Yes – Symphonic Live [Áudio] (Resenha Diego Camargo)


Resenha: Diego Camargo

Nota: 

Banda: Yes
Disco: Symphonic Live (Versão CD lançada em 2009)
Ano: 2002
Selo: Eagle
Tipo: Ao Vivo

Faixas:
Disco 1
1. Intro (Give Love Each Day) – 2’52
2. Close To The Edge – 20’29
3. Long Distance Runaround – 5’43
4. Don’t Go – 5’55
5. In The Presence Of – 12’25
6. The Gates Of Delirium – 24’11
7. Steve Howe Guitar Solo – 7’19
– Lute Concerto In D Major, 2nd Movement
– Mood For A Day
Disco 2
1. Starship Trooper – 13’18
2. Magnification – 8’15
3. And You And I – 12’51
4. Ritual – 29’54
5. I’ve Seen All Good People – 9’05
6. Owner Of A Lonely Heart – 5’50
7. Roundabout – 7’48

Formação:
Jon Anderson – voz e percussão
Steve Howe – guitarras/violões e vocais
Chris Squire – baixo e vocais
Alan White – bateria, percussão e teclado (5)
Músicos convidados:
Tom Brislin – teclados e vocais
Wilhelm Keitel – maestro
+ orquestra sinfônica

Resenha:
Eu não gosto muito de discos ao vivo, mas eu acho bacana os bootlegs. Essa resenha é baseada na versão em CD que foi lançada em 2009, o DVD foi lançado em 2002. A orquestra deu um toque sensacional a música do Yes. As garotas souberam o que fazer, isso mesmo garotas, a orquestra era composta 95% só por mulheres. Nada bobos os senhores não?! (risos)

Disco 1
1. Overture (Give Love Each Day)
Introdução (obviamente saida dos falantes da casa de show) das melhores, me lembra um pouco o disco solo de Chris SquireFish Out Of Water (1975) onde quase todas as canções são orquestradas.

2. Close To The Edge
O épico começa já botando pra quebrar, o que é Steve Howe na guitarra? Não há resposta, só bocas abertas. Uma introdução longa e baixo tomando à frente e quebrando tudo, quando os vocais entram é só pra deixar a canção mais irresistível ainda.
O refrão de ‘Close To The Edge’ é daqueles que não há como não cantar junto ‘I get up…..’, emocionante. Lá pela metade da música temos um solo de baixo divino acompanhado pelos teclados de Tom Brislin (esse garoto é bom, muito bom), e as guitarras de Steve. Os vários vocais da sequência só deixam a coisa mais legal ainda.
Depois dos versos temos uma das loucuras do Yes, com uns timbres de teclados divinos, pra que em seguida ‘o som dos anjos’ volte a dominar. Teclados típicos a la Rick Wakeman (já que foram compostos originalmente por ele), pra que a parte final e magistral nos leve além. A voz de Jon é algo a ser estudado (risos). ‘I get up, I get down’

3. Long Distance Runaround
Depois da introdução maravilhosa da orquestra (que diferença eles fizeram), vem o famoso riff de ‘Long Distance Runaround’, quebrado e sem igual, repito e repetirei eternamente, Chris Squire é divino!
É sempre bom ouvir Jon falando, é diferente dos demais rockstars, pra quem entende um pouco de inglês vai ver o quão bicho-grilo Jon é! (risos)

4. Don’t Go
Música do então disco mais novo da banda, Magnification (2001). Depois de uma introdução vocal soberba, começa a canção, que a princípio é pop, mas dos bons. O engraçado é que Chris  usa um baixo Fender nessa música (e todos sabem que ele nunca troca o Rickenbacker dele desde 1967).
Depois de uma parte com Jon cantando em um megafone a coisa fica um pouco mais forte, volta o verso, os vocais, teclados bem legais, em resumo uma novo milênio não tirou o talento dos caras.

5. In The Presence Of
Começa com Alan White tocando teclado e Jon explicando o porque disso, e me lembra o que Neal Morse está fazendo hoje, cantando com um pé no paraíso, com o que as pessoas chamam de Deus.
Logo em seguida entra o baixo numa introdução um tanto estranha, e os backing vocals de Chris, (marca registrada da banda). A canção é linda, ainda mais com a valorização da orquestra. Os vocais em eco, timbres elegantes, o Yes enfim.

6. The Gates Of Delirium
A orquestra deu nova cor pra faixa, novos ares, combinando com os teclados.
Linda melodia vocal, como tudo que Jon fez e faz, junto com Chris Squire, claro. A vontade com que Jon Anderson canta essa música é algo que devo elogiar e admirar, isso chama-se paixão, paixão pela música e pelas coisas que acontecem, a esperança de sempre seguir em frente.
Confusão de instrumentos, a época do Relayer (1974), de onde essa música é originalmente, no Yes tinha muito disso.
É difícil traduzir em palavras canções tão fortes e complexas como essa com mais de 25 minutos, só ouvindo mesmo. Aplausos de pé para a banda.

7. Steve Howe Guitar Solo:
– Lute Concerto In D Major, 2nd Movement
– Mood For A Day
Steve Howe, poucos lembram desse nome quando se fala em guitarristas, pois o que vos digo é: Que injustiça!
Nessa peça ele mostra a que veio no violão, renascentismo e lirismo, clássico, erudito e rock n roll. Grande!

Disco 2
1. Starship Trooper
Se tem uma música pela qual eu acho que o Yes deveria ser lembrado é esta (depois dessa só ‘Roundabout’ mesmo).
Da fase áurea da banda, faz parte do disco The Yes Album (1971), este disco foi um marco sonoramente falando, já quem 71 poucas as bandas progs arriscavam tanto. E a sonoridade de ‘Starship Trooper’ consolidou isso.
A parte folk da canção nos brinda com lirismo e grandeza. A parte final da canção é um instrumental sem igual, com destaque total para o solo de sintetizador do ‘convidado’ Tom.
Obra-prima!

2. Magnification
Canção do disco homônimo, e mais uma vez mostrando que eles ainda mandam muito bem, o até então último disco de músicas inéditas da banda tem algumas pérolas.
Digna dos 70’s a canção encarna muitos elementos de várias décadas (das quais a banda passou) 60, 70, 80, 00… O Yes é imortal.

3. And You And I
Os agradecimentos hilários de Jon. Essa é um atestado de amor de Jon Anderson para a sua mulher Jane.
Harmônicos inciam a canção, e a introdução de violão é simplesmente genial. Não há como não se perder nela.
Baixo grave até não poder mais e marcando com a bateria, sintetizadores pontuam a canção com o violão eterno marcando toda a batida. Lindo a parte ainda mais acústica da banda.

4. Ritual
Como o próprio nome já diz, simplesmente um ritual, pouco menos de 30 minutos falam bem mais do que eu. Da fase ‘complicada’ da banda, do disco Tales From Topographic Oceans (1973).

5. I’ve Seen All Good People
Esse é o marco zero! Foi a 1ª vez que ouvi Yes na minha vida, madrugada de 1999, numa dessas noites em que eu tentava dormir e de repente na rádio KissFM toca essa maravilha. Fiquei de queixo caído quando ouvi os vocais e o que na época eu achava que era uma viola caipira (hoje eu sei que é um alaúde, risos).
Aqueles timbres de teclados, e nessa ocasião misturaram ‘Give Peace A Chance’ no refrão vocal, ficou muito legal. A 2ª parte da canção é um riff divino pra que cantem eternamente e bem que poderiam. É um refrã muito cativante, dá realmente vontade de cantar junto, e foi o que a platéia fez, difícil isso num show do Yes, teve até o pessoal batendo palmas e tudo.
Banda altamente ovacionada.

6. Owner Of A Lonely Heart
Única representante dos anos 80 no show. Esse riff é mundialmente conhecido.
Aqui estamos de frente com uma música pop bem construída, só acho que algo do Big Generator (1987) também deveria ser colocada no repertório deles (eu adoro esse disco).

7. Roundabout
Se existe uma linha de baixo perfeita, é essa! E essa introdução nova que o Steve Howe bolou é genial.
No vídeo a galera da orquestra vem pra frente do palco junto com o pessoal da banda e fica dançando e cantando junto com eles, é genial e visível a felicidade de todo mundo.
Uma ótima versão de uma (talvez a) música mais genial de todos os tempos. As quebras de tempo da música, a atmosfera que ela gera, tudo.

Recomendo a compra desse DVD/CD que foi relançado em 2009.

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