Massahara – Massahara (Resenha Rodrigo ‘Rroio’ Carvalho)


Resenha: Rodrigo “Rroio” Carvalho

Nota:  

Banda: Massahara
Disco: Massahara
Ano: 2011
Selo: Som Interior
Tipo: Estúdio

Faixas:
1. Contramão – 6’01
2. Lugar Ao Sol – 5’18
3. Cabeça Boa – 6’28
4. Já Nem Ligo Mais – 8’50
5. Mandacarú – 6’32
6. Zói D’Cobra – 5’10
7. Tudo O Que Eu Quero – 5’33
8. Massahara – 7’03

Formação:
Fábio Gracia – voz e guitarras
Allan Ribeiro – baixo e vocais
Ronaldo Rodrigues – órgão, piano elétrico e sintetizadores
Renato Amorim – bateria (1,3,4 e 6)
Junior Muelas – bateria (2,5,7 e 8)

Resenha:
Formada em São Paulo em 2002, o Massahara surgiu com a proposta de resgatar a grande sonoridade dos anos 70, com fortes influências de bandas como Cream, Black Sabbath, Grand Funk Railroad, Captain Beyond, indo do Hard Rock ao Heavy Metal desse período, passando pelo Progressivo e pela Psicodelia. Com toda essa carga para trabalhar nas composições próprias, o quarteto chega ao debut em 2011, com o álbum autointitulado lançado pela Som Interior Produções.

Completamente calcada no Rock classudo, com aquele nostálgico e agradável cheiro de poeira, ‘Contramão’ reúne algumas das melhores influências dos anos 70: são perceptíveis sopros de Black Sabbath, Deep Purple, Uriah Heep, que formam aquele Hard bem pesado, bluesy, com generosas doses de psicodelia e progressivo. Em seguida, ‘Lugar Ao Sol’, um Rock n’ Roll cheio de improvisos e riffs espetaculares, lembrando em muito que as bandas européias com proposta semelhante têm feito nos últimos anos (Graveyard, Witchcraft, e por aí vai), mas com uma produção bem cuidadosa, que junto com as letras em português criam um diferencial bem interessante, o que reflete também na ótima ‘Cabeça Boa’, com sua levada groovy espetacular e até um leve acento Pop muito bem encaixado. ‘Já Nem Ligo Mais’, um dos maiores destaques do álbum, começa com riffs pesados dignos dos melhores momentos dos anos 70, até cair em uma seção instrumental de improvisos espetaculares, aonde cada um dos músicos tem o seu espaço para tocar livremente.

Talvez seja impressão, mas é impossível não pensar em ritmos tipicamente brasileiros ditando o ritmo dessa vez em ‘Mandacarú’ (baião, talvez?), faixa bem cadenciada e até um tanto quanto soturna, com um solo de guitarra sensacional. ‘Zói D’Cobra’, em seguida, é uma ótima música mais puxada para o lado Stoner, com aquela batida certeira e riffs Sabbathicos mesclados à passagens que atingem um nível letárgico absurdo, assim como na arrastada ‘Tudo O Que Eu Quero’ (que solo é esse no final?). Encerrando o disco (são 50 minutos infelizmente muito curtos), a faixa que dá nome à banda e ao debut, ‘Massahara’ é um instrumental de sete minutos que caminha pelas mais diversas influências que o grupo agrega ao seu som próprio, desde as viagens do Rock Progressivo ao peso do Heavy Metal, passando pelo Blues e pela Psicodelia de forma quase que imperceptível.

O debut dos caras é um trabalho sem falhas: músicas equilibradas, produção na medida certa, composições técnicas e ao mesmo tempo de uma absorção fácil até para os ouvintes que não estão acostumados com esse tipo de som. A idéia de cantar em português é uma iniciativa muito bem vinda e combinou bastante com a sonoridade que eles adotaram aqui, criando mais uma característica bem próprio da banda já de cara.

Um dos álbuns mais interessantes e divertidos de 2011, fácil.

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