Slivovitz – Hubris (Resenha Rodrigo “Rroio” Carvalho)


Resenha: Rodrigo “Rroio” Carvalho

Nota: 

Banda: Slivovitz
Disco: Hubris
Ano: 2009
Selo: Moonjune Records
Tipo: Estúdio

Faixas:
1. Zorn A Surriento – 4’49
2. Caldo Bagno – 7’31
3. Mangiare – 5’40
4. Errore Di Parallasse – 5’58
5. Né Carne – 4’02
6. Né Pesce – 4’32
7. Dammi Un Besh O – 6’13
8. CO2 (3:57)
9. Sono Tranquillo Eppure Spesso Strillo – 4’44
10. Canguri In 5 – 8’45
11. Tilde – 8’53
12. Sig. M Rapito Dal Vento – 5’47

Formação:
Domenico Angarano – baixos
Stefano Costanzo – bateria e percussão
Marcello Giannini – guitarras e violões
Ludovica Manzo – vocais
Derek Di Perri – harmônica
Pietro Santangelo – saxofones e vocais
Riccardo Villari – violino

Músicos convidados:
Giovanni Imparato / percussions and vocals (Caldo Bagno)
Marco Pezzenati / vibraphone (Mangiare)
Ugo Santangelo / Acoustic Guitar (CO2)

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

Resenha:
Formado em 2001 na Itália, o Slivovitz é uma banda que se propõe a evoluir, mudar, crescer e tornar cada vez mais dinâmico o seu Jazz/Fusion Rock com pitadas étnicas. Tendo participado de diversos festivais na Europa, a banda já conta com três álbuns no seu currículo: Slivovitz (2006), Hubris (2009) e o mais recente, Bani Ahead (2011), lançado no final do ano passado.

O baixo climático de Domenico Angarano abre o disco com uma ótima linha que serve de base para a dobradinha de sax com a vocalista Ludovica Manzo e para os improvisos inspirados nos sopros de Pietro Santangelo. Mantendo o clima bem hipnótico, as percussões quase ritualísticas ditam o ritmo em ‘Caldo Bagno’, uma verdadeira viagem durante sete minutos, indo da mais completa tranqüilidade a jam frenética em questão de segundos, enquanto ‘Mangiare’ chega quase a assombrar, investindo em notas nada casuais e efeitos sonoros sinistros, trazendo boas doses cacofônicas aqui. ‘Errore Di Parallasse’, por outro lado, segue uma estrutura um pouco mais convencional, chegando a lembrar em alguns momentos o bom Prog setentista, em particular aqueles que flertavam forte com Jazz e Fusion, assim como a dobradinha ‘Né Carne’ e ‘Né Pesce’, a primeira digna de um bar esfumaceado, enquanto a segunda soa como um improviso ao vivo dos mais inspirados (trabalho espetacular de Santangelo, novamente).

‘Dammi Um Besh O’ aposta em ritmos quase dançantes e é impossível não se sentir transportados para alguma festa de rua italiana, com músicos tocando ao ar livre, de forma espontânea, despojada, sem perder a mão dos improvisos por um segundo sequer, o mesmo que acontece na bonita balada ‘CO2’, predominantemente acústica e um momento bem mais tranqüilo do álbum. A faixa ‘Sono Tranquillo Eppure Spesso Strillo’ é a única com vocais e letras propriamente ditas (muito interessantes, por sinal), em um ritmo freneticamente funkeado, daqueles impossíveis de não acompanhar o ritmo (a dobradinha de guitarra e baixo são inacreditáveis) e de longe a melhor faixa do trabalho. Como bônus, Hubris (2009) traz três músicas antigas completamente remasterizadas: ‘Sig. M Rapito Dal Vento’ , ‘Canguri In 5’ e ‘Tilde’. A qualidade da gravação tem uma diferença notável, mas não tira a qualidade das músicas de forma alguma, em especial a primeira, conduzida praticamente inteira nos arranjos de violão e instrumentos de sopro.

Um disco interessantíssimo para quem gosta de um bom disco instrumental com aquele toque que só os italianos conseguem dar à música (principalmente tratando-se de Progressivo e vertentes adjacentes), de forma bem dinâmica, com destaque absoluto para as linhas de baixo e sax, que roubam a cena a cada instante.

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