Marcelo Diniz – Analog Dream (Resenha Jefferson A. Nunes)


Resenha: Jefferson A. Nunes

Nota: 

Banda: Marcelo Diniz
Disco: Analog Dream
Ano: 2008
Selo: Indepentende
Tipo: Estúdio

Faixas:
1. Fire Moon – 3’47
2. Voices Of The Night – 2’26
3. Escape – 3’21
4. Way Of A Lonely Man – 4’11
5. Black Hole – 3’30
6. Aquarius – 7’54
7. Icarus III – 5’02
8. Pale Blue – 4’42
9. Coming Back – 5’25
10. Analog Dream – 6’09

Integrantes:
Marcelo Diniz – teclados, sintetizadores e programações

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

Resenha:
1. Fire Moon
Que outra palavra definiria melhor esse disco que “Viajante”? Não conhecia nada de Progressivo Eletrônico até o amigo Diego me enviar esse disco, e fiquei surpreso com o que ouvi. Mesmo sendo voltado exclusivamente para teclados, as melodias são fantásticas e entorpecedoras, com texturas múltiplas ricas e incrivelmente belas.
Começa com uma contagem regressiva parecida com o lançamento de um foguete, passando em seguida uma melodia aguda de teclado que fica repetindo a mesma seqüência no decorrer de toda a composição, acompanhada por uma batida eletrônica. Sons trovejantes e espaciais aparecem no decorrer da faixa.

2. Voices Of The Night
Tem um tom mais obscuro, começando lenta e macabra, com o som baixo, e crescendo com o decorrer do tempo, permanecendo assim durante todo o tempo da faixa. Uma linha de teclado fica sendo repetida ao fundo, enquanto outro teclado toca notas mais agudas de forma aleatória, mas bem assustadora.

3. Escape
Começa com o som de uma respiração ofegante, seguida de uma sirene que lembra a sirene de uma cadeia anunciando a fuga de prisioneiros. Uma batida eletrônica mais embalada começa, e um teclado com som mais agudo e ortodoxo faz linhas muito boas, que vão se modificando. Em 2:07 o teclado é duplicado, e a melodia continua mais ou menos assim até terminar.

4. Way Of A Lonely Man
Começa com sons de uma UTI de hospital, seguido de uma ambientação fantástica, que tem um tom macabro, e que dá ao ouvinte a nítida impressão de que alguém está morrendo. Em 1:18 começam a ser tocadas notas repetidas que lembram uma lira, e que vão predominar até o fim da composição. Mais alguns sons de teclado são tocados por cima da “base”, e, em 3:56 o som cessa e apenas a pulsação de uma máquina que mede os pulsos do coração fica no ar, sendo que no final o som fica contínuo indicando que a pessoa morreu. Pra mim a melhor composição do disco.

5. Black Hole
Uma melodia triste e profunda domina a música, com dois teclados, um “base” e um “solo” dominando a composição. É mais viajante e introspectiva, com sons mais naturais e “ortodoxos” de teclado. No final há duas batidas fortes, como marteladas em uma folha de zinco, que encerram a faixa.

6. Aquarius
Começa com sons parecidos com batidas em vidros cheios d’água, que causam sons diferentes, e lembram muito um aquário. Uma ambientação vai crescendo ao fundo, até que em 2:05 termina o som. Começa então uma ambientação mais profunda, com acordes longos e que começam a ser acompanhados por sons de vento e echos no ar (ou na água). Cresce até 6:02, quando começa uma batida eletrônica acompanhada por dois ou três teclados colocando texturas, sendo que um deles faz um “solo” mais agudo e muito bom.

7. Icarus III
Uma batida eletrônica mais “experimental” serve de base para linhas de teclado bem bonitas e bem profundas, que vão se modificando com o passar do tempo.

8. Pale Blue
Muito bonita e lenta, lembra um pouco o Natal, com sons de sinos e teclados calmos com acordes longos. Talvez seja a menos expressiva do álbum.

9. Coming Back
Tem um tom mais obscuro e introspectivo, com uma batida eletrônica bem interessante, e ambientações e linhas eletrônicas encaixadas nos lugares certos. Vai evoluindo, tendo um tom fantástico, que lembra coisas heróicas, e seria perfeito para ser usado em algum filme… (novamente, quem sabe Marcelo não fez ela pensando na idéia?)

10. Analog Dream
Começa com uma batida que me lembrou um pouco o forró, e vai incorporando e mesclando outras batidas, formando assim uma música bem interessante, com um teclado solando em alguns momentos, e sendo rica em fundos como as anteriores. Um belo final para um álbum quase impecável, um dos melhores que eu ouvi, sem exageros…

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