Fábio Caramuru E Jazz Sinfônica Fazem Música De Cinema No Auditório Do Ibirapuera Em SP


No repertório, Nino Rota, o preferido de Federico Fellini; e Richard Rodgers, que deu a Broadway algumas de suas melhores canções.

Quem tem pelo menos 50 anos, com certeza já se emocionou na sala escura de um cinema ouvindo Blue Moon ou a trilha de Amarcord, um dos mais celebrados filmes de Fellini. Pois é para esses ouvidos, e também para ouvidos mais jovens e mais velhos que o Auditório Ibirapuera preparou, para outubro, uma fecunda parceria entre o pianista Fabio Caramuru e a Orquestra Jazz Sinfônica executando obras de Richard Rodgers e Nino Rota, dois gigantes das trilhas sonoras de grandes clássicos produzidos na Brodway e em Cinecittà. Encontro de gênios. O evento marca também os 30 anos da morte desses compositores de primeira grandeza, ocorridas em 1979.

A idéia de convidar Fábio Caramuru foi de João Maurício Galindo, regente titular e diretor artístico da Orquestra. Pianista com formação erudita – estudou com a pianista Magda Tagliaferro em Paris na década de 1980 – Fábio tornou-se um músico de grande técnica e ousadia, daí a aposta em sua parceria com a Jazz Sinfônica. A versatilidade de Caramuru, aliada ao mix erudito/popular da orquestra dirigida por João Maurício resultará, com certeza, num espetáculo inesquecível para aqueles que tiverem o privilégio de ouvi-lo.

O concerto contará com projeções de cenas antológicas de filmes de Fellini e cenas com números de Richard Rodgers.

Orquestra Jazz Sinfônica:
Solista – Fábio Caramuru – piano
Regente – Fábio Prado

Temas de Richard Rodgers:
– Blue Moon
– Manhattan
– Bewitched
– My Funny Valentine
– My Favourite Things
– The Lady Is A Tramp

Temas de Nino Rota:
– Giulietta Degli Spiriti (Julieta dos Espíritos)
– Casanova
– 8 1/2 (Oito e Meio)
– I Vitteloni (Os Boas-vidas)
– La Dolce Vita (A Doce Vida)
– Amarcord

Fábio Caramuru (piano)
Como bolsista do governo francês, especializou-se com a pianista Magda Tagliaferro em Paris na década de 1980, tornando-se um músico de grande versatilidade. Atua em diversos gêneros musicais como solista, camerista, arranjador e compositor. Aos 20 anos de idade, após vencer o Concurso Jovens Solistas da OSESP, tocou com aquela orquestra, em primeira audição nacional, o Concerto para piano e instrumentos de sopro de Stravinsky.

Ganhador do Grande Prêmio da Crítica-APCA em 1991, é mestre pela ECA-USP, onde defendeu dissertação sobre a obra de Tom Jobim. Tem sete CDs lançados, sendo dois deles autorais. Entre seus mais recentes trabalhos, destacam-se suas participações como solista da Banda Sinfônica do Estado de São Paulo, da OSUSP e da Jazz Sinfônica; os duos com os cantores Magda Painno e Fernando Portari; o lançamento do álbum duplo Piano – Tom Jobim por Fábio Caramuru (MCD); a realização do projeto Pocket Trilhas no CCBB; e sua parceria com o baixista Pedro Baldanza, que resultou no CD de jazz autoral Bossa in the Shadows (Labor Records), muito elogiado pela crítica internacional.

Orquestra Jazz Sinfônica
Com corpo de orquestra mas com a alma do jazz a Orquestra Jazz Sinfônica une esses opostos aos grandes nomes da música brasileira.

A orquestra tem em seu repertório choros, sambas-canção, MPB e música latina. Com o ritmo popular consegue atrair grande público por onde passa, e também facilita eventos em lugares abertos, o que contribui a fazer dessa orquestra quase itinerante pelo o interior de São Paulo.

A importância do MPB na orquestra também está na sua sobrevivência, a orquestra é ligada ao Centro Tom Jobim, que incentiva e divulga os eventos. Além do Centro Tom Jobim contribuem também o Ministério da Cultura e o Governo do Estado de São Paulo.

Criada em 1990 a partir de uma idéia de Arrigo Barnabé a Jazz Sinfônica possui fama pelos seus diferentes arranjos de músicas já bem conhecidas. Com centenas de composições próprias e seus novos arranjos a Orquestra Jazz Sinfônica mostra-se como um arquivo vivo da música popular brasileira aumentando o já rico acervo musical do Brasil.

O compositor residente é o maestro Cyro Pereira, a sinfônica conta ainda com João Maurício Galindo como Regente Titular e Diretor Artístico e Fábio Prado como regente assistente.

A união do jazz à orquestra sinfônica faz com que a Jazz Sinfônica seja uma big-band com uma formação erudita, mas nunca deixando de lado a sua idéia de uma orquestra popular.

Informações:
Local: Auditório Ibirapuera – Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº – Portão 2 – T 55 11 3629 1014
Data: 16 e 17 de outubro
Horário: sexta e sábado, às 21h
Duração: 90 minutos (aproximadamente)
Ingresso: R$ 30,00 e R$ 15,00 (meia-entrada)
Classificação Indicativa: Livre
Contato: info@iai.org.br – 3629-1014/3629-1075

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