Notícia: Soft Machine Está Gravando Novo Disco


O Soft Machine é uma das bandas seminais dos anos 60 e 70 da cena Jazz Rock/Fusion. Desde o restorno do grupo nos anos 2000 eles tem usado um nome diferente para não confundir os fãs: Soft Machine Legacy.
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O Som De Canterbury


Por Daniel Silva

Canterbury é conhecida por duas coisas: pela histórica Catedral da Cantuária, construída há séculos em estilo gótico, que é patrimônio da Unesco, e pela cena musical criada no final dos anos 60.

Na cidade localizada no sudeste da Inglaterra, que hoje tem mais de 50 mil habitantes, surgiram bandas como Soft Machine, Caravan e Gong (na verdade, banda de origem francesa), que faziam um som que misturava o rock progressivo com o jazz e a psicodelia.

Mais do que uma vertente do rock, a cena de Canterbury produziu artistas que apareceram e sumiram da mesma forma meteórica, deixando apenas um registro para os fãs do gênero. O caso mais famoso é o do Khan, que durou 18 meses.

Formado em abril de 1971, em Londres, a banda contava com os melhores músicos da região como Nick Greenwood (baixo e vocal), Eric Peachy (bateria), Dave Stewart (teclados) e o mestre Steve Hillage (guitarra e vocal).

O resultado dessa união é Space Shanty, lançado em maio do ano seguinte pela Deram Records. As seis belíssimas e complexas composições do disco deixam uma incrível vontade de ouvir mais, o que infelizmente não é possível.

Outras bandas da cena já citadas acima tiveram mais sorte que o Khan, lançaram vários álbuns e ainda hoje são lembradas como grandes nomes do rock progressivo, mas possivelmente não gravaram um disco tão bacana quanto esse, um dos clássicos perdidos do estilo.

Ouça Driving to Amsterdam, quarta faixa de Space Shanty (1972).

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