Sepultura Divulga Vídeo Sobre Rumores De Reunião Com Os Irmãos Cavalera


Por Eduardo Guimarães

Em vídeo publicado na internet neste domingo, 12, o guitarrista Andreas Kisser desmente os rumores sobre uma possível reunião do Sepultura com os irmãos Cavalera.

Ao lado dos companheiros de banda Derrick Green, Paulo Jr. e Jean Dolabella, Andreas afirma que os comentários que circulam na internet sobre conversações para uma reunião são “besteira” e “mentira”.

“Não dêem ouvidos ao rumores”, diz Andreas no vídeo. “Estamos cansados das besteiras que Max diz de que vai haver uma reunião, que isso e aquilo. Não há conversações sobre qualquer tipo de reunião com os Cavaleras. Igor está fazendo seu trabalho, Max supostamente está fazendo seu trabalho e nós fazemos o nosso trabalho. Esperamos que este seja o fim dos rumores e das mentiras”.

No vídeo que você confere abaixo, a banda comenta também que está trabalhando em um novo álbum de estúdio que será gravado em janeiro de 2011, com produção assinada por Roy Z. Andreas também comenta sobre o novo contrato assinado com a Nuclear Blast para o lançamento do próximo disco e sobre a turnê pela América do Norte que será realizada em abril.

Recentemente Max Cavalera voltou a dar declarações de que uma suposta reunião com o Sepultura estaria sendo negociada, porém, segundo Max, o baixista Paulo Xisto Jr. seria o único integrante da formação clássica que não estaria interessado nessa reunião.

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Noite Heavy Metal No Recife Com Sepultura E Angra


Por Wilfred Gadêlha

Faz alguns anos que o Clube Português virou uma espécie de templo do heavy metal do Recife. Neste sábado, a partir das 21h, a tradicional casa da Avenida Rosa e Silva vai reviver a sua “nova” vocação ao receber as duas mais importantes bandas brasileiras de metal. Sepultura e Angra dão continuidade à turnê que iniciaram em maio, inédita já que ambos jamais haviam investido em tal empreitada.

O momento das duas bandas é parecido. Ambas vivem um tempo de mudanças. Enquanto o Sepultura está “livre” dos irmãos Cavalera, o Angra volta de um recesso forçado de quase três anos. Neste retorno, conta com Ricardo Confessori, baterista da formação anterior que levou o metal melódico brasileiro ao sucesso no exterior.

A nova fase do Sepultura – com o baterista Jean Dolabella no lugar de Igor – se solidifica com a ótima recepção da crítica ao mais recente álbum do quarteto, A-Lex (2009), lançado este ano e baseado no clássico livro Laranja mecânica, de Anthony Burgess. O disco é o segundo conceitual da banda – o anterior, Dante XXI (2006), foi inspirado em A divina comédia, de Dante Alighieri.

“A turnê tem sido muito legal. Apesar de termos estilos diferentes – a gente é mais cru e o Angra, mais melódico – a recepção tem sido ótima”, conta Andreas Kisser, guitarrista do Sepultura. Conta ele que, além dos shows que foram feitos em maio e que continuam agora no Brasil, há a possibilidade do pacote Angra/Sepultura ser levado para fora do País. “Estamos negociando ainda essa parte.”

O Angra trouxe de volta Confessori, que gravou com a banda discos clássicos como o debut Angels Cry (1993) e o consagrado Holy Land (1996). Ele, o vocalista Andre Mattos e o baixista Luis Mariutti saíram, no início da década, para montar o Shaman. O Angra se reinventou e, ao lado dos guitarristas Kiko Loureiro e Rafael Bittencourt, a formação se estabilizou com Edu Falaschi (voz), Felipe Andreoli (não o do CQC, mas o baixista) e Aquiles Priester, que deu seu lugar agora a Confessori. “Os shows deste ano são um presente para nós e para os fãs. Depois de algum tempo sem tocar, voltar aos palcos com as músicas principais de uma longa carreira de 18 anos como a do Angra é gratificante”, diz Kiko.

Os ingressos estão sendo vendidos na bilheteria do clube (Avenida Rosa e Silva, 172, Aflitos) e nas lojas Gramophone (Shopping Recife), Abbey Road e Disco de Ouro: pista a R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia), ingresso social: R$ 40 mais 1 kg de alimento, e camarote: R$ 50 (individual), R$ 500 (para 10 pessoas).

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"Laranja Mecânica" Inspira Novo Álbum Do Sepultura


Por Carlos Augusto Gomes

Depois de visitar o universo da Divina Comédia, clássico da literatura medieval escrita pelo italiano Dante Alighieri, no álbum Dante XXI (2006), o Sepultura decidiu se inspirar em outro livro em seu mais recente disco, A-Lex (2009). O escolhido foi Laranja Mecânica, do britânico Anthony Burgess – a mesma obra que deu origem ao filme homônimo de Stanley Kubrick, de 1971. O CD sai no Brasil essa semana.

É o primeiro trabalho da banda sem a presença do baterista Iggor Cavalera. Ele deixou o grupo logo após o lançamento de Dante XXI (2006) e foi substituído por Jean Dolabella, ex-Udora e ex-Diesel. “Tocar no Sepultura é como realizar um sonho de criança”, conta Jean. Apesar de estar na banda há quase três anos, este é o primeiro álbum com sua participação. Todos os quatro integrantes participaram do processo de composição.

“Começamos a gravar em fevereiro do ano passado. O processo todo levou uns três meses”, explica o baterista. Segundo ele, como a atual formação da banda já estava em turnê há quase dois anos, a gravação foi bastante tranquila. “Como um grupo de amigos que entra em estúdio para fazer som”, compara. Antes disso, apenas uma lição de casa: ler o livro Laranja Mecânica, e também ver o filme de Stanley Kubrick.

E por que justamente Laranja Mecânica? “O livro está em pauta desde a época do Dante XXI (2006). Quando tivemos a ideia de fazer um disco baseado numa obra literária, houve uma briga entre ele e A Divina Comédia”, relembra o baixista Paulo Xisto. “Todos nós já conhecíamos e gostávamos bastante do filme. Depois do Dante XXI (2006), decidimos ler o livro e vimos que ali havia material para um bom disco”, completa.

O álbum tem até uma recriação da Nona Sinfonia de Beethoven, intitulada “Ludwig Van”. É que Beethoven é o compositor favorito do personagem principal do livro, Alex (por causa dele, o disco se chama A-Lex), e também está na trilha sonora do filme de Stanley Kubrick. “Foi a faixa mais difícil do disco”, conta Jean Dolabella. “Nós ‘picotamos’ a música e ensaiamos bastante entre a gente, antes de gravar com a orquestra”, explica.

A banda testou as novas músicas ao vivo pela primeira vez em Salvador, num show realizado no último dia 11 na Concha Acústica. No final do mês, o grupo parte para uma turnê de 25 shows pela Europa. Depois, o plano é tocar na América do Norte, Ásia e Oceania. Por enquanto, não há nada marcado no Brasil. “Gostaríamos muito de fazer mais shows no nosso país, mas é tudo muito confuso. Lá fora, marcamos shows com meses de antecedência. No Brasil ninguém faz isso”, lamenta Paulo Xisto.

N.E. – Já que é o segundo disco conceitual do Sepultura e eles vem se saindo muito bem, com discos que tem uma leve referência ao mundo progressivo, porque música boa deve ser noticiada e porque eu gosto da banda a notícia está saindo aqui no Progshine.

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Sepultura Finaliza Disco Inspirado Em "Laranja Mecânica"


Por Marcus Marçal

O Sepultura acaba de finalizar a mixagem de seu novo álbum, A-Lex (2008) (“Sem lei”, em latim), ainda sem data de lançamento definida. A banda recebeu a imprensa em uma quinta-feira (07/08) em um estúdio na zona oeste de São Paulo para apresentar o disco em primeira mão.

A-Lex (2008) é 12º disco do Sepultura e o primeiro sem a participação dos irmãos Cavalera, Max (voz e guitarra) e Iggor, que formaram a banda em 1984 junto a Jairo Guedz (guitarra) e Paulo Jr. (baixo) –apenas esse último faz parte da formação atual do grupo. Os dois irmãos atualmente tocam juntos no Cavalera Conspiracy.

A formação atual do Sepultura é capitaneada por Andreas Kisser (guitarrista da banda desde 1987) e também conta com Derrick Green (vocalista desde 1998) e Jean Dolabella (bateria), que estréia com o grupo em disco, além de Paulo Jr (baixo).

Assim como em Dante XXI (2006), álbum anterior baseado em “A Divina Comédia” (de Dante Alighieri), o Sepultura também se inspirou em um clássico da literatura neste novo disco. As canções de A-Lex (2008) remetem a “Laranja Mecânica” (“A Clockwork Orange”, de 1962), livro do escritor inglês Anthony Burgess que conta a história do personagem Alex De Large –um fictício adolescente de quinze anos, amante de música clássica (principalmente a “Nona Sinfonia” de Beethoven), sexo e violência extrema. A história é mais conhecida pelo filme de Stanley Kubrick, de 1971.

Andreas Kisser fala sobre a escolha do livro para conceituar o novo trabalho do Sepultura. “Achamos muito mais interessante trabalhar nosso imaginário em relação a um futuro sujo, sem lei e caótico como o de ‘Laranja Mecânica’ do que propriamente nos inspirarmos em alguma banda de heavy metal. Assim que o conceito foi definido, mergulhamos na obra e escrevemos as músicas aleatoriamente. O disco foi feito rapidamente”, explicou.

A-Lex (2008) apresenta 18 faixas em aproximadamente uma hora de música. A banda optou por trabalhar em um repertório estruturado com poucos refrões e solos, conforme comentou o baterista Jean Dollabela. “Foi um processo natural, pois o repertório surgiu a partir de improvisações em estúdio durante três meses. Além disso, nós procuramos fugir dos clichês de estrutura de composição e não nos preocupamos com riffs, refrões e coisas do tipo”, declarou.

Dialeto “Nadsat”
Para manter um padrão de fidelidade à obra original, até mesmo um dicionário foi utilizado para a elaboração de algumas letras do novo disco, que utilizam alguns termos do dialeto “Nadsat” (o equivalente ao termo “adolescente” em russo, traduzido ao português) inventado por Burgess a fim de caracterizar o vocabulário peculiar de Alex. O garoto utiliza gírias do linguajar “cockney”, típico da classe operária britânica e marginais londrinos, misturadas a palavras no idioma russo e dialeto cigano.

Como o livro de Burguess, A-Lex (2008) também é dividido em partes. Cada uma delas narra diferentes passagens da história de Alex De Large. Dante XXI (2006) também era dividido em partes (“Inferno”, “Purgatório” e “Paraíso”).

Dividida em cinco músicas, a primeira parte do disco retrata a violência extrema, sem limites, do protagonista. Alex lidera uma gangue de delinqüentes juvenis que espanca, estupra, mata e comete todo tipo de atrocidades. Essa violência é representada na mistura de metal e hardcore característica do Sepultura, à exceção de fraseados em violão de nylon em “We’ve Lost you”.

Após a traição de um de seus companheiros, Alex é preso e condenado a vários anos de cadeia. A repressão ao comportamento do personagem é retratada em trecho de “What I Do”, faixa que fecha a primeira parte do álbum, quando o vocalista Derrick Green encarna A-Lex gritando a frase “That’s what I do, I do what I like to do! What did I do to deserve this?” (algo como “Aquilo é o que eu faço e faço porque gosto! O que eu fiz para merecer isso?”).

Mas os atrativos musicais de A-Lex (2008) são a segunda e terceira partes do disco, que representam o inferno pessoal vivido pelo personagem do livro de Burgess.

Dividida em seis músicas, a segunda parte mostra a prisão, o delírio induzido pelas drogas e a terapia do protagonista pelo “Método Ludovico”. Como forma de atenuar sua pena, Alex aceita submeter-se como cobaia de um “tratamento experimental para refrear seus impulsos destrutivos”, uma espécie de “lavagem cerebral” induzida por drogas e condicionamento psicológico. Green canta “my blood is cold” (“meu sangue é frio”) em “The Treatment”.

“Metamorphosis” começa com andamento lento e guitarra sem distorção, uma sonoridade distinta ao Sepultura tradicional. E temas como “Sadistic Values”, “Forceful Behaviour” e “Conform” evidenciam o processo de “transformação” do personagem.


Rock orquestral

A terceira parte é dividida em cinco músicas e apresenta o personagem pagando por todos os seus pecados, uma vez que a terapia de aversão lhe provoca repulsa a tudo aquilo que apreciava anteriormente (sexo, violência e música clássica).

Sonoramente, destacam-se “The Experiment” e “Ludwig Van”. O primeiro apresenta influências do grupo britânico surgido no final dos anos 70 Killing Joke, enquanto o último é uma releitura da “Nona Sinfonia” de Beethoven em que o Sepultura toca com uma orquestra de doze músicos regidos pelo maestro Alexei Kurkdjan.

O baterista Jean Dolabella ressaltou que o mais difícil foi trabalhar a parte orquestrada do disco. “Não gravamos juntos, mas foi trabalhoso organizarmos as coisas. Não soa como uma mera colagem de música clássica e rock pesado. A música flui facilmente”, declarou.

Capítulo não retratado no filme
Ao final do livro de Burgess, Alex é abandonado por todos e sua situação se reverte com a ajuda de uma das vítimas de sua crueldade. Esse capítulo não consta no filme de Kubrick, mas a banda o representa com a música “Paradox”, de acordo com a proposta original de Burgess.

O Sepultura tomou a liberdade poética de separar o último capítulo do livro como uma quarta parte porque é um trecho importante na narrativa de Burguess que Stanley Kubrick não aproveitou em seu filme.

Kisser falou sobre o que considera a mensagem final de “Laranja Mecânica”. “O capítulo final é quando nos questionamos se temos ou não livre escolha. Vivemos tão controlados por religião, pecados, e nos impõem tantos limites antes mesmo de nascermos. Aí é muito difícil nos libertamos disso tudo. E todo mundo faz besteira durante a adolescência, pois nós só aprendemos mesmo na base da porrada. Mas, ao passar por todos aqueles experimentos, Alex se torna ainda pior do que era antes e só se cura após a tentativa de suicídio. O personagem só se torna uma pessoa melhor sem a imposição por parte das instituições que o tentavam controlar anteriormente”, conclui.

O Sepultura ainda não sabe quando começa a promover o novo repertório em turnê. Em 23 de agosto, a banda fará um show fechado para seu fã-clube. Duas músicas de A-Lex (2008), “The Treatment” e “What I Do!”, já estão sendo apresentadas em shows recentes do Sepultura, que ainda promove o disco Dante XXI (2006).

As faixas:
01. A-LEX I
02. Moloko Mesto
03. Filthy Rot
04. We’ve lost you
05. What I do!

06. A-LEX II
07. The Treatment
08. Metamorphosis
09. Sadistic Values
10. Forceful Behavior
11. Conform

12. A-LEX III
13. The Experiment
14. Strike
15. Enough Said
16. Ludwig Van

17. A-LEX IV
18. Paradox

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