OSI – Fire Make Thunder (Resenha Rodrigo ‘Rroio’ Carvalho)


Resenha: Rodrigo ‘Rroio’ Carvalho

Nota: 

Banda: OSI
Disco: Fire Make Thunder
Ano: 2012
Selo: Metal Blade Records
Tipo: Estúdio

Faixas:
1. Cold Call
2. Guards
3. Indian Curse
4. Enemy Prayer
5. Wind Won’t Howl
6. Big Chief II
7. For Nothing
8. Invisible Men

Formação:
Kevin Moore – voz e teclados
Jim Matheos – guitarras e baixo
Gavin Harrison – bateria

Resenha:
Formado inicialmente como um projeto solo de Jim Matheos (que convidou Mike Portnoy e Kevin Moore para participar), o OSI (Office Of Strategic Influence – nome tirado de uma agência americana governamental destinada a “propaganda” na época da Guerra ao Terror) acabou se tornando uma banda colaborativa de estúdio entre o guitarrista do Fates Warning e o ex-tecladista do Dream Theater.

Com 3 álbuns e um EP na discografia (que já contou com participação de músicos como Sean Malone, Joey Vera, Steven Wilson, Tim Bowness e Mikael Åkerfeldt), eles chegam ao quarto trabalho Fire Make Thunder (2012), o segundo com o baterista Gavin Harrison, do Porcupine Tree, lançado pela Metal Blade no dia 27 de Março.

Após quase dois minutos de camadas atmosféricas e interferências, uma guitarra pesadíssima e simples serve de base para ‘Cold Call’ e os vocais praticamente sussurrados de Kevin Moore (impossível não imaginá-lo praticamente apoiado no pedestal). O clima da música é até interessante mas depois de um certo tempo chega a ficar maçante, afinal de contas, são sete minutos repetitivamente longos. Por sorte, ‘Guards’ vem logo em seguida e levanta o disco com suas passagens totalmente Prog-Metal-americano-anos-90: baixo grooveado, teclado altamente sintetizado e a voz distorcida. A melancólica balada ‘Indian Curse’, baseada em arranjos acústicos belíssimo (sopros de Riverside ou é impressão?), é mais um ponto alto do álbum, enquanto a instrumental (deveras longo, a propósito) ‘Enemy Prayer’ basicamente parece um conjunto de riffs sem letra que sobraram e eles juntaram, resultando em algo que lembra trilha sonora de jogos de luta ou aventura do Playstation (um).

Novamente apostando em um clima melancólico, a belíssima ‘Wind Won’t Howl’ tem uma interpretação praticamente catatônica (sim, isso foi uma referência à banda sueca) e consegue puxar o álbum de volta à superfície, e ‘Big Chief II”’consegue combinar de forma mais do que eficiente o andamento Prog Metal com efeitos eletrônicos, assim como a balada ‘For Nothing’, perfeitamente distorcida e com um forte toques de Pink Floyd em meio aos sons sintetizados (não entendo o sentido de programar uma bateria quando se tem Gavin Harrison na sua banda, mas tudo bem, o resultado ficou muito bom). A longa ‘Invisible Men’ aposta em diversas mudanças de andamento, dos efeitos eletrônicos até riffs típicos do estilo, explorando basicamente tudo o que o OSI se propõe a fazer neste álbum, de forma bem interessante: conseguiram soar diferentes combinando diversos elementos.

Apesar de resgatar um elemento ou outro (em vários momentos de forma bem nostálgica), o OSI conseguiu criar uma identidade bem peculiar dentro do Progressivo, apostando na inclusão de efeitos eletrônicos e uma interpretação bem melancólica (assim como as letras), que fogem um pouco do convencional e se aproximam em diversos momentos do Atmospheric e do Gothic Rock. Contudo, nem todos os resultados dessa equação têm resultados positivos (principalmente na fraca faixa de abertura e na dispensável instrumental), o que acaba pesando bastante em um disco curto como é Fire Make Thunder (2012).

Publicado originalmente no Progcast

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