Resenha: Invisible Opera Company Of Tibet – UFO Planante (2010)


Resenha: Rodrigo “Rroio” Carvalho

Nota: 

Disco: UFO Planante
Ano: 2010
Selo: Voiceprint

Faixas:
1. First Contact – 27’16
2. Sal Paradise – 9’50
3. Stars – 3’02
4. Spirits – 3’15
5. Landing In Shambala – 11’35
6. Moon In June (Live) – 15’09

Formação:
Fabio Golfetti – voz e guitarras
Gabriel Costa – baixo
Fred Barley – bateria

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

Resenha:
Projeto iniciado por Daevid Allen (fundador das bandas Soft Machine e Gong), o Invisible Opera Company Of Tibet surgiu em 1968 e foi resgatado na década de 90 com o mesmo intuito: unir diversos músicos de todo o mundo, explorando influêncas cada vez mais a fundo, de forma livre e espontânea.

A versão brasileira, capitaneada pelo vocalista e guitarrista do Violeta De Outono, Fábio Golfetti, chega em 2010 ao quarto álbum (terceiro de estúdio), intitulado UFO Planante (2010), 13 anos depois do segundo trabalho, Glissando Spirit (1993).

Com mais de 27 minutos, a abertura relaxante de ‘First Contact’ cria uma atmosfera incrível, daquelas que você pode simplesmente sentar na poltrona, encher um copo com a sua bebida favorita, deixar o fone de ouvido em uma altura agradável e simplesmente ver o mundo girar com uma trilha sonora perfeita para isso. Apesar do ritmo constante e as linhas que se repetem, os momentos de improviso de cada instrumento são importantíssimos para o desenvolvimento da epopéia, de forma que todos os ritmos que eles exploram estão perfeitamente alinhados e ligados, o que torna tudo ainda mais interessante. ‘Sal Paradise’ continua a viagem, dessa vez com destaque absoluto para a cozinha e para as ótimas linhas vocais, que chegam a surpreender pela veia setentista na sua melodia. Apostando em duas peças mais curtas agora, ‘Stars’ tem um sentimento espacial inacreditável (as linhas de guitarra de Golfetti surpreendem cada vez mais) e ‘Spirits’ é uma belíssima balada, mesclando passagens acústicas e atmosféricas naturalmente.

‘Landing In Shambhala’, mais uma faixa épica, caminha sempre de forma inesperada, em algo que podemos classificar de forma subestimada como um Space Jazz, e vale ainda mais a pena pelo solo de guitarra final, simplesmente fantástico. Como bônus, o álbum vem com uma versão ao vivo de ‘Moon In June’, do Soft Machine (direto do terceiro álbum, quando começaram os lances ainda mais jazzísticos – um marco da cena Canterbury), executada perfeitamente, diga-se de passagem.

Viagens universais, foco, concentração e tranqüilidade, são alguma das sensações que você vivenciará ao ouvir mais esse projeto. Como foi dito ali em cima, não é algo que soa incompreensível, muito pelo contrário, aliás, é ótimo para servir como trilha sonora de momentos. Ou melhor ainda, apenas relaxar ao fim de um longo dia, fechar os olhos e embarcar nas peças musicais incríveis criadas aqui.

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