As Mais Longas Faixas Do Rock Progressivo – Parte 4 (Por Diego Camargo)


Por Diego Camargo

Links de referência:
– Post Explicativo: AQUI
– Prelúdio: AQUI
– Parte 1: AQUI
– Parte 2: AQUI
– Parte 3: AQUI
– Parte 4: AQUI
– Grand Finale: AQUI

Chegamos finalmente ao top10!

#10
Quem: Ashra
Onde: The Making Of
Faixa: Paradise Express
Quando: 2002
Relógio: 46’09
História pra boi dormir: Vide #18 na parte 3 AQUI!
Não satisfeitos com ‘Pas De Trois’ e seus 39’12 o Ashra ainda tem nesse álbum triplo a faixa que leva o #10 da nossa lista ‘Paradise Express’ com 46’09. Dobradinha alemã (mas não era chucrute?!?)!

(Não encontrei no Youtube nem no Grooveshark, essa é a versão original de 1979)
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#09
Quem: Jean Michel Jarre
Onde: Waiting For Cousteau
Faixa: Waiting For Cousteau
Quando: 1990
Relógio: 46’53
História pra boi dormir: Esse francês vem da família do Progressivo Eletrônico, e como eu disse no nosso Prelúdio, artistas como ele entrariam se a música fizesse sentido, não pura improvisação, pois bem, Jean Michel é um ótimo compositor, vide discos como Oxygène (1976) e Equinoxe (1978), só por favor não escutem o seu primeiro disco, Deserted Palace (1972), lastimável é pouco!
Passada a euforia Progger dos anos 70 Jean Michel adentrou os anos 80 com um trunfo na manga, já que o Eletrônico não era tão mal visto e já que a música Ambiente estava começando a crescer em popularidade.
Os anos 90 iniciaram com força total para esse francês, que influenciado pelas peripécias marítimas de Jean-Michel Cousteau (vai pro Google meu filho) resolveu prestar homenagem a ele no disco com a faixa de número 9 da nossa lista!


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#08
Quem: Al-Bird
Onde: Sodom & Gomorra XXI
Faixa: Sodom & Gomorra XXI
Quando: 2002
Relógio: 49’57
História pra boi dormir: Al-Bird? Você certamente irá se perguntar. É árabe? Provavelmente será sua segunda pergunta. Uzbequistão responde? Não!?! Então que tal X Religion? Também não? Ai fica complicado. (risos)
Sim, eu sei, falar sobre Dante, Sodoma & Gomorra, Buda, Eclipses Lunares, etc, são assunto batidos. Mas cá entre nós? Vocês todos tem que dar o braço a torcer, um disco que tem o sufixo de ‘Progressive Symphonic Poem’ e que é tocado por Альберт Халмурзаев (voz e teclados), Виталий Меньшиков (baixo) e Валеры Воробьев (bateria) é Prog pra cacete (mais risos).
Foi lançado pela nossa parceira Musea e ainda pode ser comprado AQUI.

(Não encontrei no Youtube nem no Grooveshark)
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#07
Quem: Family Free Rock
Onde: A Day Of Wrath
Faixa: A Day Of Wrath
Quando: 2008
Relógio: 52’01
História pra boi dormir: Nosso segundo participante brasileiro é o Family Free Rock, comandados pelo vocalista e guitarrista Valdir Zamba (que já esteve em bandas como Tarkus e Lei Seca), o Family Free Rock presta homenagem ao hors concours das faixas longas, o esloveno radicado na Itália, Mr. Doctor, que com seu Devil Doll ultrapassou todos os limites. Mais sobre o Devil Doll em nosso Finale.
Valdir é fã assumido do trabalho do Devil Doll e assumiu essa empreitada, fazer um álbum nos mesmos moldes. Surge então em 2008, de forma totalmente independente o disco A Day Of Wrath (2008) que cumpre com louvor o que pretendia, pagar tributo ao projeto nunca lançado da banda de Mr. Doctor estão aqui! Pra 2012 o grupo promete outro disco com uma única faixa, é esperar pra ver!
O disco/faixa pode ser baixado gratuitamente no site da banda, assim como todos os outros discos, NESSE LINK.

(Não encontrei no Youtube, mas pode ser ouvida na íntegra AQUI)
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#06
Quem: Galleon
Onde: From Land To Ocean
Faixa: The Ocean
Quando: 2003
Relógio: 52’05
História pra boi dormir: Eu sei que isso já está repetitivo, mas nada posso fazer, mais uma banda da Suécia. O Galleon iniciou suas atividades em 1985 e como todos de sua era, tocavam o famigerado Neo Prog. Com o passar dos anos a banda foi aderindo o movimento mais roqueiro do Prog, mantendo sua essência Neo Prog e Sinfônica.
From Land To Ocean (2003) é o 7º disco da banda demorou 3 anos pra ser gravado e é duplo! O disco 2 traz uma única composição, a épica ‘The Ocean’ e assim o Galeon fica com o nosso 6º lugar.


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#05
Quem: Thence
Onde: These Stones Cry From The Earth
Faixa: These Stones Cry From The Earth
Quando: 2011
Relógio: 57’09
História pra boi dormir: O mais recente lançamento da lista vem da Finlândia e joga no time do Metal Progressivo, mas num sub-gênero que eles chamam de Metal Progressivo Atmosférico. Bichisses a parte o grupo bebe em fontes como Anathema da época do disco Judgement (1999) e Katatonia (essa não é do mundo Prog) da época do disco Discouraged Ones (1998). O grupo na verdade resume-se a uma dupla, Juha Sirkkiä (voz, guitarras, baixo e teclados) e Erno Räsänen (bateria e guitarra de 12 cordas). Segundo eles mesmos, a intenção nunca foi lançar um disco com apenas uma faixa, mas conforme as faixas eram compostas eles sentiram que esse era o caminho, e dá-lhe quase uma hora de som.


(Não encontrei completa nem no Youtube, nem no Grooveshark)
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#04
Quem: The Flower Kings
Onde: Flower Power – A Journey To The Hiden Corners Of Your Mind
Faixa: Garden Of Dreams
Quando: 1999
Relógio: 59’57
História pra boi dormir: O nosso 4º colocado aparece novamente na lista. Em 1999 o The Flower Kings navegou em águas profundas e todo o lado hippie e melódico do gênio (esse sim é gênio, de verdade) Roine Stolt veio a tona em ‘Garden Of Dreams’, ainda por cima, o disco é duplo!
Sem contar que, tem coisa mais Prog que chamar o seu disco de ‘A Força Da Flor – Uma Jornada Pelos Cantos Sombrios Da Sua Mente’???


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#03
Quem: Mike Oldfield
Onde: Amarok
Faixa: Amarok
Quando: 1990
Relógio: 60’02
História pra boi dormir: Mike Oldfield é um daqueles gênios problemáticos e reclusos. Em 1973 gravou o seu primeiro disco, o multiplatinado, premiado e aclamado Tubular Bells (1973) onde toca todos os instrumentos. Em entrevista a BBC certa vez ele falou sobre o episódio: “Era uma tortura pra mim tentar explicar para um outro músico o que eu queria que ele fizesse, ainda mais podendo eu mesmo fazer. Eu estava gravando no famoso Abbey Road e fiquei sabendo que Paul McCartney estava no estúdio ao lado gravando todos os instrumentos em uma música. Conversando com os técnicos descobri que com a tecnologia do estúdio eu poderia gravar todos os instrumentos eu mesmo, com overdubs.” Isso rendeu ao cara um disco conceitual com uma faixa em cada lado e uma gorda conta bancária, ele nunca fez um show desse disco e nem deu entrevistas, ele explica: “O disco já era um sucesso enorme, qual diferença faria eu dar 30 mil entrevistas e fazer turnês?” Faz sentido!
Contam as más línguas que Amarok (1990), foi uma piada contra sua gravadora na época, a Virgin. Conta a história que Mike ainda devia um disco a gravadora de acordo com seu contrato, mas ele não queria mais fazer parte do cast da Virgin. Como não podia fazer nada, resolveu lançar o disco assim mesmo, mas um nada comercial. Com apenas uma faixa de uma hora. A história não pode ser confirmada e não me parece real, já que seu disco seguinte Heaven’s Open (1991) também saiu pela Virgin.
Na contracapa de Amarok (1990) lêmos “AVISO: Este disco pode ser perigoso para a saúde do tecido auricular de idiotas. Se você sofre dessa doença, consulte seu médico imediatamente.” Ele deveria ter ganho um Grammy só por isso! De qualquer maneira Amarok (1990) é um baita disco interessante e leva o nosso top 3.
Em tempo, ao que me parece Mike Oldfield sempre sentiu falta do sucesso inicial de sua carreira, já que lançou: Tubular Bells II (1992), Tubular Bells III (1998), Tubular Bells 2003 (2003) e Tubular Bells, Part 1 [Piano Ensemble] (2008). Alguém diz pro Mike que como eu expliquei no #25, nada de parte 3, isso é ser pretensioso! (risos).


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#02
Quem: Green Carnation
Onde: Light Of Day, Day Of Darkness
Faixa: Light Of Day, Day Of Darkness
Quando: 2001
Relógio: 60’06
História pra boi dormir: A banda/disco que deu início a essa Epopeia! Como expliquei no post de apresentação da matéria (AQUI), essa lista surgiu de uma discussão a partir do post de nº 75 do Progcast, no qual o grupo Norueguês Green Carnation era o tema (ouça o episódio e leia os comentários AQUI), então resolvi pesquisar um pouco mais (bem mais) pra fazer uma lista final em uma matéria especial para o Progshine, que é essa que vocês agora lêem.


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#01
Quem: Fantômas
Onde: Delìrivm Còrdia
Faixa: Surgical Sound Specimens From The Museum Of Skin
Quando: 2004
Relógio: 74’18
História pra boi dormir: Uma experiência extra-corporal, como diria o Pipodélica em seu disco Simetria Radial (2003)!
Mike Patton (aquele do Faith No More) era/é o cara dos projetos. Um freak (alô pessoal do Progcast) de nascença! Quando ele assumiu os vocais no Faith No More em 1988 com apenas 20 anos ele já tinha o Mr. Bungle, que já é bem estranho. Mas não se enganem, ainda tem mais: Weird Little Boy em 1998, Tomahawk em 1999, Maldoror em 1999, Peeping Tom em 2000, Lovage em 2001 e Hemophiliac em 2002.
No meio de tudo isso estava o Fantômas, formado em 1998 só com feras, um supergrupo dos alternativos freaks. Em sua formação além de Patton (vocais e todo tipo de som humanamente possível) estavam também Buzz Osbourne (guitarra) do Melvins, Trevor Dunn (baixo) do também do Melvins e Dave Lombardo (bateria) do Slayer e Testament.
Nascido de uma ideia maluca de Mike Patton que escreveu e gravou um disco vocal e mandou ele para vários músicos adicionarem suas partes como quisessem (no disco Amenaza El Mundo (1999) ou simplesmente Fantômas), o grupo ganhou formação fixa como descrito acima no segundo disco The Director’s Cut (2001) que nada mais é do que músicas famosas do cinema elevadas a bizzarices que ora são bacanas ora são irreconhecíveis.
Delìrium Còrdia (2004) não é apenas um disco, é uma experiência, que se não ouvida com total atenção nos seus fones de ouvido se torna pedante, mas que se você entrar no mundo criado, é absurdamente incômoda (num bom sentido).
‘Surgical Sound Specimens From The Museum Of Skin’ se passa em um corredor de hospital e trata de uma cirurgia, é como se vocês estivesse em um O Iluminado de Kubrick em formato médico.
Pela primeira vez em minha vida senti medo ouvindo música, nem mesmo toda a papagaiada do Black Metal dá medo como aqui. Ouça a noite com todas as luzes apagadas e entenderá.
Muitos vão dizer que essa primeira posição é fraude, já que o disco roda com 55 minutos e a partir daí (ALERTA! SPOILERS) o ‘personagem’ morre, e o que temos é o pós-vida. Pra mim, 20 minutos não são nada se levarmos em conta a morte!


(Ouça na íntegra no Grooveshark AQUI)
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Bom, é isso! Espero que todos tenham gostado, agradeço demais os comentários e espero que tenha apresentado coisas ‘novas’ a todos!

Como Grand Finale temos alguns grupos e discos extras, incluindo o Hors Concours das faixas longas! Clique AQUI e boa leitura.

6 comentários em “As Mais Longas Faixas Do Rock Progressivo – Parte 4 (Por Diego Camargo)”

    1. Existe também a The Whirlwind do Transatlantic que, teoricamente, é uma única música dividida em pequenas partes (assim como todos os épicos). Totalizando 78 minutos!

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