OSI – Office Of Strategic Influence (Resenha Diego Camargo)


Resenha: Diego Camargo

Nota:  

Banda: OSI
Disco: Office Of Strategic Influence
Ano: 2003
Selo: InsideOut/SPV
Tipo: Estúdio

Faixas:
1. The New Math (What He Said) – 3′36
2. OSI – 3′48
3. When You’re Ready – 4′09
4. Horseshoes And B-52s – 4′18
5. Head – 5′17
6. Hello, Helicopter! – 3′44
7. ShutDOWN – 10′35
8. Dirt From A Holy Place – 5′10
9. Memory Daydreams Lapses – 5′56
10. Standby (Looks Like Rain) – 2′09

Formação:
Kevin Moore – voz e teclados
Jim Matheos – guitarras e teclados
Mike Portnoy – bateria
Sean Malone – baixos
Músico convidado:
Steven Wilson – voz na faixa 7

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

Resenha:
1. The New Math (What He Said)
Começamos bem! Várias narrações como jornais, ou então as comunicações como na Nasa e etc. Uma boa programação de sintetizador e riffs interessantíssimos. A banda descamba numa parte mais rápida, pra voltar com uma frase matadora, e vou lhes dizer uma coisa, não tenho palavras pra descrever o Portnoy tocando bateria! Simples assim. Uma excelente introdução.

2. OSI
Quase que se não tivesse acontecido nada a segunda faixa continua o riff, um puta clima no som desses caras, uma coisa Pink Floyd só que moderna. Os vocais de Kevin Moore calmos e melódicos são muito bons, enquanto a banda toma um tema grave (não pesado, tem diferença) o vocal canta num clima sombrio/calmo. No que seria o refrão a guitarra de Jim Matheos é um caso a parte, pesada e certeira. Kevin também sabe, e bem, como encaixar sons e ‘barulinhos’ pelas faixas. Final só com vocal, estupendo.

3. When You’re Ready
Interessante violão, e estranhamente os sons ‘eletrônicos’ encaixam muito bem no som. Outro destaque: Sean Malone, linhas de baixo e baixo stick (um estranho instrumento com 10 ou 12 cordas que utiliza a técnica do tapping, procuram no google que vocês vão entender) muito boas. Não diria que é uma balada porque eu estaria mentindo, mas é o mais perto que eles vão chegar (risos).

4. Horseshoes And B-52s
Baixo grave e todo quebrado junto da bateria. Até o teclado nessa faixa soa pesado. Uma linha de baixo insistente sem ser cansativa e guitarras ‘fantasmas’, a bateria? Nem falo nada. Um estranho som instrumental/experimental, e muito interessante, muito mesmo.

5. Head
Olha as programações por aqui novamente, e eu juro que nesse começo tem um pandeiro (risos). Mais uma vez bons vocais, quase falado, entre riffs gordos e pesadões, no fundo um som de cítara incessante (provavelmente uma programação). Na verdade um puta de um space rock viagem total. Só que relativamente mais pesado.

6. Hello, Helicopter!
Esse nome é engraçado, trocadilho inglês! Um bom violão acompanha o vocal. Muito boa seção de percussão. E uma melodia invejável, me lembrou até uma coisa meio indiana. As programações são sempre muito interessantes, junto com as narrativas.

7. ShutDOWN
Climática, indiana, misteriosa, enigmática, militar e mais um monte de coisas. Mas essencialmente pesada, não no sentido metal e sim no sentido emocional. Quem canta por aqui é Steven Wilson (Porcupine Tree), que tem uma excelente voz climática. O fato de a música ter praticamente uma única frase não influência em nada, é boa mesmo assim. Só depois da metade da faixa é que aparece mais letra na música, e o som vai ficando mais pesado e denso, parte da culpa é do baixo de Sean.

8. Dirt From A Holy Place
Depois de uma bela pancada da faixa anterior os ecos da voz de Steven ainda ficam no ar, e o teclado dá uma timbragem etérea, algumas programações, mais que interessante. Depois de uma introdução viagem, o baixo aparece com um belo de um riff junto do teclado e que guitarras meu amigo, pesadas e ‘maléficas’. Os caras são pesados sem serem, como pode?

9. Memory Daydreams Lapses
É incrível como as programações estão sempre presentes, em qualquer outro lugar a coisa ficaria chata, pedante. Não por aqui. Volta o vocal, eles tem vocal, mas ao mesmo tempo não tem, hora sim ora não. Ora psicodélico, ora space, ora pesado, ora melódico. Multifacetados.

10. Standby (Looks Like Rain)
Já na cola de Memory Daydream Lapses vem essa quase-balada, de andamento moderado, bateria tocada de uma maneira que me agrada muito, baixo marcado e um violão bacana. Uma maneira diferente de se acabar um disco.
A banda me surpreendeu, achei que era realmente uma banda de Metal Progressivo e praticamente instrumental, mas não. Uma mistura mais que interessante de sons.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s