Resenha Do Novo Disco De Neil Young, Fork In The Road


Por Flávio Seixlack

Com uma das carreiras mais bem sucedidas e prolíficas da história da música, Neil Young chega a 2009 em boa forma musical, mesmo com seus mais de 60 anos de idade e 40 desde o lançamento de seu primeiro disco solo. Embora o frescor de outrora já nem sempre esteja presente em suas composições atuais, Fork In The Road (2009), seu novo álbum, é uma grata surpresa.

A inspiração por trás do disco veio de um projeto chamado Lincvolt, no qual o músico está diretamente envolvido e cujo objetivo é criar um automóvel que possa andar com energia alternativa e que seja viável economicamente.

A temática politicamente correta não atrapalha o canadense de soar como um sujeito que parece se divertir sem grandes preocupações. Afinal, vale lembrar que ele já entregou ao mundo obras primas como Everybody Knows This Is Nowhere (1969), After The Gold Rush (1970) e Harvest (1972).

Fork In The Road (2009) é um álbum cru e direto. São 10 canções focadas mais no country rock do que no folk, e que, juntas, não chegam a 40 minutos de duração. Apesar desse lado mais roqueiro estar em evidência na maioria das faixas, é possível ouvir a delicadeza de Young em canções como “Just Singing A Song”, “Cough Up The Bucks” e “Off The Road”. É também um álbum de grande fluidez, quase como se suas faixas estivessem grudadas umas nas outras – quando menos se percebe, o disco já chegou ao fim. Destaque para as belas “Fuel Line”, “Light A Candle”, “Hit The Road”.

Fork In The Road (2009) não está entre os melhores trabalhos da carreira de Neil Young. Longe disso. Mas fazer comparações talvez seja algo covarde a essa altura. E, embora a simplicidade das canções possa decepcionar alguns, este é um disco com uma boa dose de charme e criatividade e uma boa adição na discografia do compositor.

Maiores informações e vídeos acesse o SITE de Neil.

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