Rush – Snakes & Arrows (Resenha Diego Camargo)


Resenha: Diego Camargo

Nota: 

Banda: Rush
Disco:
Snakes & Arrows
Ano: 2007
Selo: Atlantic
Tipo: Estúdio

Faixas:
1. Far Cry – 5’21
2. Armor And Sword – 6’36
3. Workin’ Them Angels – 4’47
4. The Larger Bowl – 4’07
5. Spindrift – 5’24
6. The Main Monkey Business – 6’01
7. The Way The Wind Blows – 6’28
8. Hope – 2’02
9. Faithless – 5’31
10. Bravest Face – 5’12
11. Good News First – 4’51
12. Malignant Narcissism – 2’17
13. We Hold On – 4’13

Integrantes:
Geddy Lee – voz/baixo/violão/Mellotron e pedais Taurus
Alex Lifeson – guitarras de 6 e 12 cordas/violão/bandolim/bouzouki e vocais
Neil Peart – bateria e percussão

Músico convidado:
Ben Mink – Cordas na faixa 9

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

Resenha:
Há alguns meses atrás (no ano de 2007) tinha ouvido o single do disco novo, ‘Far Cry’, e a minha surpresa foi das melhores, depois de um disco de covers, Feedback (2004) (que por sinal é ótimo), e várias compilações e discos ao vivo, quebrando sua história de gravar um disco ao vivo a cada 4 de estúdio, a banda volta a ativa com Snakes & Arrows (2007), e como volta bem. E gravado em apenas dois meses em Nova Iorque, nos meses de Novembro e Dezembro de 2006.

Fiz questão de não baixar da internet e esperar que os preços acalmassem um pouco até comprá-lo, e não me arrependi, disco de altíssimo nível. A linha de Vapor Trails (2002) está lá, principalmente no que se refere às guitarras mais pesadas em certas partes, o que é muito bom, já que ele também é um ótimo disco.
Nesse disco Geddy volta a tocar algumas partes com os teclados, mesmo que ainda tímido, o que não tinha acontecido em Vapor Trails (2002). Espero que no próximo ele volte com os teclados com mais força.

O Encarte do disco é simplesmente genial, Hugh Syme que trabalha com a banda desde 1975 faz um trabalho genial em suas ilustrações.

No que se refere às músicas temos destaques até dizer chega, ouçam atentamente a faixa de abertura ‘Far Cry’, que é forte e impõe a assinatura Rush de qualidade. ‘Workin’ Them Angel’ a terceira é uma semi-balada existencialista com ótima linha de baixo e melodia soberba.
‘The Larger Bowl’ tem uma pegada acústica, o que é um lado pouco explorado do Rush, infelizmente.
O disco também tem 3 faixas instrumentais, o que há tempos não acontecia, mas ao contrário da maioria das bandas que tem seus temas instrumentais extremamente chatos (sim eu não gosto de música instrumental, salvo raríssimas exceções) a banda sempre conseguiu compor faixas instrumentais de uma maneira que pudéssemos cantar toda a melodia junto.
Nesse disco temos ‘The Main Monkey Business’ com sua pegada oriental, ‘Hope’, uma peça solo de Alex ao violão (soberba) e ‘Malignant Narcissism’ com uma da linhas de baixo mais animais do mundo.

‘Bravest Face’ é outro destaque.
‘Good News Firs’t é uma paulada.
E pra terminar em grande estilo ‘We Hold On’.

Vale a aquisição e muito, é sempre muito bom ver bandas como o Rush, que envelhecem com toda a dignidade do mundo.

Nos anos 70, 80,90 e apesar de sumidos nos 00, também, que venham mais 30 anos pra essa banda gigante e sensacional.


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