Steven Wilson Em São Paulo (Resenha Do Show)


Por Bruno

Em meio a bagunça que o Brasil está acompanhando sobre o Metal Open Air no Maranhão, a cidade de São Paulo, como de costume, foi presenteada com grandes shows, entre eles o de Steven Wilson, que aconteceu no Via Marquês, na Barra Funda, Zona Sul de São Paulo.

Steven Wilson já tinha chego ao local bem cedo, e deixou bem claro, para público e produtores que não queria atrasos, muito menos câmeras, tanto pra fotos quanto para vídeos. E sinceramente? Eu apoio a posição do cara sobre isso, não tem coisa mais chata do que ter que ficar se contorcendo na platéia porque alguém cisma de gravar o show pra colocar no You Tube, numa qualidade ridícula como sempre. Mas, como estamos no Brasil, o pedido dele não foi muito bem respeitado, onde várias pessoas com o celulares insistiam em fotografar e filmar.

O show, como disse, teve início pontualmente as 18:00, com abertura da casa as 17:00, encontrávamos no palco uma lona onde mostrava cenas freaks e assustadoras em loop, com imagens seguindo a linha do DVD de Grace From Drowning (2011), último álbum de estúdio de Steven. As três primeiras músicas tinham suas apresentações ofuscadas por esta lona, mas era necessária pelo fato de que a apresentação da banda era mesclada com as imagens que eram refletidas nela, retiraram apenas depois de Sectarian, o que deu uma experiência totalmente diferente para o show, já que agora sim, era possível ver nitidamente a banda.

Com um show longo, com exatas 2 horas, a banda afinadissima de Steven Wilson impressionou, sendo surpreendida pelo público ovacionando os músicos, que pra maioria, eram desconhecidos. O show teve um belo set-list, com trabalhos atuais de Steven e clássicos do Porcupine Tree, ninguém poderia botar defeito.

Deform To Form A Star (gravada no show de SP)

Steven como já era de se imaginar, é um cara bem pirado em cima do palco, chegando até a engatinhar e cheio de gestos sincronizado com as músicas. Mesmo sem tocar nada em algumas partes, ele conseguia prender a atenção das pessoas que assistiam, se movimentando pelo palco praticamente o show inteiro, interagindo com público e banda. Diversos momentos ele conversou com o público, brincando sobre como estava o inglês do pessoal, já que ele anunciaria duas músicas bem longas e chegando a perguntar do porque o evento estava mais vazio que as outras apresentações na America do Sul, mas deixando claro que isso não era um problema, e sim apenas uma dúvida.

Os pontos altos do concerto sem dúvida foi a apresentação da música nova da banda, que promete trazer um som na linha do poderoso rock progressivo tradicional, com presença intensa dos teclados e a identidade já conhecida do Steven/Porcupine Tree. E o momento onde a banda veste as máscaras, Steven Wilson ficou com a mascara de gás, como na capa do debut album, Insurgentes (2008).

A produção do show merece bons créditos pela organização, qualidade de vídeo, som, e iluminação, além da pontualidade e rapidez na entrada no local. Coisa rara.

De forma resumida, um show de Steven Wilson só é bem digerido se você gostar de verdade do trabalho dele. Um evento de alta qualidade, feito por músicos exigente para um público exigente. Afinal, onde mais você verá o front-man de uma banda falando “Esta música tem um começo bem quieto, então preciso que vocês fiquem em total silêncio por alguns minutos – (Steven sobre Raider II)”?

Setlist:
1. No Twilight Within The Courts Of The Sun
2. Index
3. Deform To Form A Star
4. Sectarian
5. Postcard
6. Remainder The Black Dog
7. Harmony Korine
8. Abandoner
9. Like Dust I Have Cleared From My Eye
10. Luminol
11. No Part Of Me
12. Raider II
Encore:
13. Get All You Deserve
Encore II:
14. Lazarus
15. Trains

11 comentários em “Steven Wilson Em São Paulo (Resenha Do Show)”

  1. um dos melhores shows q eu já vi…o legal de grandes bandas em shows lugares pequenos é a interação dos caras em cima do palco…o cara pedia a resposta do público, ouvia e comentava! muito foda cara…fora o baixista q saiu do Matrix Reloaded haha

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    1. Eu não vi o show, estou fora do eixo Rio-SP.
      Mas o que vc disse é uma verdade absoluta, o último show que penúltimo show que eu vi antes de me mudar de SP foi o Nenhum De Nós no teatro do Sesi na AV Paulista, deveria ter umas 600 pessoas no local no máximo, lotado e um dos shows mais legais que eu já fui 🙂

      Mais uma vez Paulo, valeu por participar do Progshine 🙂

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    1. Iris, uma resenha de um show, sem nenhuma exemplo visual, tem sentido?

      Eu me responsabilizo pelo vídeo, a matéria é do Bruno.

      Me manda um link oficial de alguma gravação feita no show que eu alegremente tiro o vídeo atual.

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      1. Diego, não faz sentido mesmo. Por essas e outras sou GRATA aos que conseguem gravar algo durante shows aos quais não pude ir e compartilham na internet; é uma ‘amostra grátis’ bem-vinda, independente de qualidade.

        Entenda que até então pensava ter sido o autor da resenha a adicionar o vídeo, o que seria contraditório, daí o comentário anterior.

        Quanto a link para vídeo oficial… se o Lasse Hoile não postar nenhuma palhinha, é só esperar pelo DVD da turnê GfD. Para quem não suporta vídeo feito por fã em show, é o jeito.

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  2. Bruno,

    Por favor, da próxima vez cite fontes das fotos usadas nos seus posts.

    No mais, ainda bem que sua resenha é uma opinião pessoal, então posso desconsiderar várias de suas impressões errôneas por entender que você não conhece bem o artista ou banda em questão.

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    1. Em primeiro lugar Felipe, o crédito da foto FOI citado, como em todas as fotos que possuem crédito no site, basta colocar o mouse sobre a foto e verá. Mas acho que os leitores são preguiçosos demais em geral pra notar isso.
      A foto foi tirada da comunidade BR do Porcupine no Facebook (https://www.facebook.com/media/set/?set=a.165113930168898.43757.153230498023908&type=3) e lá não tem crédito nominal, no entanto deixei um comentário avisando que iria utilizar a foto.

      Segundo, resenha É uma visão pessoal do objeto resenhado, simples assim, quer os fatos como foram sem nenhum adicional? Lê a Wikipédia 🙂

      Impressões errôneas? Existe isso? Impressão é uma coisa pessoal, assim como música, ou vc acha que todas as pessoas do mundo sentem o mesmo quando ouvem as Quatro Estações do Vivaldi, por exemplo? Cada tem tem sua própria impressão.
      O seu comentário só forneceu a base necessária pra dizer que você é fã do cara e não aceita outro tipo de opinião a não ser a sua. E eu tenho visto isso demais ao citar o SW aqui no site.

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      1. Diego, obrigado pela resposta, mas fontes geralmente são citadas em texto, e não escondidas dentro de uma propriedade ‘title’.

        No mais, a própria resenha trata de Steven Wilson, e todos outros musicos como “a banda”. Como que podemos falar ‘da banda’ se ela nem é representada na resenha? Veja, não há muito espaço para se contra-argumentar algo que nem foi argumentado em primeira instância. A resenha trata de Steven Wilson, vamos falar dele então. Nem chega a citar os outros músicos…

        Enfim, inútil ambos argumentarmos sobre ‘isso ou aquilo’ uma vez que você já assumiu previamente que sou ‘fã do cara e não aceita outro tipo de opinião a não ser a sua’ sem ter trocado 1 minuto de conversação comigo. Deste modo, posso assumir que você é ultra-eclético, conhece tudo e todos, e um Doutor na arte de crítica musica, e eu, um fã xiita cego, incondicional.

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      2. Felipe, na melhor das intenções cara.

        Pra começar, você é jornalista? Você vai ao show com bloco de anotações? Bom, eu não sou, muito menos o Bruno, é uma visão pessoal de um show, detalhes? Não posso responder pelo Bruno, mas acredito que um show é emoção, não um tratado sobre detalhes técnicos.
        Além do mais tenho certeza que outros 300 sites brasileiros e profissionais vão fazer isso com todos os detalhes técnicos, pq ser mais um não é? Temos várias boas opções de sites sobre Rock Progressivo no Brasil não é?

        E Felipe, a frase que eu cunhei, é o que me pareceu, o Bruno nem falou mal do show, pelo contrário, e mesmo assim o comentário que você teceu foi depreciativo, como se o site tivesse ‘descendo a lenha’ no SW.

        E honestamente? Se eu tenho credencial musical ou não, na verdade, eu poderia muito bem ignorar essa parte, mas você pode muito bem conferir meu RYM ou LastFM se acha que eu não tenho nenhum conhecimento musical 🙂

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  3. o show foi FANTASTICO!… e discordo do comentário de que é pra quem é fã do cara. Convenci 3 amigos meus e meu irmão, que não são fãs de SWilson a irem, pela experiencia e pela oportunidade de presenciar um espetaculo diferente dos outros shows de metal que vamos sempre e, o resultado foi que todos eles ficaram surpresos com o show e acharam espetacular as musicas!… sim, pessoal do progshine, depois desse show, dá sim pra falar q ele é um GENIO sem “aspas” dessa vez !.

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