Resenh: Kingcrow – Phlegethon (2010)


Resenha: Jefferson A. Nunes

Nota: 

Disco: Phlegethon
Ano: 2010
Selo: Scarlet Records

Faixas:
1. The Slide – 2’39
2. Timeshift Box – 3’47
3. Islands – 5’17
4. The Great Silence – 2’24
5. Lullaby For An Innocent – 6’16
6. Evasion – 5’02
7. Numb (Incipit, Climax & Coda) – 8’47
8. Washing Out Memories – 6’06
9. A New Life – 4’56
10. Lovocaine – 4’39
11. Fading Out PT. III – 6’23
12. Phlegethon – 9’37

Formação:
Diego Marchesi – voz
Diego Cafolla – guitarras e vocais
Ivan Nastasi – guitarras e vocais
Cristian Della Polla – baixo e sintetizadores
Thundra Cafolla – bateria e percussão
Músico convidado:
Angelo Orlando – baixo

Resenha:
1. The Slide
Mais uma banda desconhecida da grande massa, que faz um Prog Metal excelente. Para começar, uma introdução bem interessante, que começa com sons de água em movimento, seguida logo depois por uma ambientação bem macabra de teclado, que dá um clima fantástico à faixa. Em 1:15, a banda entra, com um riff de Power Chords oitavados bem interessante, e uma batida marcial. A linha vocal que vem em seguida não é excelente, mas tem suas qualidades, e encerra de forma muito boa a composição.

2. Timeshift Box
Começa com um riff bem pesado de guitarra, que segue com muitas mudanças e contrastes entre frases graves e agudas. Em 1:48 o teclado faz uma linha melódica bem interessante, seguida de um solo simples, mas muito bom, que abre espaço para um riff e mais um solo de guitarra excelente.

3. Islands
Começa com uma ambientação de teclado e um dedilhado muito bonito. A linha vocal é lindíssima, e abre espaço para uma música com várias mudanças, com peso crescente. Em 2:54, o baixista começa uma linha de grande complexidade, realmente excelente, e que abre espaço para um solo incrível, de muita pegada, que intercala velocidade e técnica de forma harmoniosa. É encerrada com o dedilhado do início, e o vocal.

4. The Great Silence
Tem uma introdução mais eletrônica, com maior ênfase para o baixo. Em 0: 18, um solo lindíssimo de guitarra começa, dando um belo tom à música. Em 1:18 começa um riff extremamente pesado de guitarra, que é acompanhado por vozes sobrepostas, que assumem um tom macabro com o riff.

5. Lullaby For An Innocent
Começa com um dedilhado muito bonito, sendo acompanhada por uma linha vocal bem suave, que me lembrou uma cantiga de ninar. Ela vai evoluindo, até 1: 47, quando um solo simples e belíssimo de guitarra começa, com um fundo dos demais instrumentos suave que se encaixa perfeitamente ao tom da faixa. Após nova linha vocal, o solo de guitarra volta em 3:22, ainda mais violento e belo, com muuuita pegada, numa evolução que entorpece o ouvinte. Realmente de muito bom gosto! Depois disso, um trecho acústico excelente encerra a composição.

6. Evasion
Começa com sons mais eletrônicos, com o peso entrando em 0:31, com uma evolução bem interessante. A linha vocal tem bastantes efeitos, e é intercalada com lick’s e riff’s macabros de guitarra. Em 3:01 começa um solo de guitarra pequeno e mais experimental, mas muito bom, que logo depois engata em riff’s de tempo quebrado, que se transformam em uma linha acústica bem suave. Em 4:05 mais um solo pequeno de guitarra, extremamente agressivo e voraz, que dá um belo contraste à faixa.

7. Numb (Incipit, Climax & Coda)
Sons estranhos de teclado abrem a faixa, logo sendo acompanhados por um dedilhado “suingado”, batida eletrônica, e por uma linha vocal abafada. A melodia vai evoluindo até 2:10, quando entra o peso, mais voltado para um lick de guitarra cheio de Wah-Wah. Ele volta a se repetir após as estrofes, e é seguido de uma parte mais plácida e muito bonita, que vai se modificando e intercalando várias texturas, sendo seguida por uma parte mais agressiva e pesada, dando um belo contraste. A parte final varia bastante, terminando com um dedilhado muito bonito, sendo acompanhado por um vocal suave.

8. Washing Out Memories
Começa com umas batidas suaves e acordes acústicos soltos, intercalados com notas dedilhadas. Em 1:05 entra o peso, porém dura pouco, e a segunda estrofe segue o molde da primeira. Após ela há Power Chords pesados que servem de base para o refrão, embora o ritmo desse não seja muito interessante, e depois do qual há um dueto bem interessante de guitarras. A parir daí há uma melodia que intercala notas acústicas com notas pesadas de forma muito boa, com certeza o ponto alto da música, que vai evoluindo até 5:00, quando o refrão volta com tudo.

9. A New Life
Começa com uma ambientação acústica muito bonita, que é bastante valorizada pelo fundo de piano ao fundo. Em 1:20 começa um solo impressionante de guitarra, que intercala notas rápidas com outras de maior pegada de forma perfeita, realmente o ponto alto da música e do disco. Em 2:26 a banda para de tocar, e uma base suingada de guitarra dá o tom do restante da faixa, acompanhado pelos demais instrumentos, e com um novo solo de guitarra em 2:59, realmente muito bonito, e menos agressivo que o anterior. Após dele há uma parte cantada, após a qual há um terceiro solo, esse totalmente voltado para a beleza, com muita pegada e técnica.

10. Lovocaine
Uma ambientação bem macabra de teclado abre a faixa, logo sendo seguida por lick’s de guitarra com um tom celta fantástico. O vocal, apesar de não ser excelente, dá um belo contraste ao lick. Tem algumas mudanças entre frases acústicas e pesadas, e tem um solo F-A-N-T-Á-S-T-I-C-O em 3:48, com velocidade e pegada, que é seguido pelo refrão, que encerra a faixa.

11. Fading Out Pt.III
Começa com um dueto acústico lindíssimo, com uma pegada de música espanhola de tirar o fôlego, que é seguido por um lick com muito Wah-Wah que serve de base para as estrofes. Em 2:11 entra o peso, com um tom macabro muito valorizado pelas várias camadas vocais. Tem várias mudanças, inclusive de velocidade, até que em 4:33 começa um solo de violão simples, mas incrível, realmente de muita beleza, que culmina em uma ambientação de teclado que encerra a faixa.

12. Phlegethon
Começa pesada e volumosa, até que em 0:48 uma base de teclado e uma batida pesada de bateria servem de base para sussurros, que logo se torna um vocal com a entrada de lick’s de guitarra. Como as anteriores, têm várias mudanças, e texturas antagônicas, com linhas extremamente pesadas em contraste com linhas mais plácidas, e algo que surpreende na banda são as mudanças repentinas e brutas, todas executadas com muito bom gosto e maestria. É muito bonita em sua maioria, com várias texturas vocais distintas, encaixadas com perfeição à melodia. Em 6:20 há um solo de guitarra belíssimo, que é seguido por riff’s pesados e volumosos. Os últimos minutos são compostos por linhas acústicas e de piano tocadas de maneira estranha, mas que encerram muito bem a faixa e o disco.

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