Discografia Comentada: The Alan Parsons Project (Por Diego Camargo)


The Alan Parsons Project: Alan Parsons (esq) e Eric Woolfson (dir)

Por Diego Camargo

Pra poder falar do The Alan Parsons Project e de sua discografia sou obrigado a voltar no tempo para a época em que conheci a banda, não tenho como explicar um pouco sobre eles sem falar sobre isso, então é: Senta que lá vem a história…

Conheci a banda em 2000, na época eu tinha 15 anos e tinha recém me mudado de Santa Catarina para São Paulo, estava altamente curioso com música, cada dia mais, e um dos baratos de São Paulo era ir para o Centro da cidade e me perder nos sebos durante o sábado inteiro.

Numa dessas incursões pelo mundo do LP eis que encontro o Tales Of Mystery And Imagination Of Edgar Allan Poe (1976) pelo inacreditável preço de UM REAL. Pra falar a verdade, eu não fazia idéia de quem era a banda, mas a capa misteriosa (a faixa de desenho na parte central da capa que atravessava para a contracapa, só que de maneira destorcida), o fato de se tratar de Edgar Alan Poe (do qual eu já havia lido o conto Tell-Tale Heart), e de ter uma faixa de 16 minutos, me fizeram levar o disco sem nem pensar muito. Lembrem-se que pra um moleque de 15 anos que tinha 10 reais no bolso, 1 real era MUITA coisa!

Ao colocar o LP na velha e ruim vitrola CCE eu pude perceber no ato que se tratava de um som mágico e foi paixão logo de cara. Mesmo que a banda nunca tenha repetido o som do primeiro disco nos seguintes aquela atmosfera me atrairia para o chamado Progressive Pop até hoje, como podem ver nesse site que eu mantenho há 5 anos no ar!
O experimentalismo Progressivo, envolto de orquestra e adornado com a melodia pop assobiável me fizeram ouvir esse disco milhares de vezes, primeiro em LP e mais tarde em CD.

Corta para a banda novamente. O The Alan Parsons Project é realmente, como o nome sugere, um projeto, diferente de todos os grupos de sucesso que sem tem notícia, especialmente se tratando do Rock Progressivo. Não eram amigos de escola/faculdade que formaram uma banda, e sim profissionais da música que empregavam o talento de diversos músicos diferentes para dar às suas composições o que eles precisavam. Provavelmente é daí que vem a diferença principal deles.

Trata-se de um duo:
– Alan Parsons; um engenheiro de som respeitado àquela altura do campeonato e que já tinha trabalhado em discos dos Beatles e Pink Floyd e sempre no famoso estúdio Abbey Road, em Londres.
– Eric Woolfson; compositor, pianista e vocalista e que havia iniciado sua vida na musica como empresário.

O grupo lançou 10 discos nos 11 anos em que a parceria de Parsons/Woolfson durou. Mas ainda há um disco, Freudiana (1990) em que Woolfson é o compositor/letrista/vocalista e Parsons produziu e foi engenheiro de som, muitos consideram como sendo um disco da dupla.
Alan Parsons lançou outros 4 discos solo, mas sem nenhuma participação de Woolfson. Nessa matéria vou falar dos discos de 1976 a 1990 (incluindo Freudiana).

Muitos pensam que Alan Parsons era o chefão do grupo, até mesmo porque ele seguiu em carreira solo posteriormente, coisa que Eric Woolfson só fez anos mais tarde, mas na verdade não era bem o caso, Eric explica: “O nome do grupo acabou ficando The Alan Parsons Project porque Alan na época já era uma pessoa conhecida no mundo musical, era um passo a frente que poderíamos dar logo no início e acertamos.”
Eric na verdade é o nome por trás das letras, uma grande parte das músicas, conceitos e vocais em vários hits do grupo.

É bom lembrar também, que mesmo que a banda tenha se afastado do Rock Progressivo nos anos 80 e que o som tenha se tornado mais pop com o tempo, o The Alan Parsons Project nunca deixou o experimentalismo Progressivo de lado, TODOS os discos do grupo são conceituais, todos os discos tem um assunto/tema sobre os quais as faixas são narradas.
Outro fato marcante do projeto é que dificilmente há um mesmo vocalista em duas faixas. O mesmo cantor pode aparecer em discos diferentes e em algumas faixas no mesmo disco, mas os discos sempre foram marcados pela diversidade de vozes.

 

Tales Of Mystery And Imagination Of Edgar Allan Poe (1976)

Esse é o disco mais experimental da dupla. Eu diria que também é o mais rebuscado. Aqui eles tiveram a ajuda de Andrew Powell (que trabalharia com Kate Bush mais tarde), que conduziu todas as orquestrações, mais especificamente na suite ‘The Fall Of The House Of Usher’. O primeiro álbum do projeto alcançou o número 38 na parada da Billboard e traz como banda de apoio músicos do Ambrosia, banda americana cujos primeiros discos foram produzidos por Alan Parsons.

Originalmente o disco deveria ter narrações, gravadas por Orson Welles. No entanto, isso não aconteceu na edição original. Somente em 1987 quando a primeira versão em CD foi lançada é que Alan Parsons adicionou as narrações ao disco. Tales Of Mystery And Imagination Of Edgar Allan Poe trata de recontar os poemas e contos de horror do escritor de mesmo nome.

A faixa ‘The Raven’ traz pela primeira vez o efeito de um vocoder em um disco de Rock. Destaque para ‘The Tell-Tale Heart’.

I Robot (1977)

O segundo disco marca uma série de mudanças. Pra começar, Andrew Powell não participa do disco. Logo, as orquestrações praticamente sumiram. O disco, mais variado do que o anterior, alcançou o lugar de número 30 na parada inglesa.

Originalmente, seria baseado na série ‘I, Robot’, de Isaac Asimov. Parsons e Woolfson já tinham acertado tudo com o autor. No entanto, os direitos da obra já tinham sido vendidos. E dessa maneira o título foi alterado (a vírgula foi retirada). As letras, ao invés de tratarem do mundo robótico de Asimov, tratam de um mundo tomado por robôs de uma forma mais genérica.

A faixa final “Genesis Ch.1 v.32” muitas vezes é tida como uma adaptação da Bíblia. No entanto, o livro original só possui 31 versículos.

Pyramid (1978)

Com a mudança no mundo Progressivo no final dos anos 70, o The Alan Parsons Project soube como lidar com elas. Fizeram isso muito bem durante toda sua carreira.

O terceiro disco é mais suave do que o anterior, mas em nenhum momento isso significa perda de qualidade. Pyramid (1978) é um dos meus favoritos. Nesse trabalho, o duo volta a trabalhar com Andrew Powell em algumas faixas.

Como o nome sugere, o disco trata das pirâmides e de todo o mistério que até hoje as cercam. O tema do disco é centrado na pirâmide de Gizé, que se situa no Egito e que é uma estrutura extremamente intrincada, possuindo 3 pirâmides, esculturas gigantes, cemitérios, uma vila de trabalhadores e um complexo industrial.

Pyramid (1978) chegou ao 26º lugar da Billboard.

Eve (1979)

 O quarto disco, apesar de ainda repleto de qualidade, é o mais fraco antes da chegada dos anos 80. Eve (1979) lida com a figura feminina em um mundo dominado pelos homens.

Inicialmente, contaria histórias sobre as grandes personagens femininas da história, mas o assunto acabou se abrindo para abranger um maior número de temas.

Pela primeira vez ouvimos vocalistas mulheres como solistas nas faixas ‘Don’t Hold Back’ (Clare Torry) e ‘If I Could Change Your Mind’ (Lesley Duncan). Clare Torry é mais conhecida por ter gravado os vocais de ‘A Great Gig In The Sky’ no clássico disco do Pink Floyd, The Dark Side Of The Moon (1973).

Turn Of A Friendly Card (1980)

O primeiro disco do The Alan Parsons Project a adentrar a nova década ainda não veria a sonoridade típica dessa década (ainda bem). Temos aqui um dos melhores acabamentos quando estamos falando do sub gênero conhecido como Progressive Pop. Ou para nós brasileiros, Pop Progressivo.

Além de clássicos como ‘Games People Play’ e ‘Time’, temos novamente uma suíte em um disco do duo: ‘The Turn Of A Friendly Card’ com seus 16’24 minutos.

O álbum trata do tema ‘aposta’ de um modo geral e conta a história (não muito detalhada) de um homem de meia idade que vai a um Casino e perde tudo que tinha economizado até aquele momento.

Pela primeira vez ouvimos o vocal de Eric Woolfson em uma música do APP, justamente em ‘Time’. O fato acabaria sendo repetido muitas vezes em discos futuros.

Eye In The Sky (1982)

O sexto disco do The Alan Parsons Project foi, e continua sendo, o maior sucesso comercial do grupo. Também é o disco mais variado da banda até então, já inteiramente imerso na nova década, porém sem ainda contar com a sonoridade mais pop.

Eye In The Sky (1982) trata da crença. Seja ela religiosa, política ou até mesmo na sorte. Basicamente, lida com a crença de que existe alguém lá em cima cuidando de nós todos.

A capa do disco traz a imagem do Olho de Horus, um símbolo egípcio de proteção. A primeira edição do disco teve esse símbolo folheado a ouro na capas. O álbum alcançou a sétima posição nas paradas e contém clássicos como a famosa dupla ‘Sirius/Eye In The Sky’, além de ‘Old And Wise’.

Ammonia Avenue (1984)

Após o estrondoso sucesso do disco anterior e a pressão que isso traz a um grupo musical, Ammonia Avenue (1984) segue os mesmos passos de Eye In The Sky (1982) mas vai além nesse caminho. Acabou se saindo muito bem, comercialmente falando. ‘Don’t Answer Me’, que novamente vê Eric Woolfson como vocalista principal, é até hoje uma das faixas mais famosas do grupo.

O título do LP surgiu de uma visita que Eric Woolfson fez ao Imperial Chemical Industries na Inglaterra. A primeira coisa que viu, quando entrou no complexo industrial, foi uma rua com muitos canos, sem nenhuma árvore, sem nenhuma pessoa e uma placa que dizia: Ammonia Avenue (Avenida Amoníaco). O disco fala da possível confusão que o público em geral faz da indústria científica e a falta de entendimento dos cientistas pelo seu público alvo.

Ammonia Avenue (1984) era para ser um disco duplo, mas o projeto foi abortado por ‘não ser comercialmente viável’. A segunda parte acabou sendo lançado no ano seguinte, com o nome de Vulture Culture.

Vulture Culture (1985)

Como disse, esse era pra ser o segundo disco de Ammonia Avenue (1984). É definitivamente o mais pop de todos que o grupo lançou. Imerso completamente nos anos 80 e no pop que reinava na época. Teve um single que alcançou sucesso na Europa que é ‘Let’s Talk About Me’.

Vulture Culture é um trocadilho usado para nomear alguém que é ‘maldito’ e que está no mundo das artes. Também fala de como a humanidade se tornou impiedosa em um mundo cada vez mais capitalista. Significa “Cultura Do Urubu”, em uma tradução literal.

O símbolo da capa é conhecido como Ouroboros, mas com uma cabeça de Urubu ao invés da tradicional cobra. O título também foi usado como referência no jogo Donkey Kong Country do SNES em 1994, sendo o nome de uma das fases no terceiro mundo.

Stereotomy (1986)

Esse foi o segundo disco do The Alan Parsons Project que ouvi. Inicialmente fiquei chocado com o som. É uma volta às origens, não sonoramente falando, mas em suas ideias. O disco tem uma sonoridade ainda pop, mas as estruturas das músicas não se limitam mais aos quatro acordes e à estrutura ‘tema-refrão-solo-tema’. O álbum acabou não sendo um sucesso comercial, mas a faixa-título foi relativamente bem tocada nas rádios.

A capa, em sua primeira prensagem, era um trabalho elaborado onde duas imagens diferentes em papel especial se juntavam formando uma terceira imagem (como visto ao lado), porém a versão mais conhecida da capa é ESSA AQUI, usada nas próximas tiragens.

Stereotomy (1986) fala das pressões que o mundo moderno coloca no ser humano. A palavra ‘Stereotomy’ é um termo científico para o ato de emoldurar pesquisas em cera. Essa palavra foi usada por Edgar Allan Poe no primeiro livro policial que se tem notícia, “The Murders In The Rue Morgue”. A palavra também é uma metáfora para pessoas famosas (atores, cantores, bandas etc) que são moldadas para alcançar a fama.

Gaudi (1987)

O último disco oficial do The Alan Parsons Project! Depois de onze anos de trabalho ininterrupto, o décimo álbum do duo fecha o ciclo de maneira honesta. Não é o melhor deles, mas definitivamente é uma melhoria nos complicados anos 80 e fecha sua discografia em um lugar mais alto.

O disco fala da vida de Antonio Gaudi, arquiteto Catalão cuja vida foi completamente entregue ao trabalho a tal ponto que era impossível para que ele tivesse uma família como uma pessoa ‘normal’. Ironicamente, seu maior trabalho é a catedral da… Família Sagrada espanhola. O álbum pega Gaudi como exemplo e trata de como o ser humano tem que dividir sua vida entre família e trabalho. As faixas ‘Closer To Heaven’ e ‘Money Talks’ foram usadas em episódios do seriado Miami Vice.

Um musical com o mesmo nome, baseado nas músicas do disco, foi inaugurado em 1993 na Alemanha. Minha música favorita é ‘La Sagrada Família’ com seu inconfundível estilo APP.

Freudiana (1990)

Ainda há um disco, Freudiana (1990), que era para ter sido o décimo primeiro álbum do grupo, mas diferenças musicais (o disco foi composto por Woolfson como um musical, o que não agradou Parsons) entre o duo acabaram por fazer que o trabalho fosse lançado sem o nome do APP na capa.

No entanto, o disco tem a mesma participação do restante da discografia do duo. Woolfson é o compositor/letrista/vocalista. Parsons produziu e foi engenheiro de som. Muitos consideram o disco como sendo parte da discografia da dupla, inclusive eu.

Alan Parsons lançou outros quatro discos solo até hoje, sem nenhuma participação de Woolfson e com um som completamente pop. O mais recente, A Valid Path (2004), toma um curso quase eletrônico. Sua notícia mais recente é que ele será o engenheiro de som do próximo disco de Steven Wilson que será lançado no começo de 2013.

Eric Woolfson morreu de um câncer no rim no final de 2009. No começo desse mesmo ano, The Alan Parsons Project That Never Was (2009) foi lançado por ele. Nesse trabalho, Woolfson canta músicas que foram compostas originalmente para o The Alan Parsons Project e que, por um motivo ou outro, acabaram ficando de fora dos discos da dupla.

22 comentários em “Discografia Comentada: The Alan Parsons Project (Por Diego Camargo)”

    1. Coloquei para ouvir assim que comecei a ler o tópico e, já durante a a primeira música, tive perfeitamente a impressão que você descreveu, principalmente no que se refere a se desligar de preconceitos.

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  1. Procol Harum e Alan Parsons Project…duas bandas que fazem Art Rock….com muitos momentos progressivos e inteligência descomunal! Podem até dizer que o Alan Parsons Project fez albuns Pops (apenas o Vulture Culture eu considero realmente POP), mas a qualidade, criatividade, beleza melódia sempre esteve ali. Não lembro de outras bandas tão únicas e inteligentes quanto Procol Harum e Alan Parsons…

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  2. Gostei muito desta publicação , sou fã do alan p.p. desde 1986 quando comprei o primeiro Lp eye in the sky , gosto muito das musicas instrumentais , depois do alan p. p. curto tambem vangelis , mike otherfield , jean michel jarre , jean luc ponty etc … excelente publicação aquie pude saber realmente a historia do Alan Parsons Project .

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  3. Não vivo sem: Tales of Mystery and Imagination, Pyramid, The turn of a friendly card, Eye in the sky; acho muito engraçado o fato de não conseguir escolher “um álbum preferido”‘ ou “uma música preferida” de “minhas bandas preferidas” hahaha sempre entre em conflito qdo me fazem essas perguntas!

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  4. Bem, posso dizer que fiquei surpreso demais ao achar Tales of Mistery and Imagination of Edgar Allan Poe por 2 REAIS (isso em 2014 mesmo rs) !!!! E gostei muito da descrição da Discografia ! rs e não vivo sem o Turn of a Friendly Card ❤ – ❤

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  5. Minha nossa senhora…
    como tu faz um trabalho desse que me deixa arrepiado do começo ao fim do texto??
    Muito bem feito texto, justa homenagem
    curto muito Alan Parson… não sei dizer o que nele me agrada, simplesmente sempre gostei, tem um quê de saudade, de futurismo…

    Tem músicas deles no filme O Feitiço de Áquila,

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  6. No texto diz logo no início que os músicos de apoio eram de uma banda americana chamada Ambrosia. Eu não conheço esta banda. Os músicos que participam dos discos do Alans Parsons eram do Pilot, banda escocesa que lançaou uma música que fez muito sucesso no Brasil em 1976, chamada Canada. Os 4 álbuns lançados por eles foram produzidos pelo Alan Parsons. O Dave Paton canta várias músicas do Alan Parsons Project e tocava baixo e o Ian Bairnson foi muito tempo o guitarrista, até por volta do ano 2000 eu acho. Até o Finado Billy Lyall tocou no Tales and Imagination.

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  7. Diego,
    Estou lendo seu artigo em Jan de 2017 pois encontrei esta pérola se conteudo a partir de uma pesquisa sobre a música Time, do APP. Tive a (brilhante) idéia de programar para tocarem esta música no meu funeral mas não sei se os caras sentiram a mesma coisa que eu sinto quando a compuseram. Você teria algum dado adicional sobre a história dessa música?

    Curtido por 1 pessoa

    1. Oi Heraldo, infelizmente não tenho nenhuma informação pessoal dos membros da banda sobre a música.

      Só o que sei é que a música fez bastante sucesso tendo alcançado o #15 na parada de sucessos e que foi a primeira música do APP que o Eric Woolfson fez os vocais principais. E também que a letra fala das perspectivas de um homem de meia-idade enquanto ele contempla o seu passado e ao mesmo tempo pensa no que resta do seu futuro.

      Desculpa se eu não pude te ajudar mais e muito obrigado por ler essa matéria, mesmo depois de tantos anos 🙂

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  8. Estamos em abril de 2017 e também cheguei aqui tentando rastrear a história de Time que aprecio desde meados dos anos 80. Não encontrei exatamente o que buscava, mas achei este incrível texto. Não sabia nada sobre o APP e valeu muito ler seu relato da história da banda.
    Saudações.

    Curtido por 1 pessoa

  9. Diego, cara, que texto descomunal! Cheguei ao seu site querendo conhecer um pouco mais do projeto. Já perdi as contas de quantas vezes já ouvi a discografia do APP. O termo pop progressivo que li aqui simplesmente abriu minha mente e fez eu realmente descobrir o estilo que tanto amo.

    Parabéns novamente, e obrigado por essa lição de APP que recebi hoje!

    Curtido por 1 pessoa

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