Resenha: Pink Floyd – Atom Heart Mother (1970)


Resenha: Jefferson A. Nunes

Nota:  

Disco: Atom Heart Mother
Ano: 1970
Selo: Harvest

Faixas:
1. Atom Heart Mother – 23’51
a) Father’s Shout
b) Breast Milky
c) Mother Fore
d) Funky Dung
e) Mind Your Throats Please
f) Remergence
2. If – 4’24
3. Summer ’68 – 5’26
4. Fat Old Sun – 5’17
5. Alan’s Psychedelic Breakfast – 12’56
a) Rise And Shine
b) Sunny Side Up
c) Morning Glory

Integrantes:
Roger Waters – voz e baixo
David Gilmour – voz e guitarras
Richard Wright – voz e teclados
Nick Mason – bateria

Músico convidado:
Ron Geesin – orquestrações
John Aldiss Choir – vocais

Resenha:
1. Atom Heart Mother
a) Father’s Shout
Primeiro do Floyd com a participação de uma orquestra, o disco inicia com uma música incrível. Na verdade, ‘Atom Heart Mother’ é a junção de várias músicas instrumentais tocadas pelo Floyd nos shows dessa época, mas com detalhes a mais.
Começa com sons dos metais da orquestra crescendo de forma confusa e a princípio sem nexo. Então, em 1:26 começa o riff principal da música, já com a banda inteira. Mais sons “estranhos” feitos pelos metais acompanhados pelo som de uma hélice de avião e em seguida o riff se repete.

b) Breast Milky
Começa com uma série de riffs feitos pelo baixo, acompanhados por uma linha de teclado perfeita de Richard Wright e por violoncelos e violinos ao fundo. Então David Gilmour começa a fazer um solo de incrível beleza, um dos mais bonitos de sua carreira. Suave e simples, traduz a essência da música.

c) Mother Fore
Aos 5:25, o solo de Gilmour cessa subitamente, e, em cima da base feita por Wright e Roger Waters, vozes operísticas começam a vocalizar sem letra, num ato musical que vai evoluindo e incorporando elementos de percussão, até um clímax musical bastante intenso. As vozes e a banda cessam de forma suave, deixando apenas o som do teclado de Wright“segurando” a música.

d) Funky Dung
O baterista Nick Mason e Waters incorporam uma melodia bastante calma ao som do teclado de Wright, que serve de base para um dos melhores solos de Gilmour, com MUUUUITA pegada. Realmente o ponto alto da música, onde o som fala com nossa alma. Lindo!
O solo cessa, e vozes parecidas como a da parte anterior fazem uma vocalização bastante interessante, onde é possível ouvir palavras como Tea, toast, coffee, yeah! Sa sa sa sa sausage, rrrrroast beef” (“Chá, torradas, café, yeah! Sa sa sa salsicha, rosbife!)
Ao final da vocalização parte do tema um é repetido, o que dá origem à próxima parte.

e) Mind Your Throats, Please
Parte mais estranha da música, mostra uma série de ruídos, barulhos e sons agudos, acompanhados em certos trechos pelos instrumentos de metal da orquestra tocando de forma estranha e fora do ritmo. O som sobe até uma grande explosão acontecer e os ruídos cessarem. Então, aos 17:56, a última parte começa.

f) Remergence
Pode-se dizer que é um “resumo” dos temas apresentados na composição, mas com diferenças marcantes, como o fundo de baixo, bateria, guitarra e teclado em ritmo alucinado, até que uma voz (não sei de quem) grita “Silence In the Studio!” e o tema da música reinicia. A seguir, a segunda parte, Breast Milky volta com tudo, mas dessa vez com um solo de guitarra mais presente, quase agressivo mesmo.
Ao fim do solo, para finalizar a composição, todos os instrumentos começam a tocar em conjunto, acompanhados pelo coral, e o som cresce até atingir intensidade máxima. Por fim, um acorde longo tocado por todos os instrumentos (com mais ênfase aos metais) encerra essa épica canção.

2. If
Uma música mais depressiva, que se resume a uma linha de baixo e teclado e a voz de Waters cantando de forma suave. Tem algumas notas suaves tocadas com uma guitarra slide ao fundo.

3. Summer ‘68
Inicia com uma bela linha de piano, seguida por um vocal suave. Em 1:15, a banda (e a orquestra) entra acompanhando o piano. Um trompete faz então um belo solo, pequeno mas de impacto. Em 3:54 o som cessa e David Gilmour segura a base num violão. Então o piano retorna, e mais uma parte é cantada. Termina de forma majestosa, com um acorde da orquestra.

4. Fat Old Sun
Inicia com uma bela base de violão, acompanhada pela voz de Gilmour cantando de forma suave. Lembra bastante a vida no campo, e, aos 3:16 um belo solo de guitarra começa a ser executado, com bastante pegada, mas com simplicidade. O solo vai evoluindo junto com a banda, até o som ir esmaecendo aos poucos. Ao vivo era bastante ampliada, até mais de 14 minutos, em uma bela Jam que contava com outras músicas da banda.

5. Alan’s Psychedelic Breakfast
a) Rise And Shine

Inicia com barulhos de peças metálicas e plásticas, e a voz de Alan decidindo o que fazer na cozinha. Então em 1:03, a banda entra em cena com um órgão (e um piano) bateria suave, guitarra slide e baixo tocando de forma tranqüila uma bela linha melódica.

b) Sunny Side Up
Tocada inteiramente por Gilmour (com sons de Alan ao fundo) resume-se a linhas melódicas feitas por três violões. Muito bonita, na minha opinião é o ponto alto da composição.

c) Morning Glory
Tocada por toda a banda, é menos suave que a primeira parte, mas mantém a mesma linha bonita e simples do resto da composição. Vai evoluindo e crescendo até 11:46, quando ficam apenas sons de Alan mexendo e falando na cozinha.

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