Resenha: Pink Floyd – Animals (1977)


Resenha: Jefferson A. Nunes

Nota:  

Disco: Animals
Ano: 1977
Selo: Columbia

Faixas:
1. Pigs On The Wing (Part 1) – 1’25
2. Dogs – 17’04
3. Pigs (Three Different Ones) – 11’28
4. Sheep – 10’16
5. Pigs On The Wing (Part 2) – 1’25

Integrantes:
Roger Waters – voz e baixo
David Gilmour – voz e guitarras
Richard Wright – teclados e sintetizador
Nick Mason – bateria e percussão

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

Resenha:
1. Pigs On The Wing (Part 1)
Um disco perfeito do Floyd, meu preferido deles por sinal, embora muitos fãs da banda me considerem herege por gostar tanto dele. É um disco pouco lembrado, lançado entre dois clássicos, o Wish You Were Here (1975) e o “multi-platinado” The Wall (1979), e que na minha opinião deveria ser mais ouvido para ter seu tema dissecado e digerido de forma mais completa. Teve mais influência na guitarra de Gilmour, o que deu ao disco um tom diferente dos anteriores.

Para começar esse petardo, uma música violão/voz muito boa, cantada por Roger Waters, e com uma melodia fantástica. Uma faixa que Waters dedicou à sua mulher na época, Caroline, que diz que enquanto duas pessoas se amarem poderão se defender dos males do mundo, descritos nas próximas faixas. Uma bela introdução para um grande álbum.

2. Dogs
Bah, que música fantástica! Foi escrita para representar os homens de negócios megalomaníacos que, ao pensar só em lucros, acabam sendo engolidos pela própria ganância. Começa com uma linha de violão fantástica, logo depois acompanhada pela voz precisa de Gilmour. Vai evoluindo até que em 1:50 um belo solo de guitarra começa, com muita pegada. A segunda estrofe mostra toda a técnica vocal de Gilmour, realmente uma linha vocal bem interessante. Então, em 3:41 começam uma série de lick’s simples de guitarras oitavadas, realmente muito bonitos, e que param em 4:46, quando uma base belíssima de violão serve de base para uma ambientação de teclado voltada para gritos de cachorros.
Então, em 5:32 Gilmour volta solando, e faz um dos solos mais impressionantes que já vi, juntando pegada e técnica de forma harmoniosa e linda, mostrando muito bom gosto em cada nota tocada. Então, em 6:46 ele volta a cantar um trecho bem interessante, com uma base de guitarra que vai variando. O vocal segue até 7:59, quando a palavra Dogs fica sendo repetida e Wright faz uma linha incrível de teclado, uma ambientação fantástica que domina a faixa.
Ela evolui, até que em 11:38 a base de violão volta a aparecer, e um novo trecho é cantado. Então, em 13:25, novo solo de guitarra, que, assim como os anteriores, é fantástico, muito bonito e preciso. Por fim, uma última linha vocal encerra a forma de forma magistral.

3. Pigs (Three Different Ones)
Nome sugestivo, não? Pois é, essa faixa foi escrita para os políticos corruptos e os moralistas (com referências diretas à Margaret Thatcher e Mary Whitehouse). É ainda melhor que a anterior, e começa com uma linha de teclado bem interessante, acompanhada por uma linha de baixo incrível, logo depois sendo seguida pela entrada da guitarra de forma harmoniosa. A introdução segue até 1:08, quando Gilmour faz uma linha vocal F-A-N-T-Á-S-T-I-C-A, realmente muito interessante.
Então, em 4:12, uma linha de guitarra muito boa, numa melodia bem legal, que vai evoluindo, com guitarras sobrepostas, até que em 5:12 Gilmour começa uma linha de Talkbox que lembra muito o som de porcos, e que vai evoluindo até 7:09 o tema do início da faixa é repetido, e que traz em seguida mais uma estrofe.
É então que, em 9:37 começa um solo I-N-C-R-Í-V-E-L de guitarra, com mais agressividade e muuuita pegada, e que é acompanhado por uma linha de baixo que mostra toda a técnica de Waters nas quatro cordas. Vai evoluindo até o som ir diminuindo, dando a impressão de continuidade.

4. Sheep
Outra música excelente, feita para representar o povo ignorante que segue cegamente líderes corruptos. Tem uma introdução muito interessante, com uma linha suave de teclado que vai crescendo acompanhada pelo baixo. A bateria entra em 1:32, logo depois trazendo a guitarra e um vocal muito interessante. É mais pesada que as anteriores, com uma guitarra muito bem executada.
Para em 3:47, quando o baixo fica fazendo a base para uma ambientação de teclado com acordes de guitarra tocados ao acaso. O eco da palavra Dogs volta brevemente, unindo essa faixa à segunda do disco. A bateria entra em 4:33, e Wright realiza um solo simples mais muito bom de teclado. Então tudo para novamente , e em 5:38 um solo de teclado muito macabro começa, com uma linha de baixo ao fundo que me lembrou bastante a música ‘One Of These Days’ do disco Meddle (1971). Então, subitamente o vocal volta em 7:09, e é seguido no trecho final por uma linha de guitarra fantástica, acompanhada pelos demais instrumentos, e que, como a anterior, vai abaixando o som aos poucos, dando espaço para sons de pássaros nos segundo finais.

5. Pigs On The Wing (Part 2)
Foi construída no mesmo molde da primeira faixa (violão/voz), e encerra de forma impressionante esse álbum impecável.

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