Resenha: Half Past Four – Land Of The Blind (2016)


land-of-the-blind-2016

Por Nathan

Artist: Half Past Four
Disco: Land Of The Blind
Data de lançamento: 17 de Setembro de 2016
Selo: Independente
Tempo total: 26:02
Disponível em: CD & Digital Continue Lendo “Resenha: Half Past Four – Land Of The Blind (2016)”

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Resenha Progshine: Half Past Four – Rabbit In The Vestibule


2008 - Rabbit In The Vestibule

Resenha: Rodrigo “Rroio” Carvalho

Nota:  

Banda: Half Past Four
Disco: Rabbit In The Vestibule
Ano: 2008
Selo: Independente
Tipo: Estúdio

Faixas:
1. Missing Sevenths – 2’37
2. Johnny – 2’54
3. Poisoned Tune – 7’53
4. Southern Boogie – 4’15
5. Twelve Little Words – 5’18
6. Underwater – 4’58
7. Lullaby – 4’20
8. Strangest Dream – 6’29
9. Biel – 8’14
10. The Ballad Of Dwayne’s Plane – 4’53
11. Salome – 2’45
12. Bamboo – 2’41
13. Rabbit – 6’08

Integrantes:
Kyree Vibrant – voz
Constantin Necrasov – guitarras, violões, mandolim, baixo e vocais
Dmitry Lesov – baixo, violão e vocais
Igor Kurtzman – teclados e efeitos

Músicos convidados:
Art Pisanski – bateria e percussão
Ashot Grigorian – saxofone
Sahra Featherstone – flauta e violino
The Burlington Seniors Four Part Harmony Choir – coral (9)
Dylan Goodhue – backing vocals (9)

Resenha:
O Half Past Four surgiu em 2005 baseado na proposta de unir técnicas e complexidades musicais com outros campos artísticos, como poesia, teatro e cinema, dando origem ao seu som extremamente influenciado por trilhas sonoras e bandas da década de 60 e 70, com uma equilibrada injeção moderna. Não a toa, ao longo desses anos, os canadenses criaram uma boa reputação graças as suas apresentações ao vivo, que são nada mais nada menos do que uma experiência artística completa, em termos sonoros e visuais.

Tendo isso em vista, o debut da banda Rabbit In The Vestibule (2008) (se não contarmos as trilhas sonoras composta para filmes) traz todos esses elementos com um conceito por trás: imagine-se em uma ante-sala com várias portas, cada uma dessas portas levam a um local diferente e inimaginável. Cada porta leva a uma música onde diferentes conceitos próprios são explorados, viajando pelas influências incrivelmente variadas dos membros da banda.

E o clima setentista já aparece de forma marcante na abertura de ‘Missing Seventh’, soando como um elo perdido entre o Rock e o Metal Progressivo com elementos quase teatrias/operísticos, graças à bem pensada interação entre os vocais. A novamente curta ‘Johnny’ já emenda sem descanso, arriscando um pouco em levadas jazzísticas e dando passagem para a ótima ‘Poisoned Tune’, estampado na cara do ouvinte as fortes influências deGenesis e Yes, além de boas doses do conterrâneo Rush (reparem nas melodias criadas pela vocalista Kyree), em 8 minutos de um belíssimo passeio pelo Rock Progressivo. ‘Southern Boogie’, em seguida, uma música bem atmosférica e com um ritmo marcante, consegue roubar a cena pelas belíssimas linhas instrumentais criadas e pela ótima inserção do saxofone de Ashot Gigoran, criando um diferencial enorme, ao passo que ‘Twelve Little Words’ puxa abruptamente o ouvinte para uma viagem por um ritmo meio latino, funkeado, salseado, que mesclado a boas doses de Prog Metal geraram um resultado perfeito. E para confundir ainda mais e abrir um sorriso pela qualidade, ‘Underwater’, traz um andamento quase “brasileiro” e boas doses modernas e alternativas, enquanto a instrumental ‘Lullaby’ chega quase a lembrar o riff de ‘Livin’ On A Prayer’ (do Bon Jovi). Exageros a parte, o equilíbrio entre passagens atmosféricas e o ritmo Hard Rock da faixa tornam uma idéia simples em um momento deveras interessante.

‘Strangest Dream’ é uma das músicas cujo título melhor define o seu conteúdo, afinal de contas, é impossível não se sentir flutuando enquanto as esquisitíssimas melodias carregam o ouvinte por um lugar um tanto quanto confuso. Continuando a jornada pelas portas, ‘Biel’ é um dos mais belos momentos do álbum, apesar de ser basicamente um Prog Metal até simples, e ‘The Ballad Of Dwayne’s Plane’, resgatando mais da mistura entre Rock e passagens teatrais, com um resultado perfeitamente descompromissado e livre, sendo ai onde exatamente mora o seu requinte. E por falar em descompromisso, ‘Bamboo’ traz novamente bons toques de Hard Rock e Metal, com uma letra sem nenhum sentido, e podemos considerá-la a única mais “bobinha” do disco. Fechando o disco, a curta instrumental ‘Salome’ e mais nuances puramente Progressivas de ‘Rabbit’ completam o ciclo e o experimento que a banda se propôs nesse álbum. Bem construídas, explorando suas influências e colocando em prática a sua “necessidade” de fazer música.

O som de portas abrindo e fechando incluídas ao fim de cada música com o intuito de transportar o ouvinte para o universo criado pela banda é o conceito perfeito para toda a versatilidade musical e singularidade que cada faixa aqui neste trabalho apresenta. Fica mais do que evidente como a qualidade dos músicos é colocada a prova em cada momento e em cada experimentalismo. Prova da qual eles se saem muito bem, aliás, mas, sejamos sinceros, a voz de Kyree rouba a cena diversas vezes, pela interpretação única em cada momento.

Uma verdadeira obra de arte, infelizmente ainda perdida do público.

Half Past Four links:
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Half Past Four Se Prepara Para Gravar Seu Segundo Disco E Precisa Da Sua Ajuda


O Half Past Four é uma banda canadense que teve seu primeiro disco, o ótimo Rabbit In The Vestibule (2008) lançado 3 anos atrás.

A banda toca o Rock Progressivo em sua forma pura, ou, como alguns gostam de categorizar, tocam o Art Rock, e acabou se tornando a antítese da música de hoje que é repetitiva e sem alma, a banda tenta oferecer ao ouvinte algo novo com toques de modernidade e ao mesmo tempo familiar para aqueles que cresceram as bandas clássicas do estilo.

Nesse exato momento a banda está tentando arrecadar o dinheiro necessário para a gravação do seu segundo disco através do site IndieGoGo. Esse sistema, que já está virando um hábito entre os artistas independentes, funciona da seguinte maneira, você doa uma quantia para a banda, mas por essa doação você recebe algo em troca, no caso do Half Past Four se você doar entre $10 e $1.000 dólares.
Se você doar $ 10,00 você receberá o disco de estreia da banda Rabbit In The Vestibule (2008) em formato digital e uma nota de agradecimento, se doar $ 25,00 recebe o disco de estreia mais o segundo disco quando ficar pronto em formato digital e uma nota de agradecimento, com $50,00 você recebe os dois discos em formato físico autografados, uma camiseta, fotos e pôster, e assim por diante.

Saiba mais sobre a campanha no vídeo abaixo:

Você pode doar até o dia 23 de Setembro através DESSE LINK.

Pra decidir se vale a pena fazer uma doação e ajudar a banda (eu recomendo, a banda é ótima) ouça o primeiro disco do Half Past Four na íntegra abaixo:

Site
Myspace
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Bandcamp
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Dica Progshine: Half Past Four (Canadá)


O Half Past Four é uma banda canadense que teve início em Setembro de 2005 como um ato de abertura para a banda russa Chizh & Co no Opera House (Austrália).

A banda toca o Rock Progressivo em sua forma pura, ou, como alguns gostam de categorizar, tocam o Art Rock, e acabou se tornando a antítese da música de hoje que é repetitiva e sem alma, a banda tenta oferecer ao ouvinte algo novo com toques de modernidade e ao mesmo tempo familiar para aqueles que cresceram ouvindo bandas como Genesis, King Crimson, Frank Zappa, Jethro Tull e tantas outras, uma semelhança com os americanos do Izz não é mera coincidência, a banda já fez turnês com eles.

Desde a estréia no Opera House o grupo começou sua jornada musical tocando uma vez por mês em um pub local chamado Miguel’s Club 329 e desde então gravou seu disco de estréia em 2008 e uma série de participações.

Rabbit In The Vestibule (2008) é um disco intenso, cheio de criatividade e grandes momentos melódicos. A banda na época da gravação era composta de: Kyree Vibrant (voz), Constantin Necrasov (guitarras, violões, Mandolin, Baixo e vocais), Dmitry Lesov (baixo, violões e vocais), Igor Kurtzman (teclados e efeitos) e teve a participação dos músicos Art Pisanski (bateria e percussão), Ashot Grigorian (saxofone), Sahra Featherstone (violinos), The Burlington Seniors Four Part Harmony Choir (coral na faixa ‘Biel’) e Dylan Goodhue (vocais na faixa ‘Biel’). Atualmente a banda tem em sua formação a baterista Ann Brody.

O disco pode ser ouvido na íntegra logo abaixo, ou através da página do Half Past Four no Bandcamp AQUI, e para os interessados em comprar o CD, AQUI.

A banda não segue nenhum padrão ou tendência de mercado focando apenas em sua música e segue na estrada já pensando no segundo disco de estúdio, que esperamos, que venha nesse 2011 que se aproxima.

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