Miles Davis E A Íntegra Das Gravações De Kind Of Blue


Por Paulo Terron

No livro Kind of Blue – A História da Obra-Prima de Miles Davis, o autor Ashley Kahn descreve – sem esconder o deleite – a experiência de ouvir as fitas com a íntegra das duas sessões que viriam a nos dar o disco mais famoso e importante da história do jazz. Até 2000, quando o texto foi publicado, ouvir as tais gravações era um privilégio reservado a poucos. Não é mais.

É provável que nunca venhamos a saber como tudo isso foi parar na internet, mas o material está em vários discos piratas. Talvez seja culpa da SonyBMG, dona dos fonogramas, nunca colocou a íntegra no mercado (nem a edição especial que comemora os 50 anos do disco fez isso).

Foram dois dias de gravação, em 2 de março e 22 de abril de 1950, que renderam pouco mais de 70 minutos, entre as versões finais, outakes e conversas técnicas.

Kind Of Blue (1959) começou assim, com a gravação de quatro takes de “Freddie Freeloader”:

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Aí veio o registro de “So What”, em três tentativas:

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A última faixa a ser gravada nesse dia foi “Blue in Green”, que teve cinco takes:

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A sessão de abril foi iniciada com as seis tentativas de “Flamenco Sketches”:

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E, para encerrar, “All Blues” ficou perfeita em apenas um take:

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Nada mal para começar 2009, hein?

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Kind Of Blue, De Miles Davis, Ganha Edição De Luxo Por 50 Anos De Seu Lançamento


Por Steve James

Kind Of Blue (1959) de Miles Davis, pode não ser o álbum mais vendido de todos os tempos, mas influenciou várias gerações de jazzistas e outros músicos. O clássico, prestes a comemorar seu 50° aniversário, vai ganhar uma versão de luxo.

A obra de 1959 vendeu mais de 3 milhões e cópias e ficou em 12o lugar da lista feita pela revista Rolling Stone dos 500 Maiores Álbuns de Todos os Tempos de qualquer gênero.

O trompete de Miles Davis silenciou há 17 anos, mas basta mencionar as cinco faixas do álbum — “So What”, “Freddie Freeloader”, “Blue in Green”, “All Blues” e “Flamenco Sketches” –, e qualquer fã do jazz voltará a ouvir seu som marcante outra vez.

Para comemorar o 50o aniversário do disco, a Columbia/Legacy, uma divisão da Sony, vai lançar uma edição de luxo para colecionadores que inclui dois CDs do álbum original, mais versões alternativas, faixas gravadas que não saíram no álbum, um documentário em DVD e outros bônus.

Há também uma exposição Miles Davis prevista para o complexo Cité de la Musique, em Paris, e um longa em que Don Cheadle faz o papel do músico, célebre por suas idiossincrasias.

Vince Wilburn Jr., sobrinho de Davis e administrador de sua herança, disse que o álbum já foi remasterizado e relançado várias vezes, tendo vendido 2 milhões de cópias desde que Davis morreu, em 1991.

Kind Of Blue (1959) traz Miles Davis e sua banda: Julian ‘Cannonball’ Adderley no sax alto, John Coltrane no sax tenor, Bill Evans ou Wynton Kelly ao piano, Paul Chambers no baixo e o baterista Jimmy Cobb, único sobrevivente do grupo.

Wilburn disse que ainda há muita música de Miles Davis para ser lançada no futuro.

“Há pilhas de material – sessões informais, horas incontáveis de música. O difícil é decidir o que lançar. A qualidade está ali, mas é questão de respeitar a música”, disse Wilburn, que tocou bateria na banda nos últimos anos de vida de seu tio.

A influência de Miles Davis ainda pode ser ouvida na música de hoje.

“Todo mundo que encontro foi influenciado por Miles: Sting, Keith Richards, Q-Tip e Nazz, Joni Mitchell”, explicou Wilburn.

“Todo o mundo foi tocado por Miles. Seu espírito sobrevive.”

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