Triste
V-Rimbalzello Compiacente – Ossessivo Ma Non Troppo – Fine

Formação:
Giacomo “Mino” Di Martino – voz e guitarras
Francesco “Checco” Marsella – voz e teclados
Sergio Di Martino – voz e baixo
Sergio Enrico Maria Papes – voz e bateria

Músicos convidados:
Ellade Bandini – bateria
Ares Tavolazzi – baixo e guitarra
Vince Tempera – órgão e piano
Marcello Della Casa – guitarras

Resenha:

01. Prima Parte
I-Largo Iniziale
II-Molto Largo
III-Avanti
IV-Avanti Tutto – Brutto Momento – Plim Plim
V-Plim Plim Al Parossismo – Delicato Andant
VI-Rumori – Fine Incombente

Bem, aqui estamos de frente para um muro gigante (desculpem-me o trocadilho) e especial. A primeira parte do disco abre de maneira confusa, mas que logo encontra um caminho mais ‘tradicional’, que duros pouco, muitos pianos e teclados no começo, algumas guitarras fantásticas também. Tudo por aqui é tocado de maneira pura e emotiva. Quando o vocal começa (sensacional, todos os quatro, sim, todos cantam), junto começam alguns violões espertos. Aqui a história começa e alguns vocais falados, o piano volta sensacionalmente. Mais uma vez o vocal falado entra em cena, literalmente, o que me dá a impressão de um daqueles filmes italianos a la Malena, o que é excelente! A próxima parte é mais ‘alegre’, todos cantando, uma voz grave ao fundo. Uma pequena intersecção. Em seguida mais uma parte emotiva, belas viradas de bateria, e um salve especial para as teclas. Vocal raivoso e em seguida todas as vozes retornam fazendo um trabalho maravilhoso. Uma parte mais Rock aparece pela primeira vez aqui, com vocais raivosos e tempo em alta, o que dura pouco, pois os vocais voltam e também porque está na hora do ‘parque’. Uma parte instrumental mais longa com várias partes ‘orquestradas’ e muitos vocais interpretativos. Uma tocante parte cheia de detalhes e melodia calma e bucólica segue-se. Os acordes de violão e piano casam perfeitamente com os vocais, de repente… Um estranho synth entra em cena e… bum! Muda tudo. Rock ‘n’ Roll com solo de guitarra (e teclado) e tudo. Mas dura o tempo que deve durar, logo a melodia (que é o forte do disco) volta num tema sensacional, os vários vocais fazem com que realmente se pareça uma peça de teatro, um musical mesmo. Que melodia PQP. O fim da primeira parte repete essa melodia mais que sensacional, que nem os pequenos defeitos da ripagem (claramente feita de um ou mais LPs) conseguem estragar. O final é perfeito, cheio de guitarras ao fundo e um piano que foi perfeito durante todos os 23 minutos da peça.

02. Seconda Parte
I-Fine Lontana – Allegro Per Niente
II-Tanto Va La Gatta Al Largo – Su E Giu
III-Larghissimo – Dentro Tutto
IV-Alba Di Note – Rimbalzello Triste
V-Rimbalzello Compiacente – Ossessivo Ma Non Troppo – Fine

O tema que se encerrou na primeira parte se inicia aqui de uma maneira igual, mas ao mesmo tempo diferente. O tema aqui é mais pesado, e cheio de quebras, imagino uma perseguição de filme, daquelas cheia de ação. A guitarra sola o tema, a banda acompanha de perto. O vocal entra junto com o que eu imagino ser uma flauta (ou então um teclado muito bom). Mas as guitarras é que são destaque mesmo. E que vocais que logo são multiplicados na melodia que é a principal da peça (e também a mais bonita). Muitos ‘uhuhus’ pela faixa também. Eis que mais uma vez a coisa muda, um tema todo quebrado e cheio de medo. Os quatro vocais realmente fazem muita diferença pra música do I Giganti (teria aqui o Gentle Gianti se inspirado?! Tanto no nome quanto nos vários vocais?!). Alguns ecos de King Crimson por aqui, alguns sopros, partes quebradas, muito suspense no ar. A bateria me lembra bastante às linhas de Nick Mason (Pink Floyd). Um corte abrupto e… Uma sequência mais calma e bonita com um vocal bem melódico e pianos sensacionais. Sensacional o vocal a seguir, gritado, rasgado, morrendo pra dizer o que quer a parte quando fica só com bumbo e vocal dá uma sensação incrível, logo em seguida, boogie baby e podemos dançar, alegre-se um pouco, pra que voltemos a toda a melancolia que o disco traz. Volta o boogie com seus vocais de apoio dignos do título de fantásticos. O folk de capela volta por um instante, renascença. Mas dura pouco, a guitarra e o vocal rasgado volta, mas que vai-e-vem de melodias (risos). Que vocais bárbaros (em homenagem a uma amiga). Esse teclado ‘angelical’ dá uma sensação indescrítivel, seriam cócegas no cérebro? Os barulhos da mente? Do pouquíssimo que eu entendo de italiano já da pra sacar a emoção da parte vocal falada, antes de voltar a cantoria de viola na mão. E também toda a quebradeira. Depois de muita música o personagem ‘acaba morto de maneira banal’, mas não o disco!
Clássico absolouto!

Se este não é reconhecido como um dos principais discos do prog mundial e nem mesmo italiano é por pura falta de curiosidade e atenção dos próprios proggers, que ficam envoltos na malha dos principais nomes do gênero!
Acordem pessoal!

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